DISCRIMINAÇÃO E DESINFORMAÇÃO NO ENSINO RELIGIOSO – BRASIL NÃO É ESTADO LAICO

 

sIMBOLOS RELI

 

           Inicia-se agora uma nova fase da história da educação, foi aprovado uma nova lei que constitui, agora, o Ensino Religioso em uma disciplina com todas as propriedades, enquanto tal. Isto significa que o Ensino Religioso não se dá mais no processo linear como foi concebido até recentemente, mas por meio de articulações complexas num mundo pluralista e multiforme, pois é nela e a partir dela que se inicia o processo.

            A grande crítica quanto a essa questão fora por que ela partiu da Igreja Católica, em uma relação entre Governo e Vaticano realizando um acordo dentre muitas questões está incluído o Ensino Religioso. O acordo gera polêmicas em todo o país, especialmente porque o texto do artigo 11 do acordo diz, em um trecho, que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. A discórdia está na expressão “católico e de outras confissões religiosas”.

          O ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas idéias. O texto apresentado da Lei de diretrizes e bases da Educação é explicita e extremamente objetiva quando diz: Que ” é vedada quaisquer tipo de proselitismo”.

         Porque a igreja Católica sugere reformular uma lei que na verdade fere a constituição brasileira, e os deputados federais aceitaram? Não podemos voltar ao passado, o Brasil foi por muitos anos intolerante com religiões que não fosse a católica. Passamos muito tempo sendo catequizados nas escolas. Este é um modelo atrasado que fere a diversidade cultural e social brasileira. Se um aluno hoje desejar aprender sobre modelos doutrinários religiosos, ele deve se dirigir a sua igreja, capela, terreiro, casa de oração. Na escola, o ambiente é o da educação e do conhecimento.

             A escola pública – é um espaço plural e de convívio com as diferenças onde se respeita até mesmo aqueles que são agnósticos ou ateus. Ressalte-se que, mesmo sendo um país de maioria católica, o ensino da religião católica não deve ser, em hipótese alguma, uma imposição às instituições públicas de ensino. Caso contrário estaria ferindo o princípio da laicidade do Estado Brasileiro.

             O que ajuda nesse comportamento proselitista são os profissionais do Ensino religioso. Muitos não possuem graduação específica para o exercício, foram formados em instituições de origem confessional. O cientista da religião é o profissional capacitado para o exercício da docência do Ensino Religioso em sala de aula.

          Muito se tem escrito nos jornais mas não se conhece do assunto por que se houve análises de sociólogos, de políticos, de pedagogos, mas não se houve o Cientista da Religião, este poderia desmistificar os engodos que e as gorduras que se escreve tanto sobre o assunto sem ter ciência completa do que seja o ensino religioso e o que o professor leciona em sala de aula.

3 Respostas to this post.

  1. Publicado por GERLANIA em Novembro 9, 2009 às 5:36 pm

    ESSA NOVA NORMA FERE MEU DIREITO DE CIDADÃ,ME DEIXA ENOJADA E ME DÁ FORÇAS PARA PROCLAMAR QUE SOU EVANGÉLICA E PROTESTANTEEEEEEEE!!!!!

  2. Olá! Posso publicar sua matéria no meu blog?

  3. Fique a vontade!

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