Arquivo da categoria ‘SIMBOLOS RELIGIOSOS’

O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do infinito e a semente que “fecunda” os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. “Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons”.
“O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman” Mantra Yoga Samhitá.
Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.
Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa avati raksati – aquilo que lhe protege, lhe abençoa. É um mantra e é um nome do Senhor. O nome do Senhor lhe protege através da repetição do próprio nome. Portanto, é reconhecimento em forma de oração. Sendo um mantra, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. Repetido “Om”, você invoca o Senhor naquela forma específica. Então, dessa maneira, “Om” lhe protege.

Om iti idam sarvam yat bhútam yat ca bhavyam bhavisyat itiO que existia antes, o que existirá depois e o que existe agora.

Tudo isso, sarvam, é realmente Om. Tudo o que existe é Om. Tudo o que existiu é Om, e também tudo o que existirá depois, no futuro. Passado, presente e futuro, incluindo o tempo e tudo o que existe no tempo – tudo isso é Om. Aquele Om é Brahman. Portanto, o Senhor é não-dual, e esse não-dual é Um. A sílaba é também uma e não-dual, significando que tudo está dentro dela. E tudo está dentro de Om.
A é a primeira letra (ou som) que é pronunciada quando se abre a boca, e, da mesma maneira, M é a última, quando se fecha a boca. U está entre os dois. A representa o acordado, do qual depende U. A torna-se U quando os lábios se fazem arredondados. U representa todo o súkshma prapañcha (mundo sutil), e M representa todo o mundo causal, pois tudo se dissolve em M.
Depois de fechar os lábios, de dizer M, você não pode dizer mais nada. A e U terminam em M, assim como no sono profundo os mundos físicos e sutil dissolvem-se. Portanto, A-U-M, Om e quando se pronuncia Om, tudo se dissolve em M. E, depois, tudo retorna, Om. A origem do retorno não é em M, mas sim no silêncio. A e U dissolvem-se em M, e em seguida o Om nasce do silêncio.
Om não faz parte de uma língua específica. É fonético, além de qualquer língua. Portanto, Om é o nome para Brahman que inclui o silêncio também, o nirguna (sem forma) e o turíya (o quarto estado da consciência, que é a pura consciência). Aum é o turiya. Portanto, Om é considerado o mais sagrado e básico entre todos os nomes do Senhor.

VISHNU

SHIVA

KALI

PARVARTI

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JUDAÍSMO

NO PRINCÍPIO CRIOU, DEUS CRIOU.

É uma religião de salvação que também possui seu Livro Sagrado apresentado pelo próprio Deus a homens escolhidos por Ele. Os judeus também são descritos como o “povo do Livro”.
Seu livro sagrado é a TORÁ: A Tora são na verdade “os cinco primeiros livros da Bíblia cristã”, além de história possui 613 mandamentos fundamentais na vida judaica. Os judeus crêem que Deus enviou Moisés como o profeta que livrou os israelitas da escravidão.

Judaísmo (do hebraico יהדות, vindo do termo יהודה Yehudá ) é o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das três principais religiões monoteístas (as outras duas são o cristianismo e o islamismo).

A Grande Sinagoga (Velká synagoga) Plzeň, República Checa

Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em YHWH (às vezes chamado Adonai Meu Senhor, ou ainda HaShem, i.e. o Nome – ver Nomes de Deus no Judaísmo ) como Criador e D-us e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste Deus. Dentro da visão judaica do mundo, Deus é um Criador ativo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto eterno com este Deus.

Há diversas tradições e doutrinas dentro do judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas ramificações judaicas conforme sua interpretação do judaísmo. Entre as mais conhecidas encontra-se o uso de objetos religiosos como a kipá, costumes alimentares e culturais como cashrut, brit milá e peiot ou o uso do hebraico como língua litúrgica.

Ao contrário do que possa parecer, um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo ainda que o judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006). Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião de conversão, efetivamente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha a ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como único D-us e submeter-se-ão a Torá.

Berechit bara Helorim et hashamaine veet haarats (Genesis 1:1)

Tal como o árabe, o hebraico, e a Torá deve ser lida da direita para esquerda. As letras do alfabeto hebraico existem apenas as consoantes. Alguns símbolos foram criados (massoretas) para dar som entendimento as palavras. A única palavra que não pode ser pronunciada pelos judeus é o nome de Deus. No qual chamam de “O ETERNO”. A palavra como conhecemos DEUS, não existe no alfabeto hebraico, é um tetagrama, não existe pronuncia, portanto o judeu para não errar o nome do eterno não o pronuncia. Chama-o de Adonai. YHWH.
A Tora possui cerca de 613 mandamentos, dos quais 248 são positivos e 365, negativos. Moisés recebeu nas tábuas instruções e leis da divindade.
Entre toda religião existe uma união indissolúvel entre a Palavra e a Escritura. A Palavra se faz Escritura e a Escritura se proclama, se canta.
Como Foi escrita: Deus escolheu homens para que ouvissem suas Palavras e a escrevessem. Dando origem então a Escritura, muitos séculos depois houve os concílios que seriam a reunião de sábios para que decidissem sobre a canonicidade, ou a validade desses livros, porque muitos outros livros foram escritos se intitulando como sendo a revelação de Deus.
O Judaísmo tem sua “fundação” no século XII aC. A história do povo judaico começa pelo ano de 1700 aC. Com Abraão. Portanto seu fundador é Moisés. Por que ele deus ao seu povo aos Dez Mandamentos, que são considerados a pedra base do Judaísmo.
1 – O judaísmo é comumente dividido nos seguintes movimentos:
Judaísmo ortodoxo (separado entre grupos “chassídicos” e “não-chassídicos”, chamados mitnagdim).
Judaísmo conservador (fora dos Estados Unidos é conhecido por Judaísmo Masorti).
Judaísmo reconstrucionista
Judaísmo da reformista (fora dos Estados Unidos também é conhecido como Judaísmo progressista e, no Reino Unido, Judaísmo liberal)
O judaísmo laico não é propriamente um movimento, mas uma visão de uma parte do povo judeu de que é possível viver o judaísmo desvinculado da religião.
Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Monoteísmo – O judaísmo baseia-se num monoteísmo unitário estrito, a crença num único Deus. Deus é visto como eterno, o criador do universo e a fonte da moralidade.
Deus é unico – A idéia de Deus como uma dualidade ou trindade é herética para os judeus. É encarada como próxima do politeísmo. Curiosamente, enquanto que os judeus defendem que tais concepções de Deus estão incorretas, são geralmente de opinião que os gentios que têm tais crenças não são culpados.
Deus é onipotente (todo-poderoso) e onisciente (tudo sabe) e onipresente (está em todo lugar). Os diversos nomes de Deus são maneiras de expressar diferentes aspectos da presença de Deus no mundo. Ver a entrada acerca do nome de Deus no judaísmo.
Deus é não-físico, não-corpóreo e eterno. Todas as declarações na Bíblia hebraica e na literatura rabínica que utilizam antropormofismo são encaradas como conceitos linguísticos ou metáforas, por ser impossível falar de Deus de outro modo.
A Bíblia hebraica e muitas das crenças descritas na Mishná e no Talmud são tidas como produto de Revelação divina. As palavras dos profetas são verdadeiras. Moisés foi o maior de todos os profetas e também o mais humilde. Como um grande professor para o povo judeu.
A Torá (os cinco livros de Moisés) é o texto principal do judaísmo. O judaísmo rabínico defende que a Torá é idêntica à que foi entregue por Deus a Moisés no Monte Sinai. Os judeus ortodoxos acreditam que a Torá que existe hoje é exatamente aquela que foi entregue por Deus a Moisés, com um número reduzido de duvidas de cópia. Devido aos avanços nos estudos bíblicos e na pesquisa arqueológica e linguística, a maioria dos judeus não-ortodoxos rejeita este princípio. Em vez disso, aceitam que o núcleo da Torá Oral e Escrita pode provir de Moisés, mas afirmam que a Torá escrita que existe hoje foi amalgamada a partir de vários documentos.
Deus escolheu o povo judeu para participar numa aliança única com Deus; a descrição desta aliança é a própria Torá. Os judeus acreditam que foram escolhidos para desempenhar uma missão específica: para servir de luz para as nações e para ter uma aliança com Deus tal como descrito na Torá.
A era messiânica. Haverá um Mashíach (Messias), e uma era messiânica.
A alma é pura no momento do nascimento. As pessoas nascem com um yêsser hattôb, uma tendência para o bem, e com um yêsser harâ’, uma tendência para o mal. As pessoas podem expiar os seus pecados. A “profissão de fé” de um judeu é: “Shemá‘ Yisraél Adonay Elohênu Adonay echad” Tradução: “Ouve israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é um” (Nota-se que muitos judeus asquenasí usam aqui a palavra hebraica ‘Hashem’ em lugar de ‘Adonay’, literalmente “o nome”, como uma alusão a Seu Santo Nome que não pode ser pronunciado ou escrito.).

MAIS INFORMAÇÕES:
Dor: Por que Deus permite a desgraça no presente? Por que justamente o inocente deve sofrer? Um pensamento judaico responde sustentando ser necessário curvar-nos à vontade todo-poderosa de Deus, mesmo quando não a compreendemos.
Facções: No tempo de Cristo existiam os Fariseus )admitindo a ressurreição); os Saduceus (os que negavam); e a dos Essêniosue teria sofrido influência do Budismo,mas não se tem documentos para provar.
Pecado: É uma revolta contra Deus e um rebaixamento da própria natureza do homem. É o que nós encontramos nos outros povos. É uma infidelidade ao eterno.
Ritos: Rito da iniciação; circuncisão; Casamento.
Morte: Os mortos vão para o Sheol, tanto os bons, como os maus. Os justos ficam até o juízo final, quando serão ressuscitados e recompensados. Aceitam a ressurreição, não a reencarnação.
Moral: Além dos dez mandamentos, há muitas outras leis a serem observadas.
Festas: Páscoa; Shavwót;Sucót;Rosh Hashnaah; Yon Kipur;
Oração: Deus houve sempre a oração;
Credo: Maimônides resumiu a fé judaica em treze artigos:
Deus criou e governa todos os seres;Deus é uno; Não tem corpo; É eterno; Deve ser o único a ser adorado; Todas as palavras dos profetas são verdadeiras; Moisés é o maior dos profetas; toda Tora é que foi dada a Moisés; Deus conhece todas as ações e todos os pensamentos dos homens; Deus recompensa os que observam seus mandamentos e pune os que transgridem; Deus fará vir o Messias; Deus fará reviver os mortos.
As Festas Judaicas
As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:
Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná – é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

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ISLAMISMO

ASHHADU AN LÁ ILAHÁ ILLALLÁH

Lá Iláha Il`Allah Muhammad Raçul Allah

“NENHUM DEUS SENÃO ALLAH, E MAOMÉ SEU MENSAGEIRO”.

Esta é uma série de estudos sobre as matrizes religiosas mundiais. Não há objetivo de crítica ou análise mas tão somente alguns breves relatos sobre o grupo religioso para efeito de complemento de estudos.

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O Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como “maometanos”, mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorretamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. A palavra Islão significa “submissão”. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como mouros ou sarracenos.
Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Corão, ou Alcorão (Qur’an, a palavra árabe para livro). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Alá (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Jibreel (Gabriel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito, visto que o profeta era analfabeto. Além do Corão, as crenças e práticas do Islã baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé.
Uma vez que o Islã, à semelhança do judaísmo e do cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica.

MAOMÉ: Maomé, nasceu em 570, na cidade de Meca. Orfão muito cedo começou por trabalhar como pastor. Aos doze anos começa a conduzir caravanas de camelos. Aos vinte dirige as as caravanas de uma viuva rica, sua prima, com quem acabará por casar cinco anos depois. Por volta de 610, na caverna de Hira, perto de Meca, terá sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou a sua missão e ditou os primeiros versículos do Alcorão. Maomé abandona a sua profissão de mercador e começou a pregar.

Devido ás perseguições que era vítima, em 622, foi obrigado a refugiar-se em Medina. Maomé era então um famoso chefe religioso, mas também num poderoso de chefe político-militar. Em 63O conquista Meca, tornando-a no centro da nova religião. Funda então um Estado teocrático, que alargou rapidamente o seu domínio a um crescente número de tribos árabes. Quando morre, a 8 de Junho de 632, nos braços da sua mulher preferida, deixa unificadas política e religiosamente um grande número de tribos árabes, mobilizadas para uma guerra santa que as levará de conquista em conquista até à Península Ibérica.

Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa “submissão (a Deus)” e que é descrita em árabe como um “Deen”, o que significa “modo de vida” e/ou “religião”. Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam, que significa “paz”. Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa “vassalo” de Deus, e “aquele que se rendeu” ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objetivos pessoais de cada um.

2 – Crenças

O Islã ensina aos seus aderentes um certo número de crenças.

2.1 – Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com “Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso”. Deus descreve-se na Sura al-Ikhlas, (capítulo 112): diz: “Ele é Deus o único, Deus o eterno. Ele nunca causou nem foi causado. Não há nenhum que se lhe compare.”

2.2 – Profetas

O Islã ensina que Deus pode revelar a sua vontade à humanidade através de um anjo; esses recipiente da revelação são os chamados profetas. O Islão faz uma distinção entre “profetas” e “mensageiros”. Apesar de todos os mensageiros serem profetas, nem todos os profetas são mensageiros.
Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o ‘Último Mensageiro’, trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Corão. Mensageiros e profetas foram enviados a todas as nações e civilizações, e a cada mensageiro foi dado um livro para essas pessoas. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islã exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de ações erradas (ou mesmo testemunhar ações erradas sem falar contra elas), por vontade de Alá.

2.3 – O dia do julgamento

Outras crenças chave incluem o Dia do Julgamento, Céu e Inferno, os Anjos, os Jins (uma espécie de seres invisíveis), a existência de magia (a sua prática é estritamente proibida), o perigo do mau olhado (também proibido), e a misericórdia, a sabedoria e a força do todo-poderoso Deus. Céu, inferno e juízo final: Deus é soberano juiz, manda os bons para os céus (jardim de delícias, onde há leitos, bebidas que embriagam, carnes de pássaros, virgens adolescentes apaixonadas…) e os maus para o inferno (onde existe vento que queima, escuridão e fumaça).

2.4 – Práticas Pré-Islâmicas

Algumas crenças e comportamentos islâmicos são semelhantes a práticas pré-islâmicas nativas da Península Arábica – em particular a hajj e três de suas práticas associadas: circundar a Kaaba, beijar a Pedra Negra (conhecida também como Hajar el Aswad), e o apedrejamento do Diabo nas proximidades de Meca.

2.5 – Revelações do Corão

Os muçulmanos acreditam que o Corão foi revelado a Maomé quando Alá (Deus) enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou isto aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição. De acordo com a tradição islâmica, Maomé era analfabeto, as revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Maomé é considerado o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem que os profetas do Cristianismo Jesus e do Judaísmo Moisés (e possivelmente o Zoroastrianismo) e outras religiões antigas.

3 – Os seis elementos da crença

Há várias crenças partilhadas por todos os muçulmanos:
1 – Deus (em Árabe, Alá)
2 – Anjos
3 – Livros (enviados por Deus)
4 – Mensageiros (enviados por Deus)
5 – Dia do julgamento
6 – Autoridade Religiosa
Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islã é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islã. Isto é formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do Islã, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islã.
4- Os cinco deveres de cada muçulmano

Os cinco pilares do Islã são 5 deveres básicos de cada muçulmano:
1 – a recitação e aceitação do credo (Chahada)
2 – Reza diária (Salat ou Salah)
3 – pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah)
4 – observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam)
5 – azer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj)
Pelo menos uma seita de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o “sexto pilar do Islã”. Outros grupos consideram “A fidelidade ao Imam” o chamado sexto pilar do Islã.
Os seguintes grupos acham-se muçulmanos, mas não são considerados como tal pelos outros:
Os Ahmaddiya
Os Druzos
A Nação do Islão
Os Zikris
As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:

Fé Bahá’í
Sikhismo
Yazidi
Outros aspectos importantes da crença Islâmica não foram abordadas aqui, como é o caso do mês de Ramada,, a perigrinação a Meca, a questão dos jejuns, a questão da lei Islâmica para problemas nacionais. A questão do homem e mulher na cultura Islâmica, tal qual o judaísmo, deriva do respeito a seus livros sagrados. Sugiro uma leitura desses aspectos para um entendimento maior dessa religião.

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BUDISMO

Esta é uma série de estudos sobre as matrizes religiosas

Numa noite, há mais de 2.500 anos, um príncipe hindu abandonou seu rico palácio, sua esposa e seu filho para sair em busca de uma forma para superar o sofrimento humano. Nunca havia saído do palácio, porém um dia via, “a velhice, a doença e a morte”. Não entendendo por que as pessoas nunca haviam falado sobre esses aspectos da vida. Tomou uma decisão: Deixou toda sua família, pai, mãe, esposa e filho, peregrinou, jejuou e meditou durante sete anos, vivendo como um eremita, até encontrar o que procurava. Após 49 dias de meditação sentado sob um bo (uma figueira sagrada), na aldeia de Budgaia, no norte da Índia. Sidhartha recebeu uma iluminação Passou a ser conhecido como Buda ou “iluminado” e propagou suas descobertas por toda a Índia, dando origem a uma das religiões mais influentes do mundo.
O Budismo é uma religião e filosofia baseada nas suas escrituras e na tradição leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama, o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. Surgiu originalmente na Índia e de lá se espalhou através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e Japão. Hoje o Budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas. O que parece é que o Budismo foi uma resposta contrária ao sistema de Castas Hindu. Insatisfeito com o formalismo da religião Hindu e disposto a encontrar uma explicação para o sofrimento humano.
O sofrimento é causado pelo apego as coisas, e que só pode ser eliminado através da disciplina mental e de uma correta forma de vida. Buda dizia que o caminho da superação do sofrimento e da tristeza, é o “Caminho do meio”. A existência implicada sofrimento.

1 – As quatro verdades do Budismo

Dukkha ariya sacca
A primeira verdade nobre é a verdade nobre do sofrimento, insatisfação, mais precisamente, dukkha, que é uma das três marcas da existência. Ela quer dizer que a mente, tomada pela ignorância, não é capaz de dissociar a insatisfação da experiência sensorial.

Dukkha samudaya ariya sacca
O desejo (pelo prazer sensual, desejo pelo devir, desejo por não-devir) é a origem de dukkha, a segunda nobre verdade. Aqui é apresentado o motivo pelo qual a mente ignorante nunca está plenamente satisfeita: através dos sentidos, entra em contato com sons, aromas, sabores, sensações táteis e idéias, e adquire apego às sensações agradáveis e aversão às desagradáveis. Entretanto, como o mundo está em constante mutação, esse desejo nunca se satisfaz.

Dukkha nirodho ariya sacca
É através da compreensão do processo que causa a insatisfação que o desejo pode ser abandonado e assim alcançar a cessação da insatisfação, a terceira nobre verdade. Se a insatisfação surge porque a mente está constantemente projetando sua felicidade e sua tristeza na experiência sensorial, se esse condicionamento for eliminado é possível alcançar uma satisfação incondicionada.

Dukkha nirodha gamini patipada ariya sacca
A quarta verdade nobre é o caminho que conduz à cessação da insatisfação, ou seja, um conjunto de práticas que permitem reconhecer a verdadeira natureza da mente e sua relação com os sentidos, de forma que a experiência sensorial deixe de ser um aspecto condicionante da felicidade e tristeza, portanto eliminando a insatisfação em sua origem.

2 – O Nobre Caminho Óctuplo: é um conjunto de oito práticas que correspondem à quarta Verdade Nobre do Budismo. Essas oito práticas são:

1. Entendimento correto: “E o que é o entendimento correto? Compreensão do sofrimento, compreensão da origem do sofrimento, compreensão da cessação do sofrimento, compreensão do caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento. A isto se chama entendimento correto. “
2. Pensamento correto: “E o que é pensamento correto? O pensamento de renúncia, o pensamento de não má vontade, o pensamento de não crueldade. A isto se chama pensamento correto. “
3. Linguagem correta: “E o que é a linguagem correta? Abster-se da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem grosseira e da linguagem frívola. A isto se chama linguagem correta. “
4. Ação correta: “E o que é ação correta? Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria. A isto se chama de ação correta.”
5. Modo de vida correto: “E o que é modo de vida correto? Aqui um nobre discípulo, tendo abandonado o modo de vida incorreto, obtém o seu sustento através do modo de vida correto. A isto se chama modo de vida correto.”
6. Esforço correto: “E o que é esforço correto? Aqui, bhikkhus, um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. A isto se denomina esforço correto.”
7. Atenção plena correta: “E o que é atenção plena correta? Aqui, bhikkhus, um bhikkhu permanece focado no corpo como um corpo – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. Ele permanece focado nas sensações como sensações – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. Ele permanece focado na mente como mente – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. Ele permanece focado nos objetos mentais como objetos mentais – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. A isto se denomina atenção plena correta”
8. Concentração correta: “E o que é concentração correta? Aqui, bhikkhus, um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades não hábeis, entra e permanece no primeiro jhana, que é caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos do afastamento. Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que é caracterizado pela segurança interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos da concentração. Abandonando o êxtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que é caracterizado pela felicidade sem o êxtase, acompanhada pela atenção plena, plena consciência e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: ‘Ele permanece numa estada feliz, equânime e plenamente atento.’ (iv) Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a atenção plena e a equanimidade purificadas. A isto se denomina concentração correta..”

As Nobres verdades e o caminho óctuplo do Budismo são aspectos doutrinários chaves dessa religião, que surge como uma filosofia, não como religião. Possui variações em todos os países que se encontra: Budismo Tibetano.
Aqui no Brasil, lança outros aspectos sincréticos e toma novas formas, porém sem abandonar sua ligação com os “Dalai”.

2. Escrituras Sagradas:
A filosofia e doutrina budista estão registradas num conjunto de livros denominado Cânone. Escrita no idioma Pali, essa obra é conhecida como Tripitaka ou “três Cestos”.

3. O ciclo da vida e da morte

A filosofia budista acredita na existência de um ciclo ininterrupto de encarnações e desencarnações. Isso ocorre aqueles que estão presos às ilusões dos desejos.

COSMOGONIAS

A cosmologia budista considera que o universo é composto por vários sistemas mundiais, sendo que cada um destes possui um ciclo de nascimento, desenvolvimento e declínio que dura bilhões de anos.
Num sistema mundial existem seis reinos que por sua vez incluem vários níveis, num total de trinta e um.
O reino dos infernos situa-se na parte inferior. A concepção do inferno budista é diferente da concepção cristã, na medida em que o inferno não é um lugar de permanência eterna nem o renascimento nesse local é o resultado de um castigo divino; os seres que habitam no inferno libertam-se dele assim que o mau karma que os conduziu ali se esgota. Por outro lado, o budismo considera que existem não apenas infernos quentes, mas também infernos frios. Acima do reino dos infernos pelo lado esquerdo encontra-se o reino animal, o único dos vários reinos perceptível aos humanos e onde vivem as várias espécies.
Acima do reino dos infernos pelo lado direito encontra-se o mundo dos espíritos ávidos ou fantasmas (preta). Os seres que nele vivem sentem constantemente sede ou fome sem nunca terem estas necessidades saciadas. A arte budista representa os habitantes deste reino como tendo um estômago do tamanho de uma montanha e uma boca minúscula.
O reino seguinte é o dos Asura (termo traduzido como “Titãs” ou dos antideuses). Os seus habitantes ali nasceram em resultado de acções positivas realizadas com um sentimento de inveja e competição e vivem em guerra constante com os deuses.
O quinto reino é o dos seres humanos. É considerado como um reino de nascimento desejável, mas ao mesmo tempo difícil. A vida enquanto humano é vista como uma via intermédia nesta cosmologia, sendo caracterizada pela alternância das alegrias e dos sofrimentos, o que de acordo com a perspectiva budista favorece a tomada de consciência sobre a condição samsárica.
O último reino é o dos deuses (deva) e é composto por vários níveis ou residências. Nos níveis mais próximos do reino humano vivem seres que devido à prática de boas acções levam uma acção harmoniosa. Os níveis situados entre o vigésimo terceiro e o vigésimo sétimo são denominados como “Residências Ruras”, sendo habitadas por seres que se encontram perto de atingir a iluminação e não voltarão a renascer como humanos.

CARACTERÍSTICAS DO BUDISMO

Bodhisattva — Um ser iluminado que fez o voto de servir generosamente a todos os seres vivos com bondade amorosa e compaixão para aliviar sua dor e sofrimento e levá-los ao caminho da iluminação. Existem muitos Bodhisattvas, mas os mais populares no Budismo Chinês são os Bodhisattvas Avalokiteshvara, Kshitigarbha, Samantabhadra e Manjushri.

Bodhisattva Avalokiteshvara (Kuan Yin Pu Sa) — “Aquele que olha pelas lágrimas do mundo”. Este Bodhisattva oferece sua grande compaixão para a salvação dos seres. Os muitos olhos e mãos representados em suas várias imagens simbolizam as diferentes maneiras pelas quais todos os seres são ajudados, de acordo com suas necessidades individuais. Originalmente representado por uma figura masculina, Avalokiteshvara é, hoje em dia, geralmente caracterizado, na China, como uma mulher.

Bodhisattva Kshitigarbha (Guardião do Mundo) — Sempre usando um cajado com seis anéis, ele possui poderes sobre o inferno. Ele fez o grande voto de salvar os seres que ali sofrem.

Curvar-se em reverência — Este ato significa humildade e respeito. Os budistas se curvam em respeito ao Buda e aos Bodhisattvas e, também, para recordar-se das qualidades virtuosas que cada um deles representa.

Buda — Este é muito mais do que um simples nome. A raiz Budh significa “estar ciente ou completamente consciente de”. Um Buda é um ser totalmente iluminado.

Buda Shakyamuni (o fundador do Budismo) — Nasceu na Índia. Em busca da verdade, deixou sua casa e, disciplinando-se severamente, tornou-se um asceta. Finalmente, aos 35 anos, debaixo de uma árvore Bodhi, compreendeu que a maneira de libertar-se da cadeia de renascimento e morte era através de sabedoria e compaixão – o “caminho do meio”. Fundou sua comunidade, a qual tornou-se conhecida como Budismo.

Buda Amitabha (Buda da Luz e Vida Infinitas) — É associado com a Terra Pura do Ocidente, onde recebe seres cultivados que chamam por seu nome.

Bhaishajya Guru (O Buda da Medicina) — Cura todos os males, inclusive o mal da ignorância.

Buda Maitreya (O Buda Feliz) — É o Buda do Futuro. Depois de Shakyamuni ter se iluminado, ele é aguardado como sendo o próximo Buda.

Instrumentos do Dharma — Estes instrumentos são encontrados nos templos budistas e são utilizados por monges durante as cerimônias. O “peixe” de madeira é normalmente colocado à esquerda do altar, o gongo, à direita e o tambor e o sino, também à direita, porém um pouco mais distantes.

Incenso — É oferecido com respeito. O incenso aromático purifica não só a atmosfera, mas também a mente. Assim como sua fragrância alcança longas distâncias, bons atos também se espalham em benefício de todos.

Flor de Lótus — Pelo fato de brotar e se desenvolver em águas lamacentas e turvas e, ainda assim, manifestar delicadeza e fragrância, a Flor de Lótus é o símbolo da pureza. Também significa tranqüilidade e uma vida distinta e sagrada.

Mudra – Os gestos das mãos que geralmente se vêem nas representações do Buda, são chamados de “mudras”, os quais propiciam comunicação não-verbal. Cada mudra tem um significado específico. Por exemplo, as imagens do Buda Amitabha, normalmente, apresentam a mão direita erguida com o dedo indicador tocando o polegar e os outros três dedos estendidos para cima para simbolizar a busca da iluminação, enquanto a mão esquerda mostra um gesto similar, só que apontando para o chão, simbolizando a libertação de todos os seres sencientes. Nas imagens em que ele aparece sentado, ambas as mãos estão posicionadas à frente, abaixo da cintura, com as palmas voltadas para cima, uma contendo a outra, o que simboliza o estado de meditação. No entanto, se os dedos da mão direita estiverem apontando para baixo, isso simboliza o triunfo do Dharma sobre seres desencaminhados que relutam em aceitar o autêntico crescimento espiritual.

Oferendas — Oferendas são colocadas no altar budista pelos devotos. Fazer uma oferenda permite que reflitamos sobre a vida, confirmando as leis de reciprocidade e interdependência. Objetos concretos podem ser ofertados em abundância, no entanto, a mais perfeita oferenda é um coração honesto e sincero.

Suástica — Foi um símbolo auspicioso na Índia antiga, Pérsia e Grécia, simbolizando o sol, o relâmpago, o fogo e o fluxo da água. Este símbolo foi usado pelos budistas por mais de dois mil anos para representar a virtude, a bondade e a pureza do “insight” de Buda em relação ao alcance da iluminação. (Neste século, Hitler escolheu este símbolo para seu Terceiro Reich, mas inverteu sua direção, o denominou “Suástica” e o usou para simbolizar a superioridade da raça ariana.)

Fo Tzu (Pérolas de Buda) —

Também conhecido como rosário budista. É um instrumento usado para controlar o número de vezes que se recita os nomes sagrados do Buda, dos Bodhisattvas ou para recitar mantras. Se usado com devoção no coração, ajuda-nos a limpar nossa mente ilusória, purifica nossos pensamentos e ainda resgata nossa original e imaculada Face Verdadeira. São constituídos de contas que podem ser de diferentes tipos: sementes de árvore Bodhi, âmbar, cristal, olho de tigre, ametista, coral, quartzo rosa, jade, entre outros.

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DIRIVAÇÕES DO BUDISMO

Igreja Messiânica Mundial: Fundada em 1926 por Mokit Okada que adotou o nome de Meish-Sama, foi proibida pelo governo japonês, só podendo voltar a funcionar em 1945; é a religião do Johrei (purificação do espírito) ou da “oração em ação”. Pregam o princípio que a “verdade, a virtude e a beleza trazem saúde trazem saúde, prosperidadee paz”. E de que o “homem não deve buscar a salvação apenas para si próprio para ser feliz, ele tem de pensar em construir também a felicidade alheia”.

Perfect Liberty: Fundada em 1920 por Tokuharu Miki, essa igreja foi proibida também pelo governo Japonês, por ser antibelecista, retomam sua pregação em 1946 , pedindo paz mundial. A eliminação do egoísmo e do apego as coisas materiais e a tolerância religiosa, e sua doutrina baseia-se em 21 “preceitos de comportamentos”, inspirado na filosofia zen-budista.

Seicho-no-Iê. Fundada no Japão, em 1930, por Masaharau Taniguchi, é uma religião do otimismo, que prega a integração de todas as religiões e afirma que Deus está presente dentro do coração do homem. Procura mostrar o caminho para a felicidade através da harmonia consigo mesmo e coma sociedade em que vive, e visa a aumentar no indivíduo a consciência de que ele possui potencialidades infinitas; seus princípios básicos são o respeito aos pais, a adoração a Deus e a gratidão no recebimento dos bens.

OUTROS GRUPOS:
Zen-Budismo:
Laimaísmo:
Nitiren Shoshu:

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HINDUÍSMO

A VERDADE ETERNA

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE AS MATRIZES RELIGIOSAS

O nome Hinduísmo foi dado no século XIX ao conjunto de religiões existentes na índia. A palavra provém do persa hindu, em sânscrito, shindhu, significa rio, e refere-se às pessoas que viviam no vale do Indo. Também significa Indiano. Segundo a visão que tem de si, o hinduísmo não possui origem: É o caminho eterno que segue as regras e exigências básicas da ordem cósmicas à medida que passa por ciclos infinitos.
A casta social onde o indivíduo nasce é, portanto, indicação de seu status espiritual. Almeja-se a libertação do ciclo de reencarnações em várias formas, animais e humanas. Sua posição é determinada pelo Karma.O ascetismo e a disciplina da ioga são praticados com o intuito de atingir essa libertação.
Não existe um cânone definido de livros sagrados. Os quatro Vedas, são os mais antigos textos literários sânscritos conhecidos do período bramânico, são 1.200 hinos e magias sacrificiais compilados de uma antiga tradição oral e dirigidos a várias divindades, como as do fogo e do vento.
Para o homem comum, o hinduísmo significa também a observação cuidadosa de regras quanto ao casamento, alimentação, peregrinação a rios e lugares sagrados, participação e adoração nos templos sagrados em cada aldeia.
Em muitos séculos o Hinduísmo produziu várias reformas que produziram outros movimentos como é o caso do Budismo. As modernas condições sociais e culturais trouxeram mudanças no sistema de castas e ainda no status social das mulheres.
O mais velho deles, O Rig Veda, remonta 1.200 a.C.; O quarto livro, o Atharva Veda, data de 900 a.C. e consiste principalmente em fórmulas e encantamentos; os Brahmanas, associados aos Vedas, são instruções rituais. Em outro momento deu-se origem a trabalhos filosóficos como os Aranyakas, ou livros da floresta e mais tarde, os Upanixades. Entre esses existe um poema famoso que é o mahabharata, um relato das guerras da casa de Bharata. Nele há uma seção chamada Bhagavad Gita, “ A canção do Senhor”, poema famoso pelo diálogo de Krishna, um dos avatares de Vishnu, e seu auriga, Arjuna.
1 – Deuses e Castas
A sociedade foi dividida em quatro grandes grupos, denominados varnas (castas), com direitos, deveres, previlégios e práticas religiosas diferenciados. De acordo com o hinduísmo os Varnas passaram existir na criação do mundo.

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BRAHMA

É o primeiro deus da trindade Hindu.

Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.

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SHIVA – O destruidor

Shiva é o terceiro deus da trindade Hindu; ou trimirti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes. Tem mais de mil nomes, como (Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo. Ele é o criador e é o destruidor e preservador, e normalmente é retratado em três faces: Duas opostas, como machoe fêmea, grande iogue e chefe de família diligente, ou Bhairava, o destruidor, e a terceira, serena e pacífica, as reconcilia.

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MAHADEVI – A deusa mãe

Manifesta-se tanto como consorte das principais divindaes masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas, como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por toda a India a muitos templos erguidos a essas deusas.

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VISHNU – O preservador

“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
Além das divindades principais, Shiva, Brahma e as deusas, há numerosas outras que ocupam importantes posições no panteão hindu.
Surya (o deus do sol), Agni (o deus do fogo), Indra (o deus da guerra), Vayu (o deus do vento), Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha, o javali, provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais. Três dos deuses importantes: Hanuman (o deus macaco) e os dois filhos de Shiva e Parvati: Ganeshi (o deus da cabeça de elefante e o jovial Kartkeyya.

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GANESH

Filho de Shiva, Com cabeça de elefante, É talvez o Deus mais popular. É sábio, ponderado e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar o seu êxito.

Matsia: O Peixe de Chifres que representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.
Curma: A tartaruga. È o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois doDilúvio para recuperar os tesouros.
Varaa: O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo, tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.
Narasima: O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio até ao crespúsculo.
Vamana: O Anão, É outro avatar que se tornou num gigante para frustrar um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
Parasurama: Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
Rama: O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo. Rama representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão.
Krishna: O avatar mais importante de Vishnu, Foi um Deus-Herói amado pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.
Lacshimi: Mulher de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.
Sita: Mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lacshimi. Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.
Hanuman: O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal.
Garuda: Vishnu aparece montado em Garuda, É uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo, Ágni.

OS QUATRO ESTÁGIOS DA VIDA:

Segundo a tradição hindu,a vida do homem está dividida em quatro estágios, denominados Ashramas.
Bramacarya: É o estágio da juventude.
Gnhastha: Fase adulta, em que assume o papel de chefe de família.
Vanaprastha: É o estágio do homem idoso
Samnyasin: nesta fase, indivíduo deve renunciar ao mundo.
Esses, são aspectos importantes na doutrina Hindu. Evidentemente, ainda há tantos outros aspectos doutrinários filosóficos. Dentro do Hinduísmo surgem muitas outras religiões como o Jainismo, é importante uma pesquisa sobre esse aspecto para que as informações não fiquem superficiais.

DERIVAÇÕES DO HINDUÍSMO

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL: Fundada na índia, em 1958, por Maharishi Meheresh Yogi, conta hoje com uns 3 milhões de adeptos no mundo. É uma técnica de relaxamento que visa a eliminar o stress e a tensão atingindo-se o chamado estado de consciência pura. Repetindo mentalmente um mantra (fórmula ritual). O mediante esvazia a mente de forma a atingir o nível mais abstrato da atividade mental.
HARE KRISHNA: Fundada na ìndia em 1986 por Caitanya Mahapraphu e trazida para o Ocidente em 1966 por Bhaktivedanta Suami Prabhupada, considerada Krishina como deus único, criador universal e última morada do espírito, propondo técnicas de Bhakti-ioga (ioga da devoção) como o caminho que permitirá ao fiel integrar-se em sua verdade absoluta.
Teosofia: Fundada em 1875, em Nova Iorque, por Madame Helena Petrovna Blavatsky e Henry Steel Olcott e levada adiante por Besant – Propõe um tipo de meditação que faz a síntese de ensinamentos hinduístas e budistas, em 1913, a seção alemã da Sociedade Teósofica, dirigida por Rudolf Steiner, rompeu com Besant, por não concordar com a atribuição de um papel fundamental a Jesus Cristo na evolução espiritual da humanidade, e criou a Sociedade Antroposófica.

OUTROS GRUPOS

Missão Ramakrishina:
Krishnamurti:
Rajnish:

VER TAMBÉM OUTRO POST CONTINUAÇÃO DO ASUNTO HINDUÍSMO:

WWW.joaobosco.wordpress.com/2008/04/12/outros-deuses-…o-o-om-sagrado/

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ESTA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE MATRIZES RELIGIOSAS

PARA AQUELES QUE DESEJAM ESTUDAR, COMPREENDER OU SABER UM POUCO MAIS SOBRE AS RELIGIÕES DO MUNDO

Este fragmento faz parte de uma apostila que preparei para a disciplina de Religiões Comparadas. (Se não tiver interesse em ler…passe para o próximo post)

Dentro do estudo das Matrizes Afro optamos em discutir sobre o Candomblé por ser a religião afro mais influente no Brasil.
Na última década o Candomblé cresceu e a Umbanda encolheu. Principais religiões africanas trazidas pelos escravos ao Brasil, de acordo com o Censo de 2000, eles têm 571,3 mil praticantes no total, o que corresponde a 3% da população.
Um dos principais motivos para a diminuição do número de Umbandistas, segundo estudiosos, seria o avanço pentecostal na mesma área em que a Umbanda atua. Durante décadas, as religiões afro-brasileiras foram um mundo à parte, fechado, dentro da cultura brasileira. A partir da metade do século 20, elas ganharam relevância nos livros, como Jorge Amado, e nas canções da bossa nova, cultuada pela classe média.
UMBANDA: Religião brasileira nascida no Rio de Janeiro, na década de 1920, a partir da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. Suas raízes se encontram em duas religiões trazidas da África pelos escravos: A Cabula, dos bantos, e o Candomblé, da nação nagô.
A Umbanda considera o universo povoado por entidades espirituais, os guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado (o médium), que os incorpora. Tais guias se apresentam por meio de figuras como o caboclo, o preto-velho e a pomba jira. Os elementos africanos misturam-se aos elementos católicos. Outras influências é o espiritismo Kardecista.

CANDOMBLÉ:

Os escravos da África Ocidental entre os séculos 16 e 19 trouxeram o candomblé para o Brasil. A religião sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que a consideravam feitiçaria. Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram às perseguições, os adeptos passaram a a associar os orixás aos santos católicos.
Esse fenômeno é conhecido como sincretismo religioso, ou seja, uma mistura de elementos de diferentes crenças.
Quem gosta de cachaça é o Exu. Quem veste branco é Oxalá. Quem recebe oferenda em alguidares são Orixás.
As divindades tem defeitos humanos: Em qualquer terreiro, a entrada dos orixás na festa que segue sempre a mesma seqüência da ordem do xirê. Depois de despachar Exu, o primeiro a entrar na roda é Ogum, seguindo Oxossi, Obaluaiê, Ossain, Oxumaré, Xangô, Oxum, Iansã, Nana, Iemanjá e Oxalá.
Segundo a tradição, os Deuses do Candomblé, tem origem nos ancestrais dos clãns africanos, divinizados h´amais de 5.000 anos. Acredita-se quem tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as forças da natureza, ou que trouxeram para o grupo os conhecimentos básicos para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na cura de doenças e a fabricação de ferramentas.
Os Orixás estão longe de parecer com os santos cristãos Católicos. Ao contrário, as divindades do Candomblé tem características muito humanas: São vaidosos, temperamentais, briguentos, fortes, maternais ou ciumentos. Em fim, tem personalidades próprias. Cada traço a personalidade é associado a um elemento da natureza: A fogo, o ar, a água e a terra, as florestas e os instrumentos de ferro. Nesse texto apresentaremos alguns aspectos dos orixás e práticas do Candomblé. Segundo o candomblé, cada pessoa pertence a um deus determinado, que é o senhor de sua cabeça e mente e de quem herda características físicas e de personalidade. É prerrogativa religiosa do pai ou mãe-de-santo descobrir esta origem mítica através do jogo de búzios. Esse conhecimento é absolutamente imperativo no processo de iniciação de novos devotos e mesmo para se fazerem previsões do futuro para os clientes e resolver seus problemas.
Embora na África haja registro de culto a cerca de 400 orixás, apenas duas dezenas deles sobreviveram no Brasil. A cada um destes cabe o papel de reger e controlar forças da natureza e aspectos do mundo, da sociedade e da pessoa humana. Cada um tem suas próprias características, elementos naturais, cores simbólicas, vestuário, músicas, alimentos, bebidas, além de se caracterizar por ênfase em certos traços de personalidade, desejos, defeitos, etc.
Nenhum orixá é nem inteiramente bom, nem inteiramente mau. Noções ocidentais de bem e mal estão ausentes da religião dos orixás no Brasil. E os devotos acreditam que os homens e mulheres herdam muitos dos atributos de personalidade de seus orixás, de modo que em muitas situações a conduta de alguém pode ser espelhada em passagens míticas que relatam as aventuras dos orixás. Isto evidentemente legitima, aos olhos da comunidade de culto, tanto as realizações como as faltas de cada um.
De fato, o seguidor do candomblé pode simplesmente tomar os atributos do seu orixá como se fossem os seus próprios e tentar se parecer com ele, ou reconhecer através dos atributos da divindade bases que justificam sua conduta. Os padrões apresentados pelos mitos dos orixás podem assim ser usados como modelo a ser seguido, ou como validação social para um modo de conduta já presente. Um iniciado pode, ao familiarizar-se com seus estereótipos míticos, identificar-se com eles e reforçar certos comportamento, ou simplesmente chamar a atenção dos demais para este ou aquele traço que sela sua identidade mítica. Mudar ou não o comportamento não é importante; o que conta é sentir-se próximo do modelo divino.
Além de seu orixá dono da cabeça, acredita-se que cada pessoa tem um segundo orixá, que actua como uma divindade associada (juntó) que complementa o primeiro. Diz-se, por exemplo: “sou filho de Oxalá e Iemanjá”. Geralmente, se o primeiro é masculino, o segundo é feminino, e vice-versa, como se cada um tivesse pai e mãe. A segunda divindade tem papel importante na definição do comportamento, permitindo opera-se com combinações muito ricas.
Como cada orixá particular da pessoa deriva de uma qualidade do orixá geral, que pode ser o orixá em idade jovem ou já idoso, ou o orixá em tempo de paz ou de guerra, como rei ou como súdito etc. etc., a variações que servem como modelos são quase inesgotáveis. Às vezes, quando certas características incontestáveis de um orixá não se ajustam a uma pessoa tida como seu filho, não é invulgar nos meios do candomblé duvidar-se daquela filiação, suspeitando-se que aquele iniciado está com o “santo errado”, ou seja, mal identificado pela mãe ou pai-de-santo responsável pela iniciação. Neste caso, o verdadeiro orixá tem que ser descoberto e o processo de iniciação reordenado. Pode acontecer também a suspeita de que o santo está certo, mas que certas passagens míticas de sua biografia, que explicariam aqueles comportamentos, estão perdidas.
No candomblé sempre se tem a ideia de que parte do conhecimento mítico e ritual foi perdido na transposição da África para o Brasil, e de que em algum lugar existe uma verdade perdida, um conhecimento esquecido, uma revelação escondida. Pode-se mudar de santo, ou encetar interminável busca deste conhecimento “em falta”, busca que vai de terreiro em terreiro, de cidade em cidade, na rota final para Salvador — reconhecidamente o grande centro do conhecimento sacerdotal, do axé —, e às vezes até a África e não raro à mera etnografia académica. Reconhece-se que falta alguma coisa que precisa ser recuperada, completada. A construção da religião, de seus deuses, símbolos e significados estará sempre longe de ter se completado. Os seguidores, evidentemente, nunca se dão conta disso.
O candomblé opera em um contexto ético no qual a noção Judaico-Cristã de pecado não faz sentido. A diferença entre o bem e o mal depende basicamente da relação entre o seguidor e seu deus pessoal, o orixá. Não há um sistema de moralidade referido ao bem-estar da colectividade humana, pautando-se o que é certo ou errado na relação entre cada indivíduo e seu orixá particular. A ênfase do candomblé está no rito e na iniciação, que, como se viu brevemente, é quase interminável, gradual e secreta.
O culto demanda sacrifício de sangue animal, oferta de alimentos e vários ingredientes. A carne dos animais abatidos nos sacrifícios votivos é comida pelos membros da comunidade religiosa, enquanto o sangue e certas partes dos animais, como patas e cabeça, órgãos internos e costelas, são oferecidas aos orixás. Somente iniciados têm acesso a estas cerimónias, conduzidas em espaços privativos denominados quartos-de-santo.
Uma vez que o aprendizado religioso sempre se dá longe dos olhos do público, a religião acaba por se recobrir de uma aura de sombras e mistérios, embora todas as danças, que são o ponto alto das celebrações, ocorram sempre no barracão, que é o espaço aberto ao público. As celebrações de barracão, os toques, consistem numa sequência de danças, em que, um por um, são honrados todos os orixás, cada um se manifestando no corpo de seus filhos e filhas, sendo vestidos com roupas de cores específicas, usando nas mãos ferramentas e objectos particulares a cada um deles, expressando-se em gestos e passos que reproduzem simbolicamente cenas de suas biografias míticas.
Essa sequência de música e dança, sempre ao som dos tambores (chamados rum, rumpi e lé) é designada Xirê, que em iorubá significa “vamos dançar”. O lado público do candomblé é sempre festivo, bonito, esplendoroso, esteticamente exagerado para os padrões europeus e extrovertido.
Para o grande público, desatento para o difícil lado da iniciação, o candomblé é visto como um grande palco em que se reproduzem tradições Afro-Brasileira igualmente presentes, em menor grau, em outras esferas da cultura, como a música e a escola de samba. Para o não iniciado, dificilmente se concebe que a cerimónia de celebração no candomblé seja algo mais que um eterno dançar dos deuses africanos.

OS DOZE ORIXÁS MAIS CULTUADOS NO BRASIL

Cada um deles tem seu símbolo, o seu dia da semana. Suas vestimentas e cores próprias. Como os homens são temperamentais.
Suas vestimentas são sempre muito ricas de cores.

EXU
Orixá mensageiro entre os homens e os deuses, guardião da porta da rua e das encruzilhadas. Só através dele é possível invocar os Orixás.
Elemento: Fogo
Personalidade: Atrevido, agressivo
Símbolo: Ogô (um bastão adornado com cabaças e búzios).
Dia da semana: Segunda-Feira
Colar: Vermelhoe preto
Roupa: Vermelha e preta
Sacrifício: Bode e galo preto
Oferendas: Farofa com dendê, feijão, inhame, água, mel e aguardente.

OXÓSSI
Deus da caça. É o grande patrono do Candomblé brasileiro.
Elemento: Florestas
Personalidade: Intuitivo e emotivo
Símbolo: Rabo de cavalo e chifre de boi
Dia da semana: Quinta-feira
Colar: Azul claro
Roupa: Azul ou verde claro
Sacrifícios: Galo ou bode avermelhado e porco.
Oferendas: Milho branco e amarelo, peixe de escamas, arroz, feijão e abóbora

OXUM
Deusa das águas doces (rios, fontes e lagos). É também deusa do ouro, da fecundidade do jogo de búzios e do amor.
Elemento: Água
Personalidade: Maternal e tranqüila
Símbolo: Abebê (leque espelhado)
Dia da semana: Sábado
Colar: Amarelo ouro
Roupa: Amarelo ouro
Sacrifício: Cabra, galinha, pomba
Oferendas: Milho branco, Xinxim de galinha, ovos, peixes de água doce.

OBALUAÊ
Deus da peste, das doenças da pele e, atualmente da AIDS. É o médico dos pobres.
Elemento: Terra
Personalidade: Tímido e vingativo
Símbolo: Xaxará (feixe de palha e búzios)
Dia da semana: Segunda-feira
Colar: Preto e vermelho, ou vermelho, branco e preto.
Roupa: Vermelha e preta coberta de palha
Sacrifício: Galo, pato, bode e porco
Oferendas: Pipoca, feijão e milho, com muito dendê.

IANSÃ
Deusa dos ventos e das tempestades. É a senhora dos raios e dona das alma dos mortos.
Elemento: Fogo
Personalidade: Impulsiva e imprevisível
Símbolo: Espada e rabo de cavalo (representa a realeza)
Dia da semana: Quarta-feira
Colar: Vermelho ou marrom escuro
Roupa: Vermelha
Sacrifício: Cabra e galinha
Oferendas: Milho branco, arroz, feijão e acarajé.

OSSAIM
Deus das folhas e ervas medicinais. Conhece seus usas e palvras mágicas (ofós) que despertam seus poderes
Elemento: Matas
Personalidade: Instável e emotivo
Símbolo: Lança com pássaros na forma de leque e feixes de folhas
Dia da semana: Quinta-feira
Colar: Branco rajado de verde
Sacrifício: Galo e carneiro
Oferendas: Feijão, arroz, milho vermelho e farofa de dendê.

OXUMARÉ
Deus da chuva e do arco-iris. É ao mesmo, de natureza masculina e feminina. Transporta a água entre o céu e a terra.
Elemento: Água
Personalidae: Sensível e tranqüilo
Símbolo: Cobra de metal
Dia da semana: Quinta-feira
Colar: Amarelo verde
Roupa: Azul claro e verde claro
Sacrifício: Bode, galo, tatu
Oferendas: Milho branco, acarajé, coco, mel, inhame e feijão com ovos.

XANGÔ
Deus do fogo e do trovão. Diz a tradição que foi rei de oyó, cidade da Nigéria. É viril, violento e justiceiro. Castiga os mentirosos e protege advogados e juízes.
Elemento: Fogo
Personalidade: Atrevido e prepotente
Símbolo: Machado duplo (oxé)
Dia da semana: Quarta feira
Colar: Branco
Roupa: Branca e vermelha, com coroa de latão
Sacrifício: Galo, pato, carneiro e cágado
Oferendas: Amalá (quiabo com camarão seco e dendê).

NANÃ
Deusa da lama e do fundo dos rios, associada à fertilidade, à doença e a morte. É a orixá mais velha de todos e, por isso, muito respeitada.
Elemento: Terra
Personalidade: Vingativa e mascarada
Símbolo: Ibiri (cetro de palha e búzios)
Dia da semana: Sábado
Colar: Branco,azul e vermelho
Roupa: Branco e azul
Sacrifício: Cabra e galinha
Oferendas: Milho branco, arroz, feijão, mel e dendê.

IEMANJÁ
Considerada deusa dos mares e oceanos. É a mãe de todos os Orixás e representada com seus seios volumosos , simbolizando a maternidade e a fecundidade.
Elemento: Água
Personalidade: Maternal e tranqüila
Símbolo: Leque e espada
Dia da semana: Sábado
Colar: Transparente verde ou azul claro
Roupa: Branco e azul
Sacrifício: Porco, cabra e galinha
Oferendas: Peixes do mar, arroz, milho, camarão com coco.

OXALÁ
Deus da criação. É o Orixá que criou os homens. Obstinado e independente, é representado de duas maneiras: Oxaguiã, jovem, o Oxalufã, velho.
Elemento: Ar
Personalidade: Equilibrado e tolerante
Símbolo: Oparoxó (cajado de alumínio com adornos)
Dia da semana: Sexta-feira
Colar: Branco
Roupa: Branca
Sacrifício: Cabra, galinha, pomba, pata e caracol.
Oferendas: Arroz, milho branco e massa de inhame.

OGUM
Deus da guerra, do fogo e da tecnologia. No Brasil é conhecido como deus guerreiro. Sabe trabalhar com metal e, sem sua proteção, o trabalho não pode ser proveitoso.
Elemento: Ferro
Símbolo: Espada
Personalidade: Impaciente e obstinado
Dia da semana: Terça-feira
Colar: Azul marinho
Roupa: Azul, verde escuro, vermelho ou amarelo/
Sacrifício: Galo e bode avermelhados – Oferendas: Feijoada, xinxim e inhame.

O SINCRETISMO DOS ORIXÁS E OS SANTOS CATÓLICOS NO BRASIL


ORIXÁS ATRIBUTOS CATOLICISMO

OXALÁ O mais elevado dos deuses iorubás Nosso Senhor do Bonfim.
OGUM Deus dos guerreiros Santo Antônio na Bahia e São Jorge no Rio de Janeiro
XANGÔ Deus do trovão São Jerônimo
OXUM Deusa das águas doces e do amor Nossa Senhora das Candeias, na Bahia e Nossa Senhora dos Prazeres em Recife.
OIÁ-IANSÃ Deus dos caçadores São Jorge na Bahia e São Sebastião no Rio de Janeiro
IEMANJÁ Deusa dos mares e oceanos Nossa Senhora da Imaculada Conceição
OBALUAÊ/OMULU Deus da varíola e das doenças São Lázaro e São Roque, na Bahia São Sebastião, no Recife e Rio de Janeiro
OXUMARÉ Deus da chuva e do arco iris São Bartolomeu
EXU Mensageiro e guardião dos templos, das casas e das pessoas. Diabo
OSSAIM Divindade das plantas medicinais e litúrgicas Santa Catarina
OBÁ Deusa dos rios Sant’ Ana (Nossa Senhora Santana)
LOGUM EDÉ Deusa da lama Santo Expedito
IBEJIS Deuses da alegria São Cosme e Damião
OLUDUMARÉ Criador dos Orixás Nenhum culto, ou santo é lhe destinado.