JOTA BÊ - CIÊNCIAS DA RELIGIÃO

Arte em imagens (photoshop e Corel Draw), crítica, filosofia, ciência da religião, teologia.

ESPIRITISMO: CIENCIA? FILOSOFIA OU RELIGIÃO?

Escrito por joaobosco em Junho 9, 2008

Mas o que é o espiritismo? É ciência como querem alguns? É filosofia ou Religião?
Seu fundador codificou o espiritismo em cinco livros: O livro dos Espíritos (1857), O livro dos Médiuns(1859), O Evangelho Segundo o espiritismo (1863), O céu e o inferno (1865) e a Gênese (1863).
Sua origem data do século XIX, época em que o então professor e pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail, adotando o pseudônimo de Allan Kardec, concentrou em cinco obras básicas ensinamentos colhidos a partir dos depoimentos de várias pessoas tidas como tendo a faculdade de se comunicar com os chamados “mortos” em vários países, os quais foram atribuídos aos espíritos superiores também denominados espíritos mais evoluídos.
O Espiritismo defende a interação incessante dos seres espirituais, os quais são denominados desencarnados na vida cotidiana e procura expor uma explicação racional comprovável por estudos científicos para diversos fenômenos paranormais, desde a existência e comunicação com os espíritos até a existência de Deus.
O termo espiritismo (do fr. “espiritisme”) surgiu como um neologismo, mais precisamente um “porte-manteau”, criado pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de “Allan Kardec”, para nomear especificamente o corpo de idéias por ele sistematizadas inicialmente em “O Livro dos Espíritos” (1857). Contudo, a utilização de raízes oriundas da língua viva para compor a palavra (”spirit”: espírito + “isme”: doutrina), que, se por um lado foi um expediente a que Kardec recorreu para facilitar a difusão do novo conjunto de idéias, por outro fez com que o termo fosse rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia respeito à comunicação com os espíritos. Assim, por espiritismo, muitos entendem hoje as várias doutrinas religiosas e/ou filosóficas que crêem na sobrevivência do espírito à morte do corpo, e, principalmente, na possibilidade de se comunicar ordinariamente com ele.
A base filosófica para o Espiritismo é o Livro dos Espíritos, o primeiro livro das obras básicas da doutrina dos espíritos. Neste livro, estão inseridas perguntas desenvolvidas por Kardec que teriam sido respondidas pelos espíritos em sessões mediúnicas com técnicas diversificadas de psicografia. Essas questões, numeradas de 1 a 1019, serviram como base para os demais livros.
Com a ajuda de teorias sobre o magnetismo oriundas da época da Revolução Francesa, foram desenvolvidas teorias para a causa dos efeitos paranormais que provocavam o movimento das mesas girantes.
A doutrina tem inspiração cristã, com base filosófica positivista, com concepções teológicas bem diferenciadas no que diz respeito à divindade, à humanidade, salvação, graça e destino. Um elemento fundamental é a crença na reencarnação.
O espiritismo, de um modo geral, fundamenta-se nos seguintes pontos:
o homem é um espírito temporariamente ligado a um corpo (para Kardek esta ligação é feita através de um interface que denomina de perispírito, um envoltório semimaterial que o vulgo denomina como “fantasma”);
a alma é o espírito enquanto se encontra ligado ao corpo;
o espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação, é imortal;
a reencarnação é o processo natural de aperfeiçoamento dos espíritos; o aperfeiçoamento, através das reencarnações (vidas sucessivas), está ligado a uma “Lei de Causa e Efeito”, segundo a qual recebemos na medida do que causamos (bondade e/ou maldade); os espíritos encarnados (”vivos”) e os espíritos desencarnados (”mortos”) podem se comunicar entre si através da mediunidade (em língua inglesa também “channeling”); a Terra não é o único planeta com vida inteligente (pluralidade dos mundos habitados)

1 – ORIGEM

1.1 - Primeiras observações
Os espíritas adotaram como oficial a data de 31 de março de 1848 como o início das manifestações espirituais mais difundidas ao ponto de merecer um estudo mais apurado. Entretanto, segundo a visão dos seguidores da doutrina espírita, fatos e acontecimentos envolvendo espíritos (personalidades sem corpos físicos) existem desde sempre.
Os espíritas citam como exemplo os comentários de Sócrates e Platão ao falarem sobre os “daimons”, os de Moisés, que proibiu as comunicações mediúnicas usadas para diversão, os de Jesus, que os disciplinou para o bem, e os contidos na obras da codificação espírita, organizadas por Allan Kardec.
Segundo os espíritas, as primeiras manifestações inteligentes aconteceram por meio de mesas se lavantando e batendo, com um dos pés, um número determinado de pancadas e respondendo desse modo sim ou não, segundo fora convencionado, a uma questão proposta. Kardec concluiu que não havia nada de convincente neste método para os céticos, porque se podia acreditar num efeito da eletricidade até então desconhecido pela ciência. Foram então utilizados métodos para se obter respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: o objeto móvel, batendo um número de vezes correspondente ao número de ordem de cada letra, chegava a formular palavras e frases respondendo às perguntas propostas. A precisão das respostas e sua correlação com a pergunta causaram espanto na época. O ser misterioso que assim respondia, quando interrogado sobre sua natureza, declarou que era um Espírito ou gênio, deu o seu nome e forneceu diversas informações a seu respeito.
HISTÓRIA

Os fenômenos mediúnicos são registrados em todas os lugares e épocas da História, desde a Antiguidade, sob diversas formas. Como exemplo refere-se: a prática ancestral de culto aos antepassados, venerando-os ou rendendo-lhes homenagens por meio de diversos rituais; na cultura judaico-cristã encontram-se registrados no Antigo Testamento, nomeadamente a proibição de Moisés à prática da “consulta aos mortos” (evidência da crença judaica nessa possibilidade, uma vez que não se proíbe aquilo que não é praticado) (argumentação espírita), e, no Novo Testamento, a comunicação de Jesus com Moisés e Elias no Monte Tabor (Mt, 17:1-9) (argumentação espírita).
Na cultura da Grécia Antiga, a crença em que as almas dos mortos habitavam o submundo e que era possível entrar em contacto com eles, cuja referência mais conhecida encontra-se na Odisséia. Ali Homero narra que Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca realiza um ritual conforme indicações da feiticeira Circe, logrando conversar com as almas de sua mãe e dos seus companheiros, que haviam soçobrado durante a Guerra de Tróia. Em época posterior, registram-se os comentários de Platão sobre o “dáimon” ou gênio que acompanharia Sócrates.
Os povos Celtas acreditavam que os espíritos regressavam ao mundo dos vivos em certas ocasiões (”Samhain”), crença essa que se encontra na origem das populares festas de “halloween”.
na Idade Média, a persistência popular de crenças em superstições e amuletos para obter proteção.
Na Idade Moderna, as narrativas sobre fantasmas e assombração de locais, ilustrada, por exemplo, pela peça de teatro Hamlet, em que o dramaturgo inglês William Shakespeare apresenta o fantasma do rei assassinado demandando vingança ao protagonista, seu filho.
Os xamãs dos povos “primitivos” da Ásia e Oceania, também afirmam ter o dom de comunicação com o além. Entre a população nativa americana, apenas o xamã (feiticeiro) tinha o poder de comunicar com os deuses e espíritos, fazendo a mediação entre eles e os mortais. A principal função do xamã era a de assegurar a ajuda do mundo dos espíritos, incluindo o Espírito Supremo, para benefício da comunidade. Tal como os xamãs, os curandeiros na América Latina, são capazes de aceder ao mundo dos espíritos. A actuação a este nível, envolve não só o uso de orações, mas também a consulta de guias espirituais ou espíritos superiores.
Atualmente é comum adotar-se a data de 31 de março de 1848, início do fenômeno das Irmãs Fox, como marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, quando se inicia uma fase de manifestações mais ostensivas e freqüentes do que jamais ocorrera, particularmente nos Estados Unidos da América e na Europa, o que levou muitos pesquisadores a se debruçarem sobre tais fenômenos.
Entre esses pesquisadores destacou-se o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde, sob o pseudônimo de Allan Kardec, com base em uma série de relatos psicografados, publicou O Livro dos Espíritos.

ESPIRITISMO KARDECISTA
Allan Kardec (1804-1869), o codificador da doutrina espírita.
A expressão, criada no Brasil, refere-se à Doutrina espírita, codificada por Allan Kardec e, assim como o neologismo “Kardecismo”, é vivamente repudiada por adeptos mais ortodoxos da doutrina[4].
As expressões nasceram da necessidade de alguns em distinguir o “Espiritismo” (como originalmente definido por Kardec) dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se auto-intitular espíritas (em determinado momento com o apoio da Federação Espírita Brasileira), num anseio por legitimar e consolidar este movimento religioso, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas. Seguidores mais ortodoxos de Kardec, entretanto, não gostaram de ver a sua prática associada aos cultos afro-brasileiros, surgindo assim o termo “espírita kardecista” para distinguí-los dos que passaram a ser denominados como “espíritas umbandistas”.
Alguns adeptos de Kardec entendem que o espiritismo, como corpo doutrinário, é um só - aquele que foi codificado por Allan Kardec - o que tornaria redundante o uso do termo “espiritismo kardecista”. Assim, ao seguirem estritamente os ensinamentos codificados por Kardec nas obras básicas, sem a interferência de qualquer outra linha de pensamento que não tenha sido a codificada, ou ao menos prevista pelo mesmo, denominam-se simplesmente “espíritas”, sem o complemento “kardecista”. Em complemento, alegam que o espiritismo, em sua essência, não se liga à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo e o budismo, e a uma coletividade de espíritos que manifestaram através de diversos médiuns.
Históricamente, no Brasil, existiram ainda conflitos entre “kardecistas” e “roustainguistas”, consoante a admissão ou não dos postulados da obra “Os Quatro Evangelhos”, de Jean-Baptiste Roustaing, nomeadamente acerca da natureza do corpo de Jesus.

2 – PRECEITOS BÁSICOS

Segundo os espíritas, existem alguns preceitos básicos do espiritismo:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os humanos.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O ser humano é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a atingir a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador. A prece torna melhor o homem.

3 – PRÁTICA ESPÍRITA

Para os espíritas existem alguns preceitos referentes à prática da doutrina:
1 - Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: Dai de graça o que de graça recebestes. A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
2 - O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
3 - O Espiritismo não impõe os seus princípios, expõe. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
4 - A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
5 - A prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
6 - O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor da pele, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.
7 - Reconhece, ainda, que o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.

4 – REUNIÕES E COMPORTAMENTOS EM REUNIÕES ESPÍRITAS

No mínimo um dia por semana, são realizadas reuniões abertas à comunidade em Centros Espíritas:
As reuniões são abertas para todos os interessados ou freqüentadores assíduos;
• Não são adotados símbolos, imagens, acessórios ou qualquer ritual típico de religiões dogmáticas; Os únicos ítens que são utilizados são um aparelho sonoro, onde é reproduzida uma música relaxante e lido um trecho do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”;
• Todos os participantes são orientados a ficar em silêncio ou falar em tom de voz moderado para que ocorra uma harmonização do ambiente. Uma reunião semanal é iniciada pontualmente:
• O representante da associação (em geral o Presidente) inicia com as boas vindas aos participantes, faz os comunicados de interesse dos associados e declara aberta a reunião com uma prece; Após a prece, um palestrante lê um trecho do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e faz uma breve explanação sobre o ponto abordado.
• Os frequentadores assistem a uma palestra proferida que tem como base os fundamentos doutrinários da doutrina espírita; Após a palestra, o médium ou dirigente experiente passa a atividade denominada por fluidoterapia ou tratamento através de fluidos ou passe para quem desejar.
• Os chamados médiuns tarefeiros da casa são convidados a aplicar passes através da imposição de mãos sobre a cabeça do assistido, em uma sala reservada para tal, seguindo uma voz de comando do orador que dita orientações de autocontrole pessoal, otimismo, entre outros. Segue então às vibrações coletivas, onde uma voz de comando pede aos participantes vibrarem ou terem bons pensamentos a favor de pessoas carentes, doentes, países em guerra, pelo planeta, pelos familiares, etc.;
• Ao final da reunião pública, os participantes são convidados ao se retirarem beber um copo de água ou chá que teria recebido um tratamento energético dos espíritos superiores (fluidoterapia);                                             

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IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM NATAL - Aniversário? Qual data correta? CUITÉ OU NATAL?

Escrito por joaobosco em Maio 25, 2008

Foto de Jota Bê

TEMPLO EM CUITÉ/RN

Interessante como as instituições podem mudar um complexo sistema, a história e as verdades conforme seus interesses. E isso vale para as instituições religiosas. Recentemente lançei um livro na cidade do Natal. Nele contemplava uma discussão sobre o pentecostalismo e estava incerida a história da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Ao conversar com seu Presidente na capital, ele entendeu e aceitou a história que eu havia narrado, por que inclusive, esse mesmo presidente conhecia aquela história. Masfiquei surpreso ao ver essa igreja comemorando seu aniversário de chegada em uma data posterior, que inclusive não está escrito nem nos livros publicados pela CPAD, sua editora.

Um dos maiores folcloristas e históriador do RN, Camara Cascudo apresenta o ano de 1914 para a chegada dos pentecostais, a igreja A. de Deus apresenta em seus livros o ano de 1916, Eu apresentei com testemunhas e documentação a data de 1911. Agora, a Igreja A. de Deus está apresentando uma outra data para sua chegada em solo potiguar a data do primeiro batismo. Sabe lá o porque…

Se assim o for, está discartado a chegada dos primeiros missionários da A. de Deus ao Brasil no ano de 1911, que inclusive não eram da Assembléia de Deus na época, eram Batistas.

Se é para ser incoerente como os pseudos historiadores da Igrja Assembléia de Deus em Natal querem, esta igrejinha de que falo logo abaixo, como parte integrante de meu livro, não foi a primeira igreja pentecostal em solo brasileiro, fundada pór pentecostais.

Há um verdadeiro descaso e desrrespeito a sua própria história, que inclusive nem siquer citam a história e nem procuram saber sobre a vida desses primeiros evangelizadores (para os cristãos evangélicos).

Vejamos um pouco da história desse movimento cristão no Rio Grande do Norte. Parte integrante do livo: METAMORPHOSIS E NEKROSIS - e parte do próximo trabalho do autor já no prelo.

As religiões surgem e vão mudando junto com a história, de acordo com seu contexto. O movimento pentecostal chegou ao Brasil em 1910 com a organização e instalação de uma denominação por nome Congregação Cristã do Brasil; a segunda a se organizar foi a Igreja Assembléia de Deus e a terceira: a Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.
O pentecostalismo foi um dos fenômenos religiosos mais discutidos no século XX e nesse início de século XXI e a produção literária sobre o assunto cresce cada vez mais nas universidades. O movimento desperta o interesse dos estudiosos por suas práticas religiosas, suas divisões, seu crescimento vertiginoso no Brasil, disputando espaço até mesmo com a Igreja Católica Romana que se incomodou pela quantidade de fieis perdidos para os pentecostais. No Estado do Rio Grande do Norte, mais especificamente na cidade do Natal não foi diferente. Enumeramos as igrejas pioneiras e os principais grupos pentecostais em seus começos.
Segundo o Pastor Jozenil Barbosa de Araújo, (Dirigente da Igreja Assembléia de Deus no bairro de Candelária - 2007) professor de história das Assembléias de Deus no Brasil, somente no ano de 1916, é que alguns norte-riograndenses que haviam ido ao Pará buscar uma melhor sorte, retornaram a Natal neste ano trazendo a mensagem de fé pentecostal. Esses relatos são os oficiais e estão documentados no livro: História das Assembléias de Deus no Brasil, ALMEIDA (1982, pág. 79).
CASCUDO (2000) defende que em 1914 famílias vieram para Natal de Manaus, e trouxeram os cultos da Assembléia de Deus para as terras potiguares. Nesta data apresentada por Cascudo, é improvável que os missionários suecos tenham ido a Manaus.
Acontece que em pesquisa de campo, descobriu-se que famílias haviam chegado não de Manaus como afirmara CASCUDO, nem na data que apresenta a história oficial das Assembléias de Deus.
Uma história marginal sobre a chegada dos primeiros pentecostais a chegar em terras potiguares.
Quando se encontrava no Pará de 1910 à 1911 um homem por nome: Manoel Luiz de França converteu-se ao evangelho quando trabalha naquele Estado onde tentava, junto com muitos outros nordestinos, uma sorte melhor nos seringais. Segundo informações colhidas, ele foi convertido ao ouvir a pregação dos próprios missionários fundadores da Assembléia de Deus (1911) (Guinar Vingren e Daniel Berg).
Após converter-se, partiu do Pará e veio direto para o Rio Grande do Norte (sua terra de origem) .
Os dados de CASCUDO (2000) como os de ALMEIDA (1982), são relatos verdadeiros (segundo a ótica dos autores), porém, esse fato novo narrado é um fato inédito na literatura, histórico, e da maior importância para a igreja potiguar e em especial a Igreja Assembléia de Deus que poderia averiguar, dar maior crédito às fontes orais ainda vivas. Talvez a compreensão de sua história traga luz a antigas e novas perspectivas de ser igreja.
Os dois relatos que passaremos a narrar são simples. Eles descrevem aquilo que a memória ainda não esqueceu. São lembranças de experiências sem nenhuma preocu
pação com a precisão histórica, mas sim com algo vivido por aqueles primeiros evangélicos pentecostais que chegaram no Estado do Rio Grande do Norte e não tiveram sua história anotada nem ouvida.
Essa enfim é a história que ainda não fora contada dos primeiros crentes pentecostais em solo potiguar. Na história oficial da igreja Assembléia de Deus diz o seguinte: segundo ALMEIDA (1982, pág. 79) no ano de 1916, alguns norte-riograndenses que haviam ido ao Pará retornam a Natal neste mesmo ano trazendo a mensagem de fé pentecostal.
Eram eles, o Sr. Antônio Felipe Bezerra e sua esposa Luizinha, recém convertidos à fé pentecostal; e o ex-presbiteriano Francisco Cezar que aderiu ao grupo. Em 1917, em uma reunião de oração, na residência do Sr. Antonio Felipe e sua esposa Luizinha, deram-se as conversões de José Domingos da Costa, Pedro Jacinto e sua esposa. Segundo a história das Assembléias de Deus em Natal, o Sr. José Domingos veio a ser o primeiro crente a passar pela experiência pentecostal (batismo com o Espírito Santo com evidência no falar em línguas estranhas) em terras potiguares. Surgiram, assim, os primeiros frutos da doutrina pentecostal no Rio Grande do Norte. Em 13 de janeiro de 1918, na casa do soldado Luiz de França (Lulu), na chamada Rua do Arame, foi realizado o primeiro culto pentecostal em Natal, sob a liderança do sr. Francisco Cézar.
Naquela ocasião, converteram-se à fé evangélica seis pessoas, dentre as quais o casal anfitrião. Nessa residência, passou a reunir-se um pequeno grupo de dez pessoas para os serviços religiosos. Os primeiros anos da Igreja em Natal (relatam os membros mais antigos), foram muito difíceis, havia uma perseguição muito grande aos crentes por parte da Igreja Católica e seus adeptos. A Igreja que já estava com um bom número de novos convertidos, decidiu realizar o primeiro batismo nas águas. Sairiam, às escondidas em direção a ponte de Igapó, e às margens do Rio Potengi, realizariam o primeiro batismo nas águas.
A Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte - segundo a tradição oral, teve no evangelista Adriano Nobre, o seu primeiro pastor. O livro “História da Assembléia de Deus no Brasil”, diz que o Sr. José Paulino Estumano de Morais, enviado pela Igreja-Mãe (Belém/PA), (passando um curto período em Natal) em 1919, fora o primeiro Pastor da Assembléia de Deus em Natal. Para os historiadores da Assembléia de Deus em Natal, houve um equívoco que está sendo corrigido na próxima edição daquele livro. O primeiro pastor da Assembléia de Deus em Natal e que foi responsável pelo seu desenvolvimento nos primeiros anos, fora o Pastor Adriano Nobre Almeida, 1982, ALMEIDA (1982, pág. 79). A cronologia a seguinte ordem: A cronologia dos Pastores da Assembléia de Deus em Natal segue: Adriano Nobre (José Estumano), Manoel Higyno de Souza, Bruno Skolomowski, Francisco Gonzaga de Lima, José Estumano de Morais, Alfredo Galvão de Lima, Eurico Bergsten, Eugenio Martins Piris, João Batista da Silva, João Gomes da Silva, Edmar Rosa Gomes e Pastor Raimundo João de Santana.
Com a chegada de José Morais, o local de culto foi transferido para a Rua América, s/n (historicamente, a primeira Congregação da Assembléia de Deus, em Natal). Na noite de 28 de junho de 1920, quando de sua estada em Natal, o pioneiro Gunnar Vingren encontrou uma igreja com 23 membros. Estava então formada a Igreja que viria a se tornar a maior Igreja do Rio Grande do Norte.
Em Natal foram realizadas as primeiras convenções das Assembléias de Deus no Brasil no ano de 1930 e depois realizou-se uma outra convenção em 1948. Foram marcos na história das Assembléias de Deus no Brasil pela importância desses eventos.
A segunda igreja pentecostal a surgir foi a Igreja de Cristo do Brasil, em 13 de dezembro de 1932 (primeira igreja pentecostal brasileira genuinamente nordestina), fundada a partirda saída do Pastor Manoel Hygino de Souza da Assembléia de Deus (logo após, este organizar e fundar um templo da Igreja Assembléia de Deus em Mossoró), acompanhado dos irmãos Eustáquio Lopes da Silva, João Vicente de Queiroz, Gumercindo Medeiros, Domingos Barreto, Cândido Barreto e José Sotero de Morais.
Terceira: Igreja formada por um grupo de pessoas saídas da Assembléia de Deus tendo à frente vários componentes da família Figueiredo (Boanerges Figueiredo, Josué Figueiredo, Natanael Figueiredo, Luiz Florêncio e Josué do vale) todos acompanhados de suas famílias organizando então a Igreja Cristã Pentecostal.
Quarta Igreja: Em 26 de junho de 1949 organizou-se em Natal a Missão Evangélica Pentecostal do Brasil fundada por Harland Graham e Harold Matson.

PARA SABER MAIS: ADQUIRA O LIVRO: SOUSA, João Bosco de. METAMORPHOSIS E NEKROSIS. DEI, Natal – 2007 – NA LIVRARIA SICILIANO, GILGAL OU LIVRARIA POTY EM NATAL/RN.

Para ler um pouco mais:

http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=65290

http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=65285

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RESPEITO AO PLURALISMO RELIGIOSO??? Isso não te pertence Brasil!!

Escrito por joaobosco em Maio 23, 2008

Em sua obra, “Os setes saberes necessários à educação do futuro”, Edgar Morrin (foto acima) aponta a “compreensão” como um desses saberes – a necessária compreensão entre as pessoas e os povos. O projeto genoma humano fez desmoronar um baluarte defendido pelo meio científico e por grupos racistas: O mito da superioridade racial. Nossas diferenças existem no meio cultural e religioso. É a cultura que marca profundamente a maneira de ser e de viver do homem. Viver na adversidade, respeitando o próximo, o diferente. Porém tendo a compreensão profunda do que é ser religioso e o que representa a religiosidade. Estar pronto a dividir sobre o conhecimento, sobre a dádiva de vida e concepção de mundo. Isso chama-se, respeito ao próximo. Questionando porém, as atitudes do governo em todo o Brasil, os poderes Legislativo e Executivo estaduais, criam feriados santos (católicos) praticamente em todos os meses do ano. Nada contra os católicos mas sim contra essa postura do governo em agir de maneira tão proselitista quando dão mostras que não praticam a laicidade exigível desses poderes no âmbito da esfera pública e estatal e confirmam que, no Brasil, o Estado, longe de ser laico, permanece vergonhosamente submetido, pelas mãos de seus dirigentes, aos ditames e interesses de igrejas e religiões. Os interesses da igreja católica (ou de qualquer outra) não podem ser colocados acima do caráter universalista que o Estado está obrigado a preservar para permanecer como esfera autônoma, independente. O fato representa uma tomada de posição desses dirigentes em favor de um segmento da sociedade, e apenas de um de seus segmentos, ferindo o principio da laicidade e da universalidade de valores a predominar e a ser preservado pelo Estado no âmbito das decisões político-públicas. Se pode haver feriado para dia santo, poder-se-ia criar feriado para o iolurubá, ou para Exu (na cultura afro), para Chiva, Ganesh (na cultura hindu), para Alan Kardec (Espiritismo), Martinho Lutero e a o dia da Reforma protestante (para os protestantes). O grande discurso é que este é o maior país católico do mundo. As pesquisas apontam também que este é o maior pais espírita do mundo, é o maior pais pentecostal e o segundo maior protestante só perdendo para os EUA. Fica então a pergunta no ar:

Onde está o respeito ao pluralismo?

Por João Bosco

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CORPUS CHRISTI - UM FERIADO SEM SENTIDO PARA MUITAS CRENÇAS

Escrito por joaobosco em Maio 22, 2008

QUAL A ORIGEM DA FESTA

O governo brasileiro ainda tem seu cordão umbilical preso a uma instituição que não é mais a majoritária no Brasil. (JÁ EXPLIQUEI QUE NÃO TENHO ABSOLUTAMENTE NADA CONTRA A IGREJA ROMANA), o que sempre proclamo aqui é de que se há feriados de uma comemoração religiosa qualquer, deve haver muitas outras das religiões existentes no Brasil. Dia do Orixá, dia do nascimento de Alan Kardec, dia da Reforma Protestante e por aí vai..todas evidentemente sendo feriado.
Um dos feriados religiosos que ainda permanecem é o dia em que se comemora a festa de Corpus Christi (expressão latina que significa “Corpo de Cristo”).
A festa é celebrada anualmente, mas não tem um dia fixo, ou seja, sua data é móvel e deve sempre ocorrer numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Neste ano, será comemorada em 10 de junho.
Na realidade, a observação da festa deveria ocorrer na quinta-feira da semana santa, o dia da última Ceia, mas foi transferida para outra data para que não fosse prejudicada por causa das celebrações em torno da cruz e da morte de Jesus Cristo, na sexta-feira santa.

A ORIGEM DA COMEMORAÇÃO

Tudo começou com a religiosa Juliana de Cornellon, nascida na Bélgica, em 1193. Segundo alegou, teve insistentes visões da Virgem Maria ordenando-lhe a realização de uma grandiosa festa. Juliana (mais tarde Santa Juliana) afirmava que a festa seria instituída para honrar a presença real de Jesus na hóstia, ou seja, o corpo místico de Jesus na Santíssima Eucaristia.
Ainda quando era bispo, o papa Urbano IV teve conhecimento dessas visões e resolveu estendê-la à Igreja Universal, o que então já era uma verdadeira festa. Pela bula “Transituru do Mundo”, publicada em 11 de agosto de 1264, Urbano IV a consagrou em todo o mundo, com uma finalidade tríplice:

1 - Prestar as mais excelsas honras a Jesus Cristo

2 - Pedir perdão a Jesus Cristo pelos ultrajes cometidos pelos ateus

3 - Protestar contra as heresias dos que negavam a presença de Deus na hóstia consagrada

O ofício foi composto por São Tomás de Aquino, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.

COMEMORAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, a festa de Corpus Christi chegou com os colonizadores portugueses e espanhóis. Na época colonial, a festa tinha uma conotação político-religiosa. É que dias antes das procissões, as câmaras municipais exigiam que as casas de moradia e de comércio fossem enfeitadas com folhas e flores. Na época, quando o Brasil ainda era uma colônia, participavam da procissão membros de todas as classes, incluindo os escravos, os leigos das ordens terceiras e os militares. Durante muitos anos, o entrosamento do povo com o governo, e vice-versa, foi praticamente completo. Um exemplo que comprova esse fato ocorreu em 16 de junho de 1808, quando D. João VI acompanhou a primeira procissão de Corpus Christi, realizada no Rio de Janeiro.

AS PROCISÕES

O que marca a festa de Corpus Christi são as procissões, quando ocorrem as ornamentações das ruas com tapetes feitos de vários tipos de materiais, como papel, papelão, latinhas de bebidas, serragem colorida, isopor, etc. Desenhos são elaborados nessa ornamentação com as figuras de Jesus, do cálice da Ceia e da Virgem Maria. Utilizam-se toneladas de materiais para formar os tapetes vistosos e admirados pelos que acompanham as procissões.
O momento mais solene da festividade de Corpus Christi é quando o hostiário, onde estão depositadas as hóstias ainda não consagradas, é conduzido nas procissões por um líder da alta hierarquia católica. No momento em que o hostiário passa, um silêncio profundo é observado por todos os presentes e, de uma extremidade a outra, toca-se a sineta que anuncia a passagem do cortejo. As reações das pessoas são as mais variadas. Algumas se comovem ao extremo e choram, outras se ajoelham diante do hostiário. De ponto em ponto, há uma parada, quando, então, se entoam cânticos tradicionais. Segundo a liderança romana, as ornamentações são feitas para que o Corpo de Cristo possa passar por um local digno, para ser visto por todas as pessoas. Representa uma manifestação pública da fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

EUCARISTIA

Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: “A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”.
Ensina, ainda, que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que se encontra no céu. Esclarece também que essa mudança, conhecida como transubstanciação, “ocorre no ato em que o sacerdote, na santa missa, pronuncia as palavras de consagração: ‘Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue’”.
O catecismo católico traz uma pergunta com relação ao Sacramento da Eucaristia nos seguintes termos: “Deve-se adorar a Eucaristia?”. E responde: “A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor”.

SENSO CRÍTICO

Está explicada a festa, os por ques e a comemoração. Na religiosidade está perfeito, muito bonito, inclusive na fé católica romana está mais do que amparada as explicações….

O que não admito é o FERIADO. O que os praticantes do budismo tem a ver com essa comemoração? O que os Kardecistas tem haver? O que os evangélicos podem esperar e usufruir desse feriado? E as religiões afro?

Achp que há dois aí que levam o crédito:  Aigreja Romana que ainda tem muita força no Brasil e o governo no nome de seus presidentes que SEMRPE na história do Brasil foram coniventes (para não dizer que sempre ajudaram a esse grupo e excluiram os demais) com a igreja Romana em detrimento aos outros grupos religiosos.

Ler também o post que escrevo sobre os feriados brasileiros.

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WICCA - SIMBOLOS

Escrito por joaobosco em Maio 18, 2008

WICCA DE MANEIRA RESUMIDA

A palavra “Wicca” vem do inglês antigo, tendo sido reintroduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia “Wica”, popularizou-se o uso de “Wicca”, mais coerente à etimologia da língua inglesa moderna.

Wicca é uma religião neopagã fundamentada nos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga. O bruxo inglês Gerald B. Gardner impulsionou o renascimento do culto, com o nome de Wicca, junto com outros bruxos e bruxas, em meados dos anos 40 e 50. Embora essa fundação tenha ocorrido provavelmente na década de 1940, ela só foi revelada publicamente em 1954, quando da época da sanção da última das leis contra a Bruxaria na Inglaterra. A tradição Wicca e seus termos são baseados em diversas culturas do paganismo antigo, modificadas pelo que, segundo Gardner, era uma tradição sobrevivente da bruxaria medieval, mas da qual o conhecimento que temos é obscuro.Desde seu renascimento, várias tradições da Wicca surgiram. Algumas se afastando consideravelmente dos conceitos da década de 50. A tradição que segue os ensinamentos e práticas específicas, conforme estabelecidos por Gardner, é denominada Tradição Gardneriana. Além dela, muitas outras tradições da Wicca se desenvolveram e também existem muitos praticantes que não pertencem a nenhuma tradição estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto (ecléticos) aos Antigos Deuses.

Existem muitos símbolos associados a Wicca e neopaganismo modernos sistemas de crença. Alguns dos mais universais Neopaganismos e símbolos incluem:

WICCA E MAGIA


O PENTEGRAMA: Dentro de um círculo, é o mais reconhecido símbolo de Wicca. O pentacle representa a integração do corpo e espírito, e no domínio espiritual dos quatro elementos. O pentacle é usado em uma série de rituais Wiccan, e como um sinal em Grade Gardnerian e outras tradições. O pentacle é muitas vezes utilizados como um símbolo do reconhecimento entre os profissionais, especialmente aqueles que prática um código de sigilo.


Oculto pentacles são pentagramas disfarçados em mais intrincados desenhos e modelos, e pode ser usado quando não é seguro ou apropriadas para vestir. Muitos desses desenhos estilizados são vestidos que podem ser reconhecidos pelos outros crentes, mas menos evidente para estranhos. Às vezes chamada de “flor pentacle,” eles têm uma menor “oculto” aparência e são menos susceptíveis de causar problemas com a família ou não-pagãs em o local de trabalho

Esta é uma versão estilizada representação do Horned Deus, que nos representa a Wicca polaridade do universo masculino. Os chifres brancos é o deus arquetípica chifres brancos Shaman, que está relacionado com os antigos deuses da vegetação e da caça: grego Pan, o celta Cernunnos, e os egípcios Ammon. Este símbolo é às vezes referido como o “chifre lua”, e, como tal, é também um símbolo da Deusa Diana, em especial nas Tradições Diânicas.


Outra imagem Horned Deus, criada a partir de uma pentacle, este com um distintivo de um Pan-cabra aparência:


Um símbolo semelhante, feita a partir de hieróglifos egípcios, que representa a Cow Deusa Hathor, é por vezes utilizado pelos egípcios Recon ou feminina centrada Pagãos:

Existem vários estilos da Deusa Lunar Triplo símbolo, representando os três aspectos da lua (enceradeira, diminuir, e completo) e womankind (mãe, solteira, Crone), bem como a Lady, ou Deusa, a polaridade da feminina Universo:


conceito da Wiccan Horned Deus, simboliza o poder da natureza masculina, especialmente no domínio das florestas e os animais que habitam a eles:


Conhecer o símbolo abaixo é uma simplificação silhueta de um egípcio Paleolítico Deusa mãe, provavelmente de um protótipo da Deusa Isis, e é muitas vezes usado para simbolizar o “Lady”, a divindade feminina da Wicca:

O emblema do Seax-Wicca, um anglo-saxão influenciado ramo da Wicca, simboliza o sol, a lua, e as oito Sabbats, ou dias santos:

WICCA rituais tradicionais ferramentas:

Os quatro mais comumente usado em ferramentas ritual Wicca são obtidas a partir da magickal ferramentas utilizadas por mágicos Ritual da Renascença. Eles simbolizam os quatro antigos elementos, e são utilizados ritualmente para canalizar os seus poderes. Eles estão directamente relacionados com o naipe sinais sobre tarô cartões e os quatro mundos da Kabbalah.


O copo ou cálice é um símbolo do elemento de água, um elemento feminino representando intuição, gestação, capacidade psíquica, e ao subconsciente. A Copa também está em como um símbolo da Deusa, do útero, e os órgãos femininos generativa. O cálice é por vezes intercambiáveis com o cauldron.


O Athame ritual ou punhal (por vezes, uma espada), é um símbolo de fogo. O Athame representa o elemento fogo, e as qualidades masculinas de consciência, ação, força e resistência. O Athame é usado para direcionar energia e está empregado no sector da fundição de círculos. Um Athame é tradicionalmente negra manipulados e maçante, mas, como a faca é considerado um emblema pessoal, existe uma grande variedade de reais em prática-um poderia ver nada a partir de uma faca de caça um veado antler usado como um Athame. O uso da Athame empates anteriores ritual de magia, e antecede Wicca.


A varinha é um símbolo do ar. Note-se que no Ritual Magick, wands são do elemento fogo, e é o punhal de ar. Wiccan prática geralmente inverte estas designações, em grande medida devido à união do punhal no cálice com o ritual.

Wiccan wands são normalmente feitas de madeira (normalmente Hawthorn ou cinza), cobre, ou de cristal, e pode ser muito ornamentado e pessoais na sua concepção. De todas as ferramentas da bruxa, é o mais pessoal:

Ferramentas adicionais:

O Besom, ou Broom, preenche uma grande parte simbólica Wiccan papel na prática. Derivados de bruxaria europeia vassoura de dança folclórica e voar, a vassoura é usada hoje para a limpeza simbólica ou purificação. Um típico besom ritual usa o vassoura para “varrer” negativo energia a partir de uma casa ou outro espaço. Besom A / vassoura também é um ponto focal em Wiccan handfasting casamentos, onde actua como um stand-no limite, que newlyweds o salto para o seu cimento votos.


O flagelo geralmente é visto apenas em velhas tradições Wiccan. A praga é uma aplicação, normalmente um pequeno chicote de couro ou cat’o'nine caudas, usadas para suavemente greve de membro, para efeitos de purificação de purgar em rituais. A praga também é simbólico da disciplina espiritual. É derivado do ritual simbólico ferramentas do deus egípcio Osiris.
O Boline ou Bolline é um pequeno, foice moldada faca usada para coletar ervas usadas em rituais e feitiços. A foice moldada faca pode ser atribuído aos Druid hemiparasita aduaneira, e é uma ferramenta lunar. (Em escocês caminhos, às vezes um kerfan, após o tradicional punhal)


O Calderão se retirar da antiga mitologia celta, e por vezes é chamado a Copa ou Cauldron de Cerridwen. Os antigos celtas caldeiras utilizadas para a produção de alimentos e em um ritual como emblema da abundância e inspiração divina. Na mitologia celta e folclore, o cauldron oferece infinitas sustento ou inspiração artística.

Como uma ferramenta Wiccan ritual, o cauldron é sobretudo simbólica. A maior parte das vezes usado para representar o fogo ou água elementos, o cauldron por vezes é empregada para scrying, para mistura ervas, para a consagração, ou para realizar os ingredientes para um feitiço. É geralmente realizada a ser um símbolo feminino:

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DIVERSIDADE RELIGIOSA - A REGRA DE OURO DAS RELIGIÕES

Escrito por joaobosco em Maio 17, 2008

ILUSTRAÇÃO DE NORMAN ROCWELL

A regra de ouro de Norman Rockwell (1894-1978), ilustra o tema fundamental de todas as religiões: fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. O artista quis sublinhar a importância de se almejar a tolerância quanto às crenças alheias e o fato de cada religioso dever respeitar como os outros diferentem de si. Rockwell era um ilustrador de revistas (na verdade: 321 capas da revista The Saturday Evening Post) principalmente notável pelas suas capas que representavam as idiossincrasias da vida americana, mas, no seu último trabalho, como A REGRA DE OURO (the goldem rule), foi-se preocupando cada vez mais com os assuntos morais.Cresceu sua fama ao pintar também os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como o de outras importantes figuras mundiais, tais como Gamal Abdel Nasser e Jawaharlal Nehru. E o seu último trabalho foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969. Morreu aos 89 anos, em conseqüência de um enfisema.Quanto a REGRA DE OURO que é nosso assunto principal: A ética da reciprocidade é um princípio moral geral, que se encontra em praticamente todas as religiões e culturas, frequentemente como regra fundamental. Este fato sugere que pode estar relacionada com aspectos inatos de natureza humana. Na maioria das formulações toma uma forma passiva, como a que é expressada no Judaísmo: “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo”. Na cultura ocidental, no entanto, a fórmula mais conhecida é a que foi formulada por Jesus, no Sermão da Montanha: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles” (Mt. 7, 12). No Zoroastrismo “Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria - Dadistan-i-Dinik 94:5”

No Budismo: “Não atormentes o próximo com o que te aflige - Udana-Varga 5:18”

No Hinduísmo: “Esta é a suma do dever: não faças aos outros aquilo que se a ti for feito, te causará dor - Mahabharata (5:15:17)”.

Desde a Antiguidade a Regra de Ouro tem sido uma ótima referência moral. Pensadores gregos e judeus, Confúcio, Jesus e outros professores de Ética ensinaram esse princípio, chamado “de ouro” para indicar sua posição privilegiada como regra fundamental da vida.

Sendo assim, se aplicada, o caminho para o entendimento seria mais fácil.

Texto: Jota Bê.

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