Arquivo da categoria ‘SIMBOLOS RELIGIOSOS’

 

SUPERSTIÇÃO X CIÊNCIA

 

Sobre o assunto, não há uma veia de crítica ou desconsideração, mas uma análise daquilo que a ciência vê e comprova a cerca da  superstição.

 Os conhecimentos que surgem da mera generalização, opinião ou crença, sem a devida comprovação, os cientistas costumam chamar de superstição. Por conta da credibilidade os teóricos fazem um grande esforço no sentido de evitar cair neste tipo de categoria. Para a ciência a explicação supersticiosa não chega a ser apenas uma questão de concorrência. Mais atrativa nas camadas populares e costuma ganhar força rapidamente e tomar o lugar da própria ciência. Parapsicologia e astrologia, por exemplo, fariam parte desta tendência. A confusão surge por uma questão de método. Alguns adeptos da ciência tradicional afirmam que essas áreas não podem ser ciência uma vez que falam de verdades sem provas. Tanto os parapsicólogos como os astrólogos promoveriam um saber baseado apenas na interpretação pessoal, na opinião.

 No caso da parapsicologia, estaria faltando maior comprovação na análise dos fenômenos de aparência paranormal, ou seja, os fenômenos considerados à margem da psicologia convencional, tradicional. Espontaneamente, voluntariamente e sem condição de controle, os indivíduos produziriam fenômenos ainda inexplicáveis como: premonição movimento de objetos, produção de ruídos e incêndios, telepatia, etc. Apesar de muitos argumentos favoráveis e do crescimento constante do número de interessados no assunto, a parapsicologia não consegue uma aceitação geral dentro da psicologia e de outros ramos da ciência.

 Os parapsicólogos se defendem das críticas e não aceitam a parapsicologia dentro da categoria de superstição. Dizem que o meio científico, principalmente a universidade, não se dedica a explorar melhor os fenômenos que a parapsicologia considera naturais só por não serem comuns e não possuírem explicação imediata. A falta de investimentos e de estudos seriam as causas da aparente desinformação e superstição dentro da parapsicologia, defendem.

 A astrologia segue o mesmo caminho. Baseado na influência dos astros sobre os seres humanos, os astrólogos escrevem diariamente inúmeros horóscopos em todo o mundo. Dizem os cientistas, principalmente os astrônomos, que essa previsão baseada nos astros não pode ser certa, pois depende unicamente da opinião do astrólogo quando este “interpreta” os dados que os astros fornecem.

 No meio de tanta briga acadêmica os críticos esquecem de considerar, segundo os astrólogos, o mérito da relevância social desses estudos, já que oferecem um sentido de existência às pessoas que a eles aderem e acreditam.

 Quando a astrologia consegue fazer alguém satisfeito com uma resposta dada pelos astros, por exemplo, estaria contribuindo para a estabilidade emocional da pessoa.

Professor Jota Bê.

A Santa ceia, chamada assim pelo cristianismo : Católicos e protestantes é um sacramento dos mais importantes para esses dois grupos. Neste post a proposta não é analisar a questão de símbolos ou o rito, mas sim como alguns pintores retrataram a santa Ceia.

No entanto descreveremos como as igrejas cristãs tratam a questão da santa ceia.

No Evangelho de Lucas nas Sagradas Escrituras para os cristãos, ele registrou esse mandamento da seguinte forma: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança ou Novo Pacto no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:19-20).

SANTA CEIA NA IGREJA PROTESTANTE

Dentro do protestantismo, cuja teologia remonta aos princípios da reforma e são influenciados por Lutero e Calvino, a Eucaristia é vista como um sacramento.

Nas igrejas Luteranas existe o entendimento da ceia como essência ou substância do corpo de Cristo, e não transformada no mesmo. A essa forma de entendimento dá-se o nome de consubstanciação. Para compreendermos melhor: Jesus está PRESENTE, ao LADO, não se transforma, mas no momento da Santa Ceia Ele está presente ao rito.

A proposta de Calvino, em oposição a Lutero e Zwinglio, era que na ceia ocorria a presença de Jesus, não nos elementos, mas como co-participante e co-celebrante junto com os comungantes. A essa forma de entendimento dá-se o nome de presença real.  Seria um memorial onde todos lembrariam a morte do Senhor.

Na Igreja Anglicana, o entendimento é de um sacramento, independente de como o mesmo será entendido pelo comungante. Por essa liberdade é permitida até mesmo o entendimento não sacramental da ceia.

SANTA CEIA NA IGREJA CATÓLICA

Na Igreja Católica, a Eucaristia é um dos sete sacramentos. A Eucaristia é ” o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso. Comungar ou receber a Comunhão é nome dado ao ato pelo qual o fiel pode receber a sagrada hóstia sozinha, ou acompanhada do vinho consagrado, especialmente nas celebrações de Primeira eucaristia e Crisma.

A Igreja Católica confessa a presença real de Cristo, em seu corpo, sangue, alma e Divindade após a transubstanciação do pão e do vinho, ou seja, a aparência permanece de pão e vinho, porém a substância se modifica, passa a ser o próprio Corpo e Sangue de Cristo. O pão se TRANSFORMA em carne e o vinho se TRANSFORMA em sangue.

Pelo menos 52 pinturas da Santa Ceia foram usadas para uma pesquisa sobre o aumento da oferta de alimentos no mundo, publicada no International Journal of Obesity.

Veremos na fotografia e na pintura as mais diferentes visualizações de como se imaginou esse episódio tão importante para o cristianismo.

Bassano  Jacopo

Carl Heinrich Bloch

David Lachapelle

Domenico Ghirlandaio

El Greco

Fra Angelico

Giacomo Raffaelli

Jacomart Jaume Baco

James Smethan

Joos Van Cleve

Le Nain

Leonardo da Vinci

Marithe Francois Girbaud

Marsden Hartley

Nicholas Poussin

Pascal Adolphe Dagnan

Peter Paul Rubens

 Philippe de Champaigne

Salvador Dali

Antonio Falbo

Tintoretto

O Ensino Religioso, disciplina escolar, desenvolve-se como uma área de conhecimento que recobre uma das manifestações mais antigas, diversificadas e ricas dos seres e dos grupos humanos: o fenômeno religioso. Tal é sua diversidade, porém, que uma das grandes tentações do professor de Ensino Religioso seria pretender classificar todas as expressões religiosas num determinado gênero, as religiões, por exemplo. E, ainda, considerar que sua disciplina, como outros setores das ciências humanas, deve-se ocupar unicamente do que é comum a todas as religiões, deixando de lado o específico de cada religião, para não correr o risco de proselitismo. Em termos técnicos, desde que no século 19 tomou-se consciência da diversidade religiosa, que viu nascer o estudo comparativo das religiões, a expressão fenômeno religioso passou a ter um valor transcendental ou analógico, designando formas substancialmente diversa do ser humano responder por ritos e mitos, ao anseio de transcendência inscrito no fundo de si mesmo. A opção de falar das religiões como se fosse um gênero, buscando o que seria comum a todas elas, além de pouco científica, desconhece a realidade dos fatos. Pouco científica porque hoje, mais do que nunca, valoriza-se a ciência capaz de captar a diversidade existente no seu campo de observação e de estudo. Desconhece a realidade dos fatos porque, como demonstram inúmeros exemplos práticos, operaria um verdadeiro nivelamento por baixo, levantando a suspeita de que o Ensino Religioso tende a esvaziar cada uma das religiões no que tem de próprio e de específico, era favor de uma religiosidade genérica e de uma espiritualidade politicamente correta talvez, mas superficial e desconhecedora do vigor da fé. Não se pode negar que a fé, quando autêntica, está na gênese de todos os ritos, dos mitos, das práticas e das instituições religiosas, pois é ela que sustenta a vida, muito mais do que uma simples religiosidade genérica. É a fé que anima a atividade dos verdadeiros religiosos, a começar pelos que estão dispostos a dar a vida pelo que acreditam, sem que possam ser acusados de fanatismo, como os mártires, encontrados em todas as tradições religiosas, das origens cristãs ao holocausto, sem menosprezar a qualidade moral e espiritual de suas muitas manifestações freqüentem ente classificadas de fanatismo.

 

Dia desses fui convidado a participar de um debate filosófico cujo tema fora:  “religare e diferenças”. Foi uma experiência inesquecível por vários aspectos ainda mais que a temática era sugestiva especificamente em minha área do conhecimento.

A certa altura da minha fala um dos presentes (a platéia constituída de professores, mestres, doutores e acadêmicos de filosofia) Um desses discorda de um dos apontamentos apresentados por mim.

A existência do politeísmo. Para isso, usa a argumentação sobre o hinduísmo e  sua cosmogonia incerida no panteão de deuses advindas apenas de um Braham.

Eu apenas olhei e refleti..por um momento acreditei em suas palavras, haja vista a retórica utilizada e a capacidade de convencimento daquele filósofo.

Eu? Eu fui pesquisar…para poder reafirmar aquilo que eu tinha certeza. Deixei de lado o Hinduísmo que já escrevi por aqui. Mas fui buscar respostas em duas outras religiões que passo a escrever sobre. A primeira é o Xintoísmo. A segunda será a religião Helênica..tão conhecida dos filósofos.

Vamos lá:

 

TERMINOLOGIA

 

No princípio, esta religião étnica não tinha nome, mas quando se introduziu o budismo no Japão durante o século VI, um dos nomes que este recebeu foi Butsudo, que significa “o caminho do Buda”. Assim, a fim de diferenciar do budismo, a religião nativa passou a ser chamada xinto, palavra de origem chinesa, que combina dois caracteres chineses (kanji): “shin” (?), significando deuses ou espíritos (quando lido sozinho é pronunciado “kami”) e “tō” (?), que significa caminho filosófico. Assim, xinto significa “o caminho dos deuses”. O nome chinês foi escolhido porque na época apenas o chinês era escrito no Japão, já que não haviam desenvolvido ainda a escrita japonesa.

O Xintoísmo é a religião tradicional do Japão, a única religião que pode ser considerada genuínamente japonesa, estreitamente ligada à cultura e modo de vida japonês. Shintou (神道) em japonês significa “via dos deuses”, o primeiro kanji é shin (), o mesmo kanji para kami (que significa “deus”). O segundo kanji é tô (), que significa caminho. O Xintoísmo constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animista devido a ausência de elementos como códigos de leis explícitas, filosofia textualmente definida, profetas ou um livro sagrado mais elaborado. Entretanto a imensa influencia xintoista no comportamento e no modo de vida dos japoneses, perceptível não só em seus diversos rituais, mas em todos os aspectos da sociedade e da vida, bem como sua ampla abrangência em seu país de origem, garante a esta concepção místico-filosófica o estatuto de uma das grandes religiões do mundo. Diferente do Budismo, que têm origem indiana e influência chinesa, o Xintoísmo é dominante apenas em seu país de origem, embora sua prática não implique no abandono ou repúdio a outras formas de crença. Não se trata de uma concepção exclusivista, convivendo pacificamente e até complementarmente com outras práticas religiosas.

 

O estudo do Xintoísmo é vital para o entendimento da cultura japonesa, sua visão de mundo determina boa parte do comportamento nipônico, como sua capacidade de adaptação e absorção de novas idéias ao mesmo tempo em que preserva as antigas, sua boa recepção a novas culturas e idéias, seu comportamento que valoriza a ética e a saúde e seu sentimento de nacionalismo.

 

O termo japonês Kami (deus) significa “algo elevado”, “divino”, “superior” “absoluto”. Não existe tradução precisa mas o termo é atribuído aos espíritos sagrados, deuses e divindades em geral. Como ocorre muitas vezes com traduções, muito do significado original do termo pode se perder, e talvez o melhor a ser feito, no caso do conceito de kami, é não traduzi-lo, e sim entender que tipo de seres espirituais são englobados no conceito de kami.

 

Pesonagens humanos que realizem grandes feitos, heróis, e o próprio imperador, descendente direto de AMATERASU, recebem veneração comparável a dos kami. No caso dos hérois o feito pode ser de qualquer ordem, militar, social ou artístico, podendo esta celebridade receber santuários. Mas lembremos que isso não significava torna-lo equivalente a um Kami original-absoluto (deus), pois não se perde a noção do limite que o separa de um ser humano. Apesar disso na verdade o que se admira não é o personagem humano em si, mas sim a sua parte divina que o permitiu realizar o que quer que tenha feito.

 

O Xinto não se propagou de forma significativa para fora do território japonês, porque é uma religião nacionalista por excelência. No entanto, influenciou fortemente praticamente todas as religiões que já chegaram ao Japão, inclusive algumas que se popularizaram depois em outros países, como por exemplo, a Igreja Messiânica, o Budismo Terra Pura e o movimento Seicho-No-Ie.

 

HISTÓRIA

 

De origens imemoriais, o Xintoísmo passou por diversas fases evolutivas em sua história, desde as origens até à atualidade.

 

As origens mais antigas do xintoísmo são desconhecidas, mas acredita-se que começou a se formar provavelmente no período Jomon.

 

O Budismo foi introduzido no século VI e trouxe graves consequências para o Xintoísmo. Vindo da Coreia, apresentado ao imperador, o Budismo, apesar de algumas resistências iniciais, acabou por triunfar, tendo servido para a consolidação do poder imperial, com o apoio dos governantes locais.

 

Apesar disto, a tendência geral, e mais conforme à mentalidade do Oriente, foi a de fundir as duas religiões, mas sob a égide do Budismo.

 

Durante longos séculos, o Budismo impôs a sua influência, sobrepondo-se à religião tradicional, que porém não desapareceu.

 

Face ao domínio duma religião estrangeira desde logo vários pensadores e sacerdotes procuraram manter a dignidade e o papel desempenhado pela religião tradicional. Na Idade Média, vários destes pensadores fizeram uma união entre os dois tipos de divindades, mas em sentido contrário ao já referido: os budas eram na verdade kami encarnados, que assim deixavam o seu estado original para descerem à terra.

 

Nos sécs. XVI-XVII, viveu-se um momento de renascimento da cultura japonesa, com o consequente afastamento de influências estrangeiras. Apesar de o Budismo não perder substancialmente o seu terreno, ficou agora relegado para segundo plano, a favor de uma tendência nacionalista que se afirmava, e que atingiria o seu ponto culminante no período seguinte.

 

No âmbito da ideologia profundamente nacionalista da era Meiji, a escolha duma religião oficial recaiu naturalmente sobre o Xintoísmo, já antes aclamado como a religião verdadeiramente original do povo japonês, considerado pelo regime como superior a todos os outros.

 

Criou-se então o chamado Xintoísmo de Estado, uma espécie de sacralização do Estado, ou melhor, laicização do Xintoísmo. De facto, o Xintoísmo foi despido do seu carácter religioso para se tornar um dever cívico de reverência ao Estado e ao imperador.

 

O Xintoísmo de Estado permaneceu em vigor durante algumas décadas. Como expressão do nacionalismo japonês, exacerbou-se particularmente por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Com a derrota do Japão, precipitou-se o seu processo de queda. Em 1946, foi proclamada a nova Constituição, pela qual o imperador foi destituído de todas as prerrogativas divinas e de todo o poder político, tornando-se apenas símbolo da unidade nacional.

 

VARIEDADE XINTOISTA

 

Reconhecem-se várias expressões do xintoísmo, que são o resultado da evolução histórica da religião, lugar da sua manifestação e prática religiosa dos adeptos.

Xintoísmo dos santuários: é o conjunto de crenças que se exprimem através das festas e das venerações nos santuários. Praticamente todos os santuários pertencem à Associação dos Santuários (Jinja honchó), fundada em Tóquio no ano de 1946.

Xintoísmo doméstico: exprime-se nos lares japoneses. Nas casas xintoístas existe em geral um pequeno altar consagrado aos deuses, o kamidana. Em cima deste altar encontra-se muitas vezes um amuleto oriundo do santuário local, do Grande Santuário de Ise e em alguns casos. Nestes altares colocam-se oferendas (saquê, arroz, sal) e recitam-se orações.

Xintoísmo imperial: é o resultado do desenvolvimento na casa imperial da prática dos ritos e cerimónias do xintoísmo.

Xintoísmo popular: caracteriza-se pela ausência de uma sistematização doutrinária e de uma organização. É o tipo de xintoísmo praticado essencialmente pelo indivíduo.

Xintoísmo das seitas: é composto essencialmente pelas treze seitas reconhecidas pelo Estado dos Meiji entre 1876 e 1908. Estas seitas possuem em geral um fundador (homem ou mulher). Até ao fim da Segunda Guerra Mundial, os grupos xintoístas que não pertenciam a uma das treze seitas não eram reconhecidos pelo Estado, o que gerou a integração de muitos desses grupos numa das seitas existentes. Depois da guerra, e tendo sido declarada a liberdade religiosa, alguns grupos estabeleceram-se como organizações independentes.

 

ESCRITURAS SAGRADAS

 

O xintoísmo não possui um livro sagrado, como a Bíblia ou o Alcorão. Há no entanto um conjunto de textos sobre os ensinamentos da religião que recebem o nome de Shinten, “escrituras sagradas”, mas não são considerados textos revelados ou de carácter sobrenatural.

Kojiki (“Anais das coisas antigas”): datado de 712, é o texto sagrado mais antigo, sendo composto por três volumes.

Nihonshoki (“Crônicas do Japão”): foi redigido em 720 em chinês em 30 volumes. Também conhecido como Nihongi.

Kogo-shui: compilação das tradições do clã dos Imbe, uma família que junto com a família dos Nakatomi era responsável pelos ritos. A sua redacção foi concluída em 807.

 

Estes livros apresentam as narrativas míticas da tradição xintoísta. Os mitos descritos referem-se a um caos primordial em que os elementos se mesclam em massa amorfa e indistinta, “como num ovo”. Os deuses surgiram desse caos.

 

CRENÇAS DO XINTOÍSMO

 

A – KAMI

 

O xintoísmo baseia-se no culto aos kami (). Esta palavra é frequentemente traduzida por “deus” ou “divindade”, o que não traduz completamente o conceito, dado que os kami pode ser também forças vitais ou espíritos da natureza. Ao contrário dos deuses das outras religiões, os kami não são onipotentes ou oniscientes, possuindo poderes limitados. Nem todos kami são bons. Alguns kami são locais ou conhecidos como espíritos de um local em particular ou a lugares (montanhas, ervas, árvores, vales, rios, mares, encruzilhadas. Outros representam elementos ou processos da natureza, como por exemplo, Amaterasu, a deusa do Sol, Tsukiyomi, deusa da lua, Susanoo, deus da tempestade.

 

Existem kami ligados a fenómenos meteorológicos (chuva, vento (Fujin), trovão…), e kamis associados à vida humana (vestuário, transportes, ofícios, etc.). Incluem-se ainda no conceito de kami os espíritos de homens notáveis, como de certos guerreiros. Os espíritos dos antepassados também são considerados deuses tutelares da família ou do país, motivo pelo qual os ritos fúnebres possuem grande relevo.

 

Os textos xintoístas referem-se a “oitocentas miríades” de kami (yaoyorozu no kami); este número não deve ser interpretado literalmente, pretendendo-se apenas transmitir a noção de que existem inúmeros kami. Os kami não são perceptíveis pelo ser humano.

 

Podem ser divididos em dois tipos: os que habitam no céu (amatsukami) e os que habitam na terra (kunitsukami). Os primeiros trazem à terra influências positivas, enquanto que os segundos mantêm-na como ela.

 

O kami mais eminente é a deusa-sol Amaterasu O-mikami, antepassada da família real japonesa. O seu santuário principal é o Grande Santuário de Ise.

 

B – O HOMEM

 

Descendentes dos deuses, os humanos são pela visão xintoísta, seres a princípio puros e bons tal como seus ancestrais. Não existe como no Cristianismo, o Pecado Original, que impregna todo o ser humano desde que nasce tendo que ser purificado pelo batismo da igreja. Ou a decadência de um estado superior, como foram as idades de Ouro, Prata, Bronze até chegar a idade do Ferro, como há na mitologia grega, seu correlativo Hindu e seus equivalentes Gnósticos, ou o estigma de um sofredor por natureza, como no caso do Budismo.

 

Para o Xintoísmo, o homem tem uma natureza essencialmente espiritual. O ser humano é considerado filho dos Kami. De facto, as relações entre homens e divindades são sempre descritas em termos de antepassados, filhos, netos, descendentes. O homem é da mesma natureza dos Kami, a quem deve a sua vida e a sua felicidade.

 

A vida neste mundo é considerada como algo desejado pelos seres divinos, pelo que o homem tem o dever de viver plenamente. Contrariamente à percepção negativa do Budismo sobre a existência (ver Samsara), para o Xintoísmo o tempo presente tem grande importância, está no centro do universo, e o homem deve reconhecer-lhe essa importância, dando valor à existência individual. Embora se admita a existência dum além, este não é visto como algo de valor superior a este mundo, mas apenas como uma realização mais perfeita desta vida terrena. Daí que a escatologia xintoísta seja extremamente vaga: estamos diante duma religião deste mundo, que se centra no homem vivente pleno e concreto inserido nesta vida que procura realizá-la ao máximo já aqui.

 

Sendo da mesma natureza e origem dos Kami, o homem é naturalmente bom e perfeito. Está completamente ausente no Xintoísmo qualquer ideia de pecado original, que seria um obstáculo ao carácter sagrado do homem e à sua filiação divina. O homem não é um ser voltado ao mal. Simplesmente, por influência de espíritos malignos, a sua vida neste mundo não é plenamente realizada. Sucumbe muitas vezes a tentações, cometendo crimes e acções erradas e dando origem a impurezas. Tem, contudo, a possibilidade de triunfar pelas suas próprias forças, pois dos Kami recebeu naturalmente tendências e faculdades para realizar plenamente o bem. Mas, mesmo quando faz o contrário, é fácil regressar à pureza original.

 

Vemos que o Xintoísmo, no que diz respeito ao homem, é profundamente optimista e valorizador da existência humana e mundana.

 

Quando o kami IZANAGI se banhou em um rio para se limpar das impurezas das trevas, deu origem ao mito da purificação. Segundo o Xintô, tudo na natureza é influenciado pela pureza e a impureza, principalmente o ser humano. Este deve então buscar a constante purificação com o objetivo da elevação espiritual, única maneria de se tornar merecedor da ajuda dos deuses.

 

Muitas atitudes da vida mundana mesmo as necessárias, implicam em impurezas, principalmente as associadas com o sangue. Matar animais ou outros seres humanos torna a pessoa impura, necessitando de um ritual de purificação. Até mesmo o parto e a mestruação feminina são períodos de impureza que faz necessária a prática constante da purificação.

 

Segundo o Xintô, todo o valor decorre da pureza, o ser humano só encontrará a verdadeira iluminação em seu estado puro. A vida na impureza conduz a desgraça e ao sofrimento, gera marcas que atraem espíritos malignos e desperta o repúdio e a ira dos deuses.

 

Quando um ser humano pratica o mal, ele está sobre influência do Yomi, a essência negativa do universo, através de suas entidades malignas e energias impuras. A ele resta então praticar a purificação e o reencamihamento a luz.

 

Para o Xintô, todo o pecado não passa de um sujeira temporária acumulada posteriormente, entretanto os que se entregam a maldade, cultivando-a e abnegando-se da purificação, invariavelmente serão punidos pelos Kamis.

 

Aquele que insiste na maldade acabará tendo por resultado o destino do mundo subterrâneo, os infernos, e talvez a incorporação ao Yomi (demonio).

 

Existem básicamente 3 tipos de impurezas, “pecados”, que podem envolver o ser humano.

 

Os WAZANAI são as desgraças, os infortúnios que se abatem sem culpa do indivíduo, mas os quais também precisam ser lavados.

 

Os KEGARI são as manchas em geral do dia a dia, a manipulação de cadáveres inclusive de animais, a sujeira pelo sangue, condutas levianas ou imprudentes.

 

Os TSUMI são os “pecados” propriamente ditos, as maldades cometidas deliberadamente.

 

Dessa forma há os três principais ritos de purificação:

 

O HARAI promove a purificação do “pecados”, TSUMI. O rito do HARAI se baseia na punição de SUSANOWO, com o qual guarda semelhanças como a oferta de oferendas.

 

O MISOGI faz a limpeza das impurezas obtidas não intencionalmente, manchas, os KEGARI. Também usado para purificar o ser humano das desgraças das quais ele pode ser vítima, WAZANAI, sendo esse ritual baseado no mito do banho de rio de IZANAGI.

 

O IMI é basicamente a abstinência de certas atitudes impuras, alimentos, bebidas, ou atividades que resultem em impurezas pelo menos por algum tempo. De caráter poder-se-ia dizer mais preventivo, é aplicado principalmente ao KEGARI.

 

COSMOLOGIA e COSMOGONIA

 

Em relação à estrutura do mundo, existem duas concepções diferentes, que se cruzam e se tomam muitas vezes em paralelo, sem se contradizerem, pois representam duas perspectivas diferentes e complementares.

 

A primeira delas é vertical e fala de três mundos distintos: a “Alta Planície Celeste”, morada dos kami do céu, de onde eles descem, para dar paz, ordem e felicidade. É um mundo descrito como reflexo do mundo dos humanos, uma espécie de Japão plenamente belo e perfeito; segue-se o “País do Meio da Planície dos Canaviais”, morada dos homens, onde os kami desceram; por último, o chamado “País de Yomi”, subterrâneo, moradia dos mortos, terra de máculas e de pecados, onde habitam os espíritos malignos que influenciam o homem para o mal. Esta tradição é a principal da mitologia xintoísta e reflecte os meios aristocráticos.

 

A segunda concepção é horizontal, e coloca lado a lado o “País do Meio” e o chamado “País dos Mortos” que, ao contrário do que o nome indica, é uma terra de delícias, situada para além dos mares, onde habitam os espíritos purificados dos antepassados, que visitam este mundo, trazendo felicidade e protecção aos viventes. Esta concepção é de cariz mais popular. Há que notar, mais uma vez, que o Xintoísmo atribui a importância fundamental a este mundo. De facto, tanto kami como antepassados, embora habitem noutros planos, conservam estreitas relações com o mundo dos humanos.

 

É claro que estas concepções devem ser lidas, não de modo físico, sob o qual se tornariam ultrapassadas, mas de modo metafísico, como na religião cristã.

 

AS FORÇAS DA NATUREZA

 

Há que reconhecer que o homem vive graças à natureza, a tudo quanto ela lhe fornece, pelo que a sua atitude deve ser de profunda gratidão e reverência. Mesmo quando a natureza se desenfreia, o ser humano é forçado a reconhecer que muito maiores são os benefícios que dela recebe. O homem, apesar de todo o seu avanço tecnológico, não possui poder pleno, e deve reconhecer a sua humildade, num espírito de coexistência pacífica.

 

Há inúmeras divindades ligadas a elementos naturais, o que atesta que tudo é governado pelos kami. Logo, a natureza reveste um carácter sagrado, regendo-se por uma vontade e sensibilidade próprias, por uma espiritualidade misteriosa, mais do que propriamente por leis naturais.

 

Sendo que toda a natureza descende de “kamis” assim como a humanidade, fica claro que tudo está interligado tendo como origem em comum um ancestral divino. Assim sendo o ser humano e a natureza, seus elementos, minerais, vegetais e animais, são parentes.

 

A vida dessassociada da natureza é incompatível com o Xintô, o ser humano não deve combatê-la ou transformá-la sem necessidade vital. É comum aos praticantes xintoístas o retiro para ambientes onde possam promover a integração com a natureza, uma forma de purificação, elevação espiritual, e oportunidade para reflexão e meditação.

 

Como já foi dito na introdução, o Xintô e a própria cultura japonesa pregam que sendo a natureza sagrada, sua destruição é indesejável, e não existe o sentimento de hostilidade inerente recíproca imperante no ocidente.

 

Outra prática bastante disseminada é a deificação de determinados elementos naturais em especial. Como por exemplo a árvore que representa um família ou um rocha que ocupa lugar de destaque em determinada cidade. Principalmente na antiguidade, era tradicional em muitas aldeias a veneração de algum “ícone” que representasse bem seu povoado ou dinastia.

 

O comportamento xintoísta é tão avesso a interferência no cenário natural, para ele é sagrado e perfeito, que qualquer atividade que implique em utilização ostensiva dos recursos naturais deve ser recompensada no mínimo com a construção de um templo dedicado a natureza.

 

ÉTICA XINTOISTA

 

Como vimos, o homem é considerado como naturalmente bom e puro, participante da natureza dos kami, e que o pecado e a impureza se devem a influências malignas dos espíritos habitantes do mundo inferior. Por isso, o homem recebe directamente dos kami uma componente natural, um ideal celeste a ser realizado nesta vida, modelo de vivência dado e aceite como meta, e que representa a ligação da vida humana à vida divina. Este é o maior conceito moral do Xintoísmo, o chamado michi, termo que significa “caminho”. Trata-se de um ideal de justiça e de carácter, de que ninguém se deve afastar, elemento básico da vida xintoísta e do próprio culto. O michi, obediência ao curso da natureza, reveste-se duma extrema simplicidade e naturalidade.

 

Para o Xintoísmo, a vida só alcança o seu sentido e a sua finalidade se for vivida na pureza, que é o seu estado natural. A vida que não leva isto em conta é radicalmente antixintoísta e não agrada aos kami que, desgostosos, podem mandar vários tipos de desgraças para avisar o pecador, e até mesmo castigá-lo. Procura-se esse ideal de pureza, tanto corporal como mental e espiritual, que leva o homem à sua plenitude. Embora o homem não possa controlar tudo o que acontece e pode danificar a sua pureza, tem a responsabilidade de procurar viver uma vida autenticamente xintoísta, recta, clara e honesta, segundo a vontade dos kami.

 

Vítima de forças que lhe escapam, o homem corrompido é alguém que deixou de pertencer, durante algum tempo, ao mundo da bondade e da felicidade, possuindo, porém, o direito de voltar a ele. Por isso, o pecado e a falta moral, embora reconhecidos, revestem um carácter diferente do que têm para os ocidentais.

 

Aquilo que pode danificar a pureza pode ser de carácter voluntário ou involuntário. As faltas voluntárias são verdadeiros pecados, da responsabilidade daquele que os pratica, e denominam-se tsumi. As faltas involuntárias não fazem, obviamente, a pessoa incorrer em igual responsabilidade, embora ela possa ter contribuído para a situação, devido à sua má conduta ou imprudência. Incluem-se neste grupo as calamidades ou desgraças (wazawai) e as manchas, impurezas (kegari), adquiridas por contactos com elementos como a cadáver, o sangue, as relações carnais, etc. Estes males, como vimos, têm origem no mundo inferior, que envia as calamidades e impurezas e incita aos crimes. Para afastar a sua nefasta influência, realizam-se vários tipos de exorcismos.

 

Isto, que parece uma confusão entre mal moral e acontecimentos fortuitos, tem a sua justificação no preceito fundamental da pureza que, para muitos pensadores xintoístas, se sobrepõe aos ritos e ao culto.

 

Tudo isto é a concepção geral acerca da moralidade. No que se refere ao concreto, as concepções morais rigidos do Xintoísmo apresentam bastante pobreza, pois não se encontram códigos morais definidos propriamente ditos, como existem noutras religiões orientais, como o confucionismo, por exemplo. O michi apresenta-se como algo extremamente vago e simples, o que pode levar a pensar que o Xintoísmo rejeita propositadamente qualquer tipo de regras concretas de moral.

 

Mas, a este respeito, um grande teólogo xintoísta, Motoori (1730-1801), apresenta uma teoria interessante. Diz ele que os homens foram naturalmente dotados pelos kami de conhecimento do que devem ou não fazer, pelo que não precisam de códigos morais. Se necessitassem de tal coisa, seriam inferiores aos animais que, embora em grau inferior, sabem como devem proceder. A ausência deliberada dum código moral no Xintoísmo é, para Motoori, motivo de orgulho, pois significa que aos japoneses basta-lhes seguirem a moral do coração e do espírito puro, neles inscrita pelos kami. Os chineses e outros, por exemplo, com as suas abundantes teorias morais, só mostravam que eram, na verdade, pessoas perversas e depravadas.

 

CULTO XINTOÍSTA

 

As práticas do Xintoísmo têm a finalidade de se dirigirem aos kami, para que escutem a oração dos fiéis. As orações podem ter diversos sentidos: pedidos, muitas vezes relacionados com a vida do dia-a-dia ou com alguma ocasião importante; acções de graças, por um benefício concedido, uma meta atingida, um obstáculo ultrapassado; promessas de acção futura em favor dos homens e da sociedade; tentativas de aplacar a fúria dos kami, irritados por alguma coisa; ou, muito simplesmente, para os louvar, rendendo-lhes homenagem sincera, sem esperar propriamente nada de especial em troca.

 

Através de vários elementos, os fiéis podem estabelecer relação com os kami, relação muitas vezes de carácter filial, em que uma divindade é tutelar de dada região ou localidade. Os “paroquianos” estabelecem especial ligação com esse kami, que os atende e protege, nos mais variados acontecimentos da sua vida.

 

CLERO SACERDOTAL XINTOÍSTA

 

Os santuários têm ao seu serviço um número variável de sacerdotes, que neles oficiam de vários modos. São designados pelo termo kannushi, que significa “pessoa que pertence ao kami”, ou então pelo termo chinês shinkoki, “pessoa cuja profissão é servir a divindade”.

 

A sua principal função é a de servir e adorar os kami e servir como um elo entre eles e os crentes através da execução dos ritos nos santuários, visando assegurar a proteção do povo japonês e do imperador.

 

Não costumam falar em público, tendo sido mesmo proibidos disso em 1885, no contexto do Xintoísmo de Estado. Hoje em dia, porém, os sacerdotes pregadores começam a ser apreciados. Não são considerados como chefes ou guias espirituais, mas somente como oficiantes de atos de culto, a pedido dos fiéis e em seu benefício.

 

O sacerdócio xintoísta é aberto às mulheres. As sacerdotisas têm mesmo tendência a aumentar, encontrando-se algumas à frente de grandes templos. O sacerdócio feminino desenvolveu-se no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Para além de sacerdotisas, as mulheres podem ainda ser mikos. Uma miko é uma virgem que leva uma vida monástica, ajudando os sacerdotes a executar os ritos nos templos e executando as danças sagradas. Exercem estas funções durante cinco a dez anos.

 

Os sacerdotes repartem-se por várias categorias. A mais elevada é a de Princesa consagrada ao kami, uma princesa virgem da família imperial. Atualmente, só existe uma, no santuário de Ise. Em seguida, temos o Grande Sacerdote, à frente de cada santuário, e depois o restante clero, que se reparte por funções diferenciadas.

 

Hoje em dia, verifica-se uma nova preocupação em revitalizar o Xintoísmo e os santuários, buscando novas tendências, pelo que se tem agora grande cuidado com a preparação intelectual e teológica dos candidatos a sacerdotes. Os regulamentos atuais prevêem vários diplomas possíveis, dos quais pelo menos um é exigido aos sacerdotes, que apenas o obtêm após vários anos de estudo em universidades ou institutos especiais. Hoje em dia a formação de um sacerdote xintoísta é garantida pela frequência de um curso na Universidade de Kokugakuim ou da Universidade de Kogakkan.

 

Os sacerdotes, uma vez consagrados, mantêm as suas funções habitualmente toda a vida, mesmo não sendo obrigados a exercê-las. Moram fora do santuário, com exceção do Grande Sacerdote. Os sacerdotes xintoístas não são obrigados a levar uma vida de castidade, podendo casar e fundar uma família, o que geralmente fazem.

 

As vestes sacerdotais apresentam grande beleza artística, de raízes nos séculos passados, mas só são utilizadas nos santuários e em ocasiões especiais na rua. A indumentária para o culto fica completa com um toucado especial e sapatos próprios. Sobre a testa de um “Yamabushi”, coloca-se uma pequena caixa preta chamada “tokin”, que é amarrada à sua cabeça com um cordão preto. Durante as cerimónias, os sacerdotes costumam trazer também uma espécie de ceptro de madeira, que tem um significado purificador, mas sobre o qual não recai qualquer tipo de veneração.

 

Fora das funções rituais, os sacerdotes não usam qualquer tipo de sinal exterior, que os distinga dos leigos.

 

CONSTRUÇÃOD E TEMPLOS

 

As montanhas no Japão são muito numerosas e estão envolvidas nos aspectos da vida diária, é delas que brotam os rios, e são consideradas sagradas. Não são kami em si, mas sim moradias de kami. O território montanhoso é tão respeitado que mesmo hoje em dia, o alpinismo não é uma atividade muito difundida pelo povo japonês, e isso num país onde é difícil ver todo um horizonte livre da presença de montanhas.

 

É muito comum a contrução de templos nessas regiões, assim como cerimônias de deificação e requisição de boas colheitas à “deusa do arrozal” que vive nas montanhas. Nas lendas japonesas as montanhas ocupam lugar de destaque na associação com grandes desafios, buscas e peregrinações.

 

Os santuários xintoístas espalham-se por todo o Japão, constituindo lugares privilegiados de culto. Mas, embora surjam por todo o lado, têm geralmente alguma razão especial para existir: um fenómeno natural, um acontecimento histórico ou mítico, a simples devoção pessoal ou o patronato político. Também os há motivados por revelações em sonhos, ou porque simplesmente era necessário um lugar de culto naquele local.

 

Quando o local de construção de um novo santuário é escolhido, põe-se em prática uma série de ritos, destinados a purificar o lugar e a invocar a presença do kami, para que se digne vir habitar naquele sítio. Se mais tarde for decidido deixar aquele santuário ou mudá-lo para outro lugar, existem os ritos inversos, pelos quais se convida delicadamente o kami a retirar-se.

 

O santuário encontra-se na base do Xintoísmo. É nesse local que a divindade habita e que escuta os seus fiéis, e é também centro de ligação da comunidade e de partilha de identidade. Neste contexto, podem distinguir-se três grandes tipos de santuários, conforme a abrangência que possuem:

os de dimensão local, centros de partilha de uma comunidade reduzida, onde se venera o kami da localidade. Este tipo de santuário congrega em torno de si as pessoas da aldeia, que sentem uma filiação comum em relação à divindade. O santuário aparece como local de estreitamento de relações entre kami e paroquianos.

santuários de tipo particular, mais abrangentes, procurados por motivos concretos e determinados, como o êxito nos negócios ou nos estudos, ou outro tipo de protecção especial. Este género de santuários encontra-se por todo o Japão.

por último, os grandes santuários nacionais, destino de peregrinação de milhões de pessoas, todos os anos, dos quais o mais importante é o de Ise, já referido, em honra da deusa Amaterasu, e que está directamente ligado à casa imperial.

 

Além destes, há ainda templos dedicados a kami de guerra, a valores marciais ou em honra de pessoas notáveis, a quem se pedem favores específicos.

 

O santuário é entendido como um local onde as pessoas se vêm “refrescar” espiritualmente. Neles, está-se em profunda comunhão com a natureza, que abre o homem a uma espiritualidade plena e à identificação pessoal com os kami.

 

Os templos xintoístas podem assumir as mais diversas formas e tamanhos, mas apresentam certos aspectos em comum. Todos eles são constituídos por um edifício, ou um conjunto deles, inseridos num espaço envolvente, rodeados pela natureza. Têm particular importância as árvores, principalmente a árvore sagrada, sakaki, utilizada em muitos dos rituais.

 

O espaço em volta do edifício principal é por vezes muito extenso, e apresenta-se dividido em várias partes. Ao longo do caminho, que nunca é em linha recta, encontra-se uma série de diferentes elementos separadores, que marcam também etapas duma caminhada espiritual. São eles:

os torii, muito característicos dos templos japoneses, que são uma espécie de portais sem porta, constituídos por dois postes verticais e duas traves horizontais. Aparece um de imediato no início do caminho e depois geralmente mais dois, ou mesmo uma grande fila deles. A série de torii repete-se para cada via de acesso ao santuário;

pontes, por vezes várias, até se chegar ao templo algumas monumentais e muito elaboradas. A água é um elemento purificador, pelo que os cursos de água debaixo das pontes constituem uma eficaz barreira contra toda a impureza;

barreiras e paliçadas, com portas, que simbolizam a entrada no local sagrado, reservado ao homem puro.

 

Encontram-se também jardins, lagos, lanternas. Ainda antes de se chegar ao edifício principal, depara-se um tanque de água limpa, geralmente abrigado por um alpendre, no qual os fiéis se lavam, purificando-se de todas as impurezas e pecados, servindo-se, para isso, dumas colheres compridas de bambu, para tirar a água.

 

É costume também, em ocasiões solenes, libertar aves, peixes e outros animais.

 

Chegamos, finalmente, ao edifício do templo. Pode haver vários, num mesmo santuário, dirigidos a diferentes kami. Têm geralmente dimensões modestas, não obstante a grande diversidade de tamanhos. São constituídos por três secções:

uma sala de orações (Haiden) para os fiéis, onde eles dirigem as suas preces ao kami. À entrada está uma grande caixa de madeira, para depositar moedas, e um sino, ligado a uma corda, que serve para advertir o kami da presença do fiel;

uma sala de oferendas, reservada aos sacerdotes (Heiden);

uma sala mais pequena (Honden), nunca visitada, considerada a morada física do kami, e onde podem estar depositados objectos simbólicos, como espelhos, jóias ou espadas, invólucros onde reside o espírito da divindade. O espelho, particularmente, é considerado morada privilegiada do espírito divino, e tem origem muito antiga, sendo já mencionado na mitologia japonesa.

 

Alguns templos prevêem nos seus estatutos serem totalmente reconstruídos periodicamente. É o caso do templo de Ise, reconstruído de vinte em vinte anos. Essa ocasião é rodeada de ritos próprios, para convidar o kami a mudar de residência. Embora reconstruídos, os templos mantêm o estilo do anterior, pelo que os novos não diferem dos antigos e originais.

 

Alguns santuários possuem também uma espécie de museu, não raras vezes repleto de peças de grande valor, consideradas espólio da divindade.

 

Os ritos exercidos nos santuários, apesar de muito diversos, apresentam o seguinte esquema: o sacerdote, depois de purificado, invoca o kami. Faz ofertas propiciatórias, de bebidas e alimentos, a que se segue a oferta de jogos, danças e representações, para entreter a divindade. No fim, o kami é convidado a retirar-se, seguindo-se uma refeição fraterna.

 

RITOS DE PASSAGEM E  PURIFICAÇÃO

 

A purificação é uma prática fundamental em toda a prática xintoísta. É por ela que o homem se liberta, regressando ao seu estado inicial de pureza, a que tem direito. Para a purificação, que antecede qualquer acto religioso, particular ou comunitário, utilizam-se diversos ritos, que assumem formas diferentes.

 

Os vários momentos da vida humana, muitas vezes ligados a ritos de passagem, são ocasião para realizar um tipo de festas de motivação mais pessoal, realizadas no seio da família. São ocasião de agradecimento, de pedido e de renovação de propósitos para com os kami.

A primeira apresentação no santuário ou hatsumyia mairi consiste em levar ao santuário local os recém-nascidos para serem apresentados às divindades. No caso dos meninos a apresentação ocorre no trigésimo primeiro dia e nas meninas no trigésimo terceiro dia (embora possam ocorrer variantes locais quanto ao número de dias). No passado era hábito a criança ser levada ao santuário pela avó, porque se considerava que a mãe estava impura por ter dado à luz, mas hoje em dia a criança é muitas vezes levada pela mãe.

 

Shichigosan

 

No dia 15 de Novembro as famílias deslocam-se aos santuários com os filhos para agradecer aos kami o fato destes gozarem de saúde e para orar pelo seu crescimento. As crianças que acompanham os pais são os meninos de três e cinco anos e as meninas de três e sete anos. O nome do festival deriva precisamente da idade das crianças: shichi(sete), go (cinco) e san (três).

 

Celebração da maturidade

 

A 15 de Janeiro celebra-se a festa da Idade Adulta (Seijin Shiki). Nesse dia os jovens com vinte anos reúnem-se nos santuários para receber uma bênção, embora a festa também possua um carácter estatal, com cerimónias nas prefeituras. A Constituição japonesa atribui a maioridade aos jovens que atingiram os vinte anos.

 

Outros momentos

 

votos por um parto fácil: no quinto mês, a mulher grávida coloca no ventre um cinto de tecido branco, purificado, para proteger o feto, e ora pela criança que vai nascer;

as festas chamadas de sekku, que para os meninos é no dia 5 de Abril, em que se estendem estandartes em forma de carpa, se fazem bonecos em figura de guerreiros e se oferecem bolos. Para as meninas, é no dia 3 de Março, em que se colocam bonecas sobre um estrado e se oferecem bebidas, doces e bolos;

a entrada na vida activa, que é ocasião para o jovem agradecer aos kami, comprometendo-se a dar o seu melhor para o serviço da sociedade;

o casamento, que é celebrado numa cerimónia muito solene, na presença de um sacerdote, que inclui oferendas, orações e promessas aos kami, seguindo-se um banquete;

a expulsão das maldições. Certas idades são consideradas nefastas, sujeitas a desgraças: 35, 42 e 61 anos para os homens e 19, 33 e 37 anos para as mulheres. Nessas alturas, um sacerdote realiza um exorcismo próprio e recomenda bastante prudência, pois as dificuldades ameaçam acumular-se;

as festas de longevidade: certos aniversários são comemorados com uma festa familiar e uma visita ao santuário. É o que se faz no 60º, 70º, 77º, 80º, 88º, 90º e 99º aniversários.

 

Os kami não suportam a impureza, pelo que se exerce sempre um conjunto de práticas purificativas antes do culto propriamente dito, que tornam puros os participantes, os objectos e as oferendas. Os ritos de purificação assumem três formas distintas:

o misogi, que consiste na purificação por meio da água. A água é tida como poderoso elemento purificador, crença já muito antiga, pois é referida na mitologia: o deus Izanagi, depois de fujir dos infernos, banhou-se na água dum rio, para se purificar das imundícies contraídas naquele lugar. Ao banhar-se ou lavar-se na água, o fiel xintoísta obtém a purificação das impurezas, tanto das voluntárias como das involuntárias. Pela água, purifica-se o corpo e a alma. O misogi é depois estendido a níveis sucessivamente superiores: o coração, o meio envolvente, a alma;

o harai, que é um tipo de purificação algo próximo do exorcismo. É realizado por um sacerdote, que agita sobre o que deve ser purificado ramos da árvore sagrada, sakaki, ou uma vara com tiras de papel penduradas, ónusa e joga-se um punhado de sal. Por este meio, obtém-se a purificação de todas as manchas, corporais e espirituais, bem como o afastamento de todas as influências malignas.

 

Duas vezes por ano, no fim de Junho e de Dezembro, realiza-se uma purificação solene, ou grande exorcismo, o chamado o-harai. No recinto do santuário, reúnem-se muitas pessoas, que recebem umas tiras de cânhamo ou de papel branco (kirinusa). Depois de recitar a oração de purificação, o sacerdote agita a vara com os papéis, enquanto as pessoas agitam também as suas tiras. Estas tornam-se objectos de substituição, contendo todas as impurezas, e são lançadas a rios ou ao mar. Nalguns santuários, um exercício semelhante é feito com papéis recortados em forma humana (hitogata), que a pessoa passa pelo corpo, depois de neles ter escrito o nome;

o imi, que é um período de jejum a ser realizado antes das cerimónias. Tem duração diferente, conforme a importância do rito. Consiste em abster-se de determinados alimentos e bebidas, bem como de palavras e acções menos próprias. É um período de recolhimento pessoal, evitando todo o tipo de impureza, sem se ouvir música e sem se preocupar com assuntos que causem fadiga ou sofrimento. Este tipo de purificação é principalmente realizado pelos sacerdotes, que se retiram para outro lugar e fazem abluções. Após este tempo, qualquer pessoa está apta a participar nas cerimónias mais importantes.

 

FESTIVIDADES

 

A religião xintoísta comemora um grande número de festas, com uma grande variedade de costumes e de motivos para celebrar. Não raramente, verifica-se um grande intercâmbio entre religião e estado civil: várias festividades xintoístas são feitas feriados, e vice-versa. As festas dividem-se em dois grupos: as comunitárias, respeitantes à população em geral, e as particulares, de âmbito mais pessoal e familiar.

 

Diversos tipos de ritos festivos são celebrados nos santuários. Cotidianamente, fazem-se cerimónias de oferendas, de manhã. No primeiro dia de cada mês também há ritos próprios. Estes são ritos de dimensão modesta.

 

REISAI

 

Cada santuário, uma ou duas vezes por ano, celebra uma data festiva, relacionada com o kami ou com o seu templo. O dia em que é celebrada a festa pode ter múltiplos significados: pode corresponder ao dia de fundação do santuário, a um dia importante na sua história ou ser um dia associado à divindade do santuário.

 

Durante estas festas ocorre geralmente uma procissão dos kami, razão pela qual as festas são também chamadas de shinkó-sai (“Festa da Procissão dos Deuses”) ou togyo-sai (“Festa da Augusta Travessia”). Os kami são instalados num carro (hóren) ou num palanquim (mikoshi) e são passeados pela aldeia ou cidade.

 

Junta-se muita gente, que agita ramos de árvore e estandartes, fazendo daquele acontecimento algo muito colorido e vistoso. Estabelecem-se locais de paragem, para o kami descansar. A finalidade deste acto é simplesmente entreter e divertir a divindade, pedindo-lhe, ao mesmo tempo, que continue a dispensar a sua protecção. Estas festas são também ocasião para jogos, artes e danças, tendo especial significado para o estreitamento de laços entre kami e paroquianos, e destes entre si.

 

FESTAS DA PRIMAVERA

 

São várias as festas da Primavera (haru matsuri). No dia 17 de Fevereiro desenrola-se a festa Toshigoi-matsuri no palácio imperial e em todos os santuários do Japão, durante a qual é feita uma prece que solicita boas colheitas e a prosperidade do país.

 

FESTAS DE VERÃO

 

Estas festas (natsu matsuri) são essencialmente urbanas e tem como principal objectivo afastar as calamidades.

 

Uma das festas de Verão mais conhecidas é a festa de Gion que se desenrola no santuário Yasaka em Quioto no mês de Julho e que inclui uma marcha com carros ricamente decorados. Segundo a tradição esta festa teria surgido no começo da época Heian, num tempo marcado por grande número de epidemias; para afastá-las os demónios aos quais se atribuíam estas doenças realizavam-se orações.

 

Outra importante festa é a do Rei Celeste (Tennó-matsuri) que tem lugar no santuário Tsushima situado na cidade com o mesmo nome (em Aichi). Na véspera da festa ocorre uma cerimónia na qual todas as impurezas são colocadas em canas que são largadas no rio. No dia da festa vários barcos, decorados com lanternas, deslizam pelo rio Tenno ao som de música e à luz de fogos-de-artifício.

 

FESTAS DE OUTONO

 

As festas do Outono (aki matsuri) servem para agradecer às divindades pela existência de uma colheita abundante.

 

No santuário de Ise, a 17 de Outubro, decorre o importante rito do kanname-sai (“cerimónia da prova”), durante o qual as primícias das colheitas dos cereais são oferecidos à deusa Amaterasu. São também feitas oferendas das primeiras espigas de arroz cultivadas pelo imperador e pelos agricultores das províncias.

 

A 23 de Novembro, é o dia de Agradecimento pelo Trabalho, com novas ofertas e orações pela prosperidade do Japão.

 

INFLUÊNCIAS

 

A tradição religiosa do xintoísmo é anterior ao budismo, que posteriormente foi introduzido no Japão no século VI. O contato entre as duas religiões modificou ambas. Os budistas adotaram divindades xintoístas, e estes, que consideravam seus deuses espíritos invisíveis e sem formas precisas, aprenderam com o budismo a erigir imagens e templos votivos. Proclamou-se inclusive que as duas religiões eram manifestações diferentes da mesma verdade, o que originou uma tendência sincretista. Ambas religiões representam a religiosidade japonesa e os japoneses chegam a praticar os ritos de ambas tradições de acordo com a natureza da ocasião (por exemplo, preferem rituais xintoístas para rituais de nascimento e casamento e rituais budistas em eventos fúnebres).

 

Algumas das novas religiões japonesas tem forte influência xintoísta.

 

O xintoísmo não pretende converter, por isso sua expansão fora das ilhas japonesas limitou-se geralmente a descendentes de japoneses.

 

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

ROCHEDIEU, EDMOND. Xintoísmo e As Novas Religiões do Japão. Ed. VERBO Lisboa/São Paulo Junho 1982. No original ROCHEDIEU, EDMOND, Le Shintoisme. Edito-Service S.A. Genebra.

 

Enciclopédia Mirador Internacional Volume 20. XINTOÍSMO

 

YAMASHIRO, JOSÉ. História da Cultura Japonesa. Ed. IBRASA. São Paulo

 

Marcus Valerio – Trabalho monográfico

 

 

 

Wikipédia

A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), uma tradição monoteísta inserida na cultura Védica ou Hindu, popularmente conhecida como Movimento Hare Krishna, é baseada nos ensinamentos do guru Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu (1486-1534) e foi trazida para o Ocidente em 1965 por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Os membros da sociedade participam dos serviços nos templos e realizam suas práticas (tecnicamente chamadas de bhakti-yoga ou yoga da devoção) em casa ou passam a se dedicar inteiramente ao serviço e devoção a Suprema Personalidade de Deus Krishna, levando uma vida monástica. No caminho da consciência de Krishna (Krishna é um nome de Deus que significa todo-atrativo em sânscrito) não se recomenda o consumo de álcool, cigarro e demais drogas e segue-se uma dieta lacto-vegetariana. Os seguidores geralmente dão ênfase aos benefícios espirituais da associação devocional, ao estudo das escrituras Védicas e à entoação de mantras, especialmente o maha-mantra, ou mantra maior: “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare”. Os mantras são considerados sons transcendentais, cantados repetidamente como auxílio à meditação e auto-realização. Durante o canto, podem manifestar estados de êxtase transcendental, que resultarão na libertação do corpo também através da dança.

OS SETE PROPÓSITOS

Ao fundar o ISKCON, Srila Prabhupada elaborou sete propósitos para a união no espírito de devoção, cultivando a pura consciência a serviço amoroso de Deus. São eles:
Propagar o conhecimento espiritual entre as sociedades a fim de educar todas as pessoas nas técnicas da vida espiritual, restabelecendo o equilíbrio dos valores na vida e, finalmente, alcançando a verdadeira união e paz mundiais;
Propagar a consciência de Krishna (Deus), assim como foi revelada nas grandes escrituras da Índia, o Bhagavad-gita e o Srimad Bhagavatam;
Unir os membros da sociedade e torná-los mais próximos de Krishna (a entidade primordial). Isto fará com que cada alma (tanto dos membros, como da sociedade) seja parte integrante de Krishna;
Ensinar e encorajar o movimento de sankirtana – o canto congregacional do santo nome de Deus – tal como foi revelado nos ensinamentos do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu;
Erguer, para os membros da sociedade e demais, um local sagrado de passatempos transcendentais dedicado à personalidade de Krishna;
Manter os membros unidos com a finalidade de ensinar um modo de vida mais simples e natural;adasdsadadasdasdsadsad
Publicar e distribuir periódicos, revistas e livros com os propósitos acima mencionados.

ATIVIDADES

Os devotos de Krishna pregam que a forma de vida humana tem um objetivo: tornar a pessoa espiritualizada, consciente de Deus. Para isso, eles se valem da máxima védica “sempre se lembrar de Krishna e nunca se esquecer de Krishna”.
Assim, todas as atividades de um devoto são, na medida do possível, ajustadas a esse propósito. Trata-se de uma busca consciente e saudável por uma qualidade de vida melhor, mais identificada com valores espirituais e eternos do que com valores materiais e efêmeros.

Além disso, há quatro virtudes que são consideradas os pilares de uma vida espiritual são: austeridade, não-violência, limpeza e veracidade. Os devotos sempre procuram praticá-las, uma vez que elas favorecem e facilitam o desenvolvimento de uma espiritualidade saudável, consciente e sem fanatismos.

VEDAS

A palavra Veda significa conhecimento, e Vedas são as escrituras compiladas pelo grande sábio Vyasadeva. Originalmente o conhecimento era transmitido por via oral, porém, com o advento da era de Kali, quando o homem perde poder de concentração, inteligência e memória, se fez necessário codificar os Vedas em forma escrita. Os quatro Vedas são Rg, Yajur, Sama e Atharva, mas também se considera como literatura Védica toda aquela que esteja de acordo com o sidhanta Védico, o qual poderia ser resumido na descrição sobre conhecimento encontrada no Bhagavad Gita, (13.8-12): “aceitar a importância da auto-realização e buscar a Verdade Absoluta.” O objetivo dos Vedas, portanto, é proporcionar respostas plausíveis para o candidato em busca filosófica acerca da Verdade Absoluta.
Em sua palestra, Srila Prabhupada, menciona que o homem, como toda alma condicionada, está sujeito a quatro tipos de limitações. 1- Pramada: tem a tendência a cometer erros. Isto ocorre até mesmo por simples falta de atenção. 2- Bhrama: tendência a se iludir especialmente sobre sua própria identidade. A alma condicionada pensa ilusoriamente que é o corpo material no qual está habitando. 3- Vipralipsa: tendência a enganar outros. Devido a nossa vasta experiência, esta limitação do homem dispensa aqui maiores comentários; E, 4- Karanapatava: tem sentidos imperfeitos. Nossos olhos, por exemplo, são tão incapazes de ver o que se encontra por trás de uma parede como de nos revelar Deus.
De acordo com a epistemologia Védica há dez processos para se adquirir conhecimento. Diferentes escolas filosóficas da Índia adotam diferentes combinações desses processos como métodos realmente válidos. A seguir mencionaremos os dez pramanas ressaltando os três últimos, os quais, foram classificados por Prabhupada em sua palestra como os três tipos de evidências.

Arsa – Declaração de um semideus ou um sábio reconhecido. Kapila, Gautama e Patanjali são alguns dos sábios que apresentam a filosofia védica. Para os vaishnavas este tipo de evidência carece de confirmação nas escrituras.

Upamana – Comparação. Compara-se os objetos conhecidos com outros desconhecidos.

Arthapatti – Pressuposição. Faz-se uma suposição para explicar um fato conhecido, que, de outro modo, seria inexplicável.

Abhava – Ausência. Através do funcionamento de pelo menos um dos cinco sentidos percebe-se a ausência de algum objeto conhecido. Abhava pramana é às vezes considerada uma categoria de evidência à parte por não consistir do contato definitivo do instrumento do sentido com seu objeto, como existiria numa percepção sensorial comum.

Sambhava – Inclusão. Conclui-se que uma grande quantidade contém uma quantidade igual ou menor do mesmo objeto.

Aitihya – Tradição. Aceita-se como um fato alguma informação adquirida por tradição cultural, ainda que de fonte desconhecida.

Chesta – Gestos. O conhecimento é transmitido através de gestos. Ex : O “V” da vitória.

Pratyaksa – Percepção direta. Toma-se conhecimento através do contato dos sentidos com seus objetos. Pode ser de dois tipos, externa, quando percebida por um ou mais dos cinco sentidos para adquirir conhecimento; E interna, quando se percebe emoções como dor, amor, ódio, através do sentido interno, a mente. Devido aos quatro tipos de limitações dos seres condicionados, e por nos limitar a perceber apenas o presente e nunca o passado ou futuro, pratyaksa nem sempre é considerada como um meio de se obter conhecimento válido. No que se refere à experiência pura de pratyaksa de Vaishnavas puros, ela é considerada sem defeitos e é chamada de “Pratyaksa Mística” ou Vaidusya Pratyaksa.

Anumana – Dedução. A palavra anumana significa literalmente “conhecer depois”. Trata-se de uma sugestão, portanto, não é considerada como perfeita. Pode ser de dois tipos, Dedução Pessoal, quando se chega a uma conclusão depois de se perceber o mesmo fenômeno ocorrer repetidamente sem variações; E, Dedução Induzida Para Outros, que é conseqüência da dedução pessoal e segue uma fórmula silogística composta por cinco etapas, a)Proposição. Que se baseia em percepção direta. Ex: Há fogo na montanha; b) Razão. Aquilo que leva o sujeito a pensar no assunto. Ex: Porque percebe-se fumaça na direção da montanha; c) Princípio Geral. O conhecimento experienciado antes; Ex: Na cozinha sempre que há fumaça é porque há fogo; d) Aplicação. Utilizando-se de experiência anterior, observa-se um fenômeno atual. Ex: Há fumaça na montanha; E, e) Conclusão ou Dedução Induzida Para Outros. Deduz-se que o fenômeno atual é semelhante ao fenômeno previamente conhecido, portanto, pode-se convencer outros. Ex: Há fogo na montanha. Para exemplificar como anumana deixa de ser uma evidência perfeita, imaginemos se, ao olhar para a montanha, o pensador do exemplo acima tivesse pensado ser fumaça o que de fato era neblina. Ele teria errado duas vezes, a primeira por, através da percepção direta, pratyaksa, confundir neblina com fumaça e a Segunda por deduzir que havia fogo na montanha.

Shabda – Revelação. Literalmente a palavra shabda significa “som”. Trata-se do som original através do qual o conhecimento transcendental foi transmitido do mundo espiritual para o primeiro ser criado. Apauruseya-sabda-pramana significa evidência revelada através de instruções vindas diretamente do mundo espiritual. Essas instruções foram colocadas de forma escrita na literatura Védica. Sabda pramana é considerada a evidência livre de defeitos. Diferentemente de pratyaksa, sabda pramana, além do presente, também pode nos revelar o passado e o futuro. Srila Jiva Goswami diz que sabda pramana tem significado restrito ao conhecimento revelado nos Vedas ou ao conhecimento que é revelado por fonte sobre-humana, pela Suprema Personalidade de Deus, e que é transmitido por sucessão discipular através de gurus genuínos.

Depois de discorrer sobre a importância de se obter conhecimento genuíno através da fonte certa e de citar o Bhagavad Gita (15.15), tanto para revelar o objetivo dos Vedas, como para vincular a pessoa de Krishna ao conceito védico de Suprema Personalidade de Deus, Prabhupada ainda fala sobre a importância do mestre espiritual no caminho do conhecimento transcendental, em seguida ele glorifica o Srimad Bhagavatam como a escritura védica produzida por Vyasadeva em sua maturidade para explicar o Vedanta-Sutra que é o resumo total do conhecimento védico e conclui pedindo humildemente a sua exigente audiência que tente compreender a explicação do conhecimento védico recorrendo ao Bhagavad Gita e ao Srimad Bhagavatam.
O movimento Hare Krishna, nome pelo qual é conhecida a Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna (ISKCON — Internacional Socíety for Krishna Consciousness) é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista.
O movimento tem aproximadamente quinhentos anos de fundação na Índia, trinta anos no Ocidente e vinte anos no Brasil. Foi fundado por “Sua Divina Graça” Abhay Charan de Bhaktivedanta Swami Prabhupada que viveu como farmacêutico até 1959, tendo nascido em Calcutá, India, em 1896. Em 1959 deixou sua mulher e os cinco filhos para devotar-se de tempo integral e estudar com Síddharha Goswami. Este encarregou Prabhupada de levar a mensagem de devoção a Krishna ao Ocidente. Veio pela primeira vez aos Estados Unidos em 1965, e em 1966 havia estabelecido o culto hindu de Krishna num pequeno aposento na cidade de Nova York. Antes de morrer, em 4 de novembro de 1977, indicou um corpo dirigente de onze discípulos que continuaram sua missão. O presidente da ISKCON de Nova York, Bati Mardan Maharaj, disse por ocasião da morte dele: “Prabhupada foi um gênio mundial, maior que Jesus Cristo”. Por isso ele é chamado “Sua Divina Graça”.

ESTILO DE VIDA DOS DEVOTOS

Os homens raspam a cabeça, deixando apenas um topete no alto e carregam um rosário de 108 contas, geralmente numa bolsa a tiracolo. O mantra é cantado 16 vezes para cada conta, diariamente. A cor do vestido é geralmente alaranjada para as mulheres. Pintam o corpo e o rosto para santificação e proteção com “tilaka”, uma pasta com água e um barro especial obtido na Índia e aplicado cada manhã, depois de um banho frio, em 13 diferentes partes do corpo, enquanto repetem os 13 diferentes nomes de Krishna.

Regras de Conduta Básica

Há 4 regras que todos os novos membros devem obedecer:

1. Não comer peixe, carne e ovos;
2. Não se intoxicar com drogas, bebidas, fumo etc;
3. Não praticar jogos de azar;
4. Não praticar sexo, exceto no casamento (com finalidade de procriar).

Horário Diário

3 horas: levantar, chuveiro e pintura (tilaka);
4 horas: Adorar ídolos;
5 horas: Cânticos;
7:30 horas: Tarefas, refeições;
12:30 horas: Almoço vegetariano;
13:16 horas: Trabalho e adoração no templo;
17 horas: banho;
21 horas: Cama.

A sociedade

A sociedade divide-se em:
a. Trabalhadores: que fazem o esforço mais braçal (limpeza do templo, confecção de grinaldas de flores para os ídolos ou divindades);
b. Comerciantes: vão à rua pregar e difundir o movimento (na realidade, obter dinheiro com a colocação de incenso e livros em ônibus, ruas, escritórios, gabinetes);
c. Administradores: exercem a função de direção no templo, na editora ou na fazenda; traduzem do inglês, escrevem e estudam as escrituras védicas.

Os ídolos

Os ídolos das divindades nos templos não são considerados como ídolos pelos devotos, senão como encarnações de Krishna (aparecendo em formas materiais).
Os ídolos são espanados, vestidos, alimentados e banhados em águas de rosas. Na realidade o líquido usado para banhar um ídolo de Krishna consiste de águas de rosa, mel, leite e um pouco de urina de vaca. Depois de terminada a cerimônia os devotos consideram uma honra beber tal líquido misturado!

As mulheres

Há segregação de sexos. As mulheres e crianças adoram de um lado do santuário; os homens de outro. As mulheres e os homens comem separadamente. As mulheres se aconselham que não façam nada por sua conta, de modo que não podem nem sair do templo sem permissão. Se têm que sair para mandar um recado, devem sair acompanhadas de um membro. A mulher está colocada numa situação de verdadeira criada do marido.

O mantra

Dá-se muito valor ao cântico dos mantras como um meio de se alcançar a iluminação (consciência de Krishna): “Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Rama, Rama, Hare Hare” (Hare significa “a energia do Senhor”; Krishna e Rama são títulos dados ao deus Kríshna).

No início não manifestam todos os oitos estados de êxtase transcendental:

])ficar imóvel;

2) transpirar;

3) arrepiar os pêlos

4) mudar a voz;

5) estremecer; de todo o corpo;

6) perda das forças físicas do corpo;

7) chorar em êxtase;

8) entrar em transe.

O primeiro sintoma do êxtase é o ímpeto de dançar à medida que se canta o mantra.

Condições para ser membro completo

Depois de observar estritamente as quatro regras, os novos adeptos devem aprender a cantar, a participar do templo, prostrar-se diante das divindades de madeira e mármore, e adaptar-se à rotina do templo. Seguem os seguintes estágios:

O serviço do templo

O serviço do templo tem importância considerável para os adeptos de Krishna. Deve-se entrar para o serviço do templo para demonstrar sua devoção.
Os devotos mais antigos insistem na entrega total da personalidade à filosofia do movimento Hare Krishna.

Iniciação

Depois de participar por seis meses do templo, o novato é indicado para a iniciação. A cerimônia é chamada “Hare-nama”, ou iniciação do sagrado nome. E dado um novo nome espiritual.
Logo depois vem um período de espera de seis meses adicionais. Agora o devoto é eleito para o segundo rito: a iniciação bramânica. Se fizer tudo o que se lhe manda, sem fazer perguntas, e se é fiel em todo o serviço, alcança um estado de adiantamento espiritual.
Os homens recebem um manto sagrado que leva sobre o ombro esquerdo e sobre o peito. As mulheres não recebem tal manto. Os devo­tos recebem também um mantra secreto, o mantra “gayatri”, que deve ser cantado três vezes por dia. A “Sanniasa”
O passo seguinte na escala espiritual se conhece como “Sanniasa’. É um estado de renúncia reservado para os homens, especialmente o devoto”.
Implica em voto de pobreza e castidade, e numa entrega à pregação e obras, que dura toda a vida. Quando o devoto vem a estes “5 anniasa”, considera que tem obrigação de prostrar-se, porque estes monjes são considerados realmente santos.

Modo de viver dos casados

Ao casal que deseja ter um filho se ensina que tenham relação sexual uma vez por mês, no dia que a mulher se mostrar fértil. Antes de entrar no ato sexual deve o casal cantar 50 vezes sua corrente de contas (que é como um rosário) para purificar-se. Uma mulher casada deve pedir permissão ao seu marido para qualquer coisa fora dos deveres prescritos no templo. A mulher está colocada como inferior ao marido.

WICCA DE MANEIRA RESUMIDA

A palavra “Wicca” vem do inglês antigo, tendo sido reintroduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia “Wica”, popularizou-se o uso de “Wicca”, mais coerente à etimologia da língua inglesa moderna.

Wicca é uma religião neopagã fundamentada nos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga. O bruxo inglês Gerald B. Gardner impulsionou o renascimento do culto, com o nome de Wicca, junto com outros bruxos e bruxas, em meados dos anos 40 e 50. Embora essa fundação tenha ocorrido provavelmente na década de 1940, ela só foi revelada publicamente em 1954, quando da época da sanção da última das leis contra a Bruxaria na Inglaterra. A tradição Wicca e seus termos são baseados em diversas culturas do paganismo antigo, modificadas pelo que, segundo Gardner, era uma tradição sobrevivente da bruxaria medieval, mas da qual o conhecimento que temos é obscuro.Desde seu renascimento, várias tradições da Wicca surgiram. Algumas se afastando consideravelmente dos conceitos da década de 50. A tradição que segue os ensinamentos e práticas específicas, conforme estabelecidos por Gardner, é denominada Tradição Gardneriana. Além dela, muitas outras tradições da Wicca se desenvolveram e também existem muitos praticantes que não pertencem a nenhuma tradição estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto (ecléticos) aos Antigos Deuses.

Existem muitos símbolos associados a Wicca e neopaganismo modernos sistemas de crença. Alguns dos mais universais Neopaganismos e símbolos incluem:

WICCA E MAGIA


O PENTEGRAMA: Dentro de um círculo, é o mais reconhecido símbolo de Wicca. O pentacle representa a integração do corpo e espírito, e no domínio espiritual dos quatro elementos. O pentacle é usado em uma série de rituais Wiccan, e como um sinal em Grade Gardnerian e outras tradições. O pentacle é muitas vezes utilizados como um símbolo do reconhecimento entre os profissionais, especialmente aqueles que prática um código de sigilo.


Oculto pentacles são pentagramas disfarçados em mais intrincados desenhos e modelos, e pode ser usado quando não é seguro ou apropriadas para vestir. Muitos desses desenhos estilizados são vestidos que podem ser reconhecidos pelos outros crentes, mas menos evidente para estranhos. Às vezes chamada de “flor pentacle,” eles têm uma menor “oculto” aparência e são menos susceptíveis de causar problemas com a família ou não-pagãs em o local de trabalho

Esta é uma versão estilizada representação do Horned Deus, que nos representa a Wicca polaridade do universo masculino. Os chifres brancos é o deus arquetípica chifres brancos Shaman, que está relacionado com os antigos deuses da vegetação e da caça: grego Pan, o celta Cernunnos, e os egípcios Ammon. Este símbolo é às vezes referido como o “chifre lua”, e, como tal, é também um símbolo da Deusa Diana, em especial nas Tradições Diânicas.


Outra imagem Horned Deus, criada a partir de uma pentacle, este com um distintivo de um Pan-cabra aparência:


Um símbolo semelhante, feita a partir de hieróglifos egípcios, que representa a Cow Deusa Hathor, é por vezes utilizado pelos egípcios Recon ou feminina centrada Pagãos:

Existem vários estilos da Deusa Lunar Triplo símbolo, representando os três aspectos da lua (enceradeira, diminuir, e completo) e womankind (mãe, solteira, Crone), bem como a Lady, ou Deusa, a polaridade da feminina Universo:


conceito da Wiccan Horned Deus, simboliza o poder da natureza masculina, especialmente no domínio das florestas e os animais que habitam a eles:


Conhecer o símbolo abaixo é uma simplificação silhueta de um egípcio Paleolítico Deusa mãe, provavelmente de um protótipo da Deusa Isis, e é muitas vezes usado para simbolizar o “Lady”, a divindade feminina da Wicca:

O emblema do Seax-Wicca, um anglo-saxão influenciado ramo da Wicca, simboliza o sol, a lua, e as oito Sabbats, ou dias santos:

WICCA rituais tradicionais ferramentas:

Os quatro mais comumente usado em ferramentas ritual Wicca são obtidas a partir da magickal ferramentas utilizadas por mágicos Ritual da Renascença. Eles simbolizam os quatro antigos elementos, e são utilizados ritualmente para canalizar os seus poderes. Eles estão directamente relacionados com o naipe sinais sobre tarô cartões e os quatro mundos da Kabbalah.


O copo ou cálice é um símbolo do elemento de água, um elemento feminino representando intuição, gestação, capacidade psíquica, e ao subconsciente. A Copa também está em como um símbolo da Deusa, do útero, e os órgãos femininos generativa. O cálice é por vezes intercambiáveis com o cauldron.


O Athame ritual ou punhal (por vezes, uma espada), é um símbolo de fogo. O Athame representa o elemento fogo, e as qualidades masculinas de consciência, ação, força e resistência. O Athame é usado para direcionar energia e está empregado no sector da fundição de círculos. Um Athame é tradicionalmente negra manipulados e maçante, mas, como a faca é considerado um emblema pessoal, existe uma grande variedade de reais em prática-um poderia ver nada a partir de uma faca de caça um veado antler usado como um Athame. O uso da Athame empates anteriores ritual de magia, e antecede Wicca.


A varinha é um símbolo do ar. Note-se que no Ritual Magick, wands são do elemento fogo, e é o punhal de ar. Wiccan prática geralmente inverte estas designações, em grande medida devido à união do punhal no cálice com o ritual.

Wiccan wands são normalmente feitas de madeira (normalmente Hawthorn ou cinza), cobre, ou de cristal, e pode ser muito ornamentado e pessoais na sua concepção. De todas as ferramentas da bruxa, é o mais pessoal:

Ferramentas adicionais:

O Besom, ou Broom, preenche uma grande parte simbólica Wiccan papel na prática. Derivados de bruxaria europeia vassoura de dança folclórica e voar, a vassoura é usada hoje para a limpeza simbólica ou purificação. Um típico besom ritual usa o vassoura para “varrer” negativo energia a partir de uma casa ou outro espaço. Besom A / vassoura também é um ponto focal em Wiccan handfasting casamentos, onde actua como um stand-no limite, que newlyweds o salto para o seu cimento votos.


O flagelo geralmente é visto apenas em velhas tradições Wiccan. A praga é uma aplicação, normalmente um pequeno chicote de couro ou cat’o’nine caudas, usadas para suavemente greve de membro, para efeitos de purificação de purgar em rituais. A praga também é simbólico da disciplina espiritual. É derivado do ritual simbólico ferramentas do deus egípcio Osiris.
O Boline ou Bolline é um pequeno, foice moldada faca usada para coletar ervas usadas em rituais e feitiços. A foice moldada faca pode ser atribuído aos Druid hemiparasita aduaneira, e é uma ferramenta lunar. (Em escocês caminhos, às vezes um kerfan, após o tradicional punhal)


O Calderão se retirar da antiga mitologia celta, e por vezes é chamado a Copa ou Cauldron de Cerridwen. Os antigos celtas caldeiras utilizadas para a produção de alimentos e em um ritual como emblema da abundância e inspiração divina. Na mitologia celta e folclore, o cauldron oferece infinitas sustento ou inspiração artística.

Como uma ferramenta Wiccan ritual, o cauldron é sobretudo simbólica. A maior parte das vezes usado para representar o fogo ou água elementos, o cauldron por vezes é empregada para scrying, para mistura ervas, para a consagração, ou para realizar os ingredientes para um feitiço. É geralmente realizada a ser um símbolo feminino:

ILUSTRAÇÃO DE NORMAN ROCWELL

A regra de ouro de Norman Rockwell (1894-1978), ilustra o tema fundamental de todas as religiões: fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. O artista quis sublinhar a importância de se almejar a tolerância quanto às crenças alheias e o fato de cada religioso dever respeitar como os outros diferentem de si. Rockwell era um ilustrador de revistas (na verdade: 321 capas da revista The Saturday Evening Post) principalmente notável pelas suas capas que representavam as idiossincrasias da vida americana, mas, no seu último trabalho, como A REGRA DE OURO (the goldem rule), foi-se preocupando cada vez mais com os assuntos morais.Cresceu sua fama ao pintar também os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como o de outras importantes figuras mundiais, tais como Gamal Abdel Nasser e Jawaharlal Nehru. E o seu último trabalho foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969. Morreu aos 89 anos, em conseqüência de um enfisema.Quanto a REGRA DE OURO que é nosso assunto principal: A ética da reciprocidade é um princípio moral geral, que se encontra em praticamente todas as religiões e culturas, frequentemente como regra fundamental. Este fato sugere que pode estar relacionada com aspectos inatos de natureza humana. Na maioria das formulações toma uma forma passiva, como a que é expressada no Judaísmo: “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo”. Na cultura ocidental, no entanto, a fórmula mais conhecida é a que foi formulada por Jesus, no Sermão da Montanha: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles” (Mt. 7, 12). No Zoroastrismo “Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria – Dadistan-i-Dinik 94:5”

No Budismo: “Não atormentes o próximo com o que te aflige – Udana-Varga 5:18”

No Hinduísmo: “Esta é a suma do dever: não faças aos outros aquilo que se a ti for feito, te causará dor – Mahabharata (5:15:17)”.

Desde a Antiguidade a Regra de Ouro tem sido uma ótima referência moral. Pensadores gregos e judeus, Confúcio, Jesus e outros professores de Ética ensinaram esse princípio, chamado “de ouro” para indicar sua posição privilegiada como regra fundamental da vida.

Sendo assim, se aplicada, o caminho para o entendimento seria mais fácil.

Texto: Jota Bê.