Area: Epistemologia

Abordagem: Existencialismo

Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor. Camus foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1957 "por sua importante produção literária, que, com seriedade lúcida ilumina os problemas da consciência humana em nossos tempos".

Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Camus foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1957 “por sua importante produção literária, que, com seriedade lúcida ilumina os problemas da consciência humana em nossos tempos”.

Como temos consciencia, sentimos que a vida tem sentido. Mas sabemos que o universo como um todo nao tem sentido. Para vivermos bem, precisamos superar essa contradição Nossa vida é uma contradição.Podemos fazer isso aceitando a falta de sentido na existencia.

Embora pareça uma visão pessimista, Camus acredita que ao adotarmos essa ideia nos habilitarmos a viver tão plenamente quanto possivel. O absurdo para Camus é o sentimento que experimentamos ao reconhecer que os sentidos conferidos a vida nao existem para alem da nossa propria consciençia.

Camus explorou o significado de viver a luz dessa contradição Ele afirmou que para chegar a posição de poder viver plenamente, temos antes de aceitaro fato de que a vida e sem sentido e absurda.

QUESTÕES

1 – Segundo o texto e a aula apresentada, como voce compreendeu essa contradição apresentada por Camus?

A BANALIDADE DO MAL

Publicado: novembro 26, 2014 em FILOSOFIA
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A autora de origem judia, perseguida pelo regime de Adolf Hitler, construiu uma obra fundamental para a compreensão da política e da condição humana. Nascida em Hannover, na Alemanha, em 14 de outubro de 1906, de origem judaica, foi batizada como Johanna Arendt. Tendo perdido o pai com sete anos incompletos, mostrou-se precoce ao tentar consolar sua mãe, Martha Arendt: "Pense - isso acontece com muitas mulheres", teria dito a menina, para espanto da viúva. Recebeu da mãe, que tinha simpatia por ideias da social-democracia, uma educação marcadamente liberal. Ainda na adolescência, teve contato com a obra de Kant. Aos dezessete anos, abandonou a escola por questões disciplinares. Transferiu-se para Berlim, onde estudou teologia e a filosofia do dinamarquês Soren Kierkegaard. Em 1924, passou a frequentar a universidade de Marburg. Ali permaneceu um ano, durante o qual assistiu aulas de Filosofia com Martin Heidegger - com quem manteve, em seguida, um relacionamento amoroso complicado - e Nicolai Hartmann; teologia protestante com Rudolf Bultmann; e grego. Arendt formou-se em Filosofia em Heidelberg. Em 1929, época da recessão mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Arendt mudouse para Berlim, com uma bolsa de estudos. Com a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, ela foi para a capital francesa, onde conheceu grandes intelectuais, a exemplo do filósofo e escritor Walter Benjamin. Na ocasião, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma tradicional família de banqueiros. Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando o governo da França cooperou com os invasores alemães, a judia Hannah foi mandada a um campo de concentração, como "estrangeira suspeita". Todavia, conseguiu fugir para Nova York, onde chegou em 1941. Exilada e apátrida (perdeu a nacionalidade alemã), permaneceu dez anos sem direitos políticos, obtendo a cidadania estadunidense em 1951. Nos Estados Unidos, Hannah trabalhou em várias organizações judaicas e editoras, como a Schoken Books, tendo escrito também para o periódico Weekly Aufba. Naquele país, ela desenvolveu efetivamente sua carreira acadêmica, contratada em 1963 pela Universidade de Chicago. No ano seguinte, entraria para a American Academy of Arts and Letters. Em Chicago, Arendt foi professora até 1967, quando se transferiu para Nova York, dando aulas na New School of Social Research. Faleceu em 4 de dezembro de 1975.

A autora de origem judia, perseguida pelo regime de Adolf Hitler, construiu uma obra fundamental para a compreensão da política e da condição humana. Nascida em Hannover, na Alemanha, em 14 de outubro de 1906, de origem judaica, foi batizada como Johanna Arendt. Tendo perdido o pai com sete anos incompletos, mostrou-se precoce ao tentar consolar sua mãe, Martha Arendt: “Pense – isso acontece com muitas mulheres”, teria dito a menina, para espanto da viúva. Recebeu da mãe, que tinha simpatia por ideias da social-democracia, uma educação marcadamente liberal. Ainda na adolescência, teve contato com a obra de Kant. Aos dezessete anos, abandonou a escola por questões disciplinares. Transferiu-se para Berlim, onde estudou teologia e a filosofia do dinamarquês Soren Kierkegaard. Em 1924, passou a frequentar a universidade de Marburg. Ali permaneceu um ano, durante o qual assistiu aulas de Filosofia com Martin Heidegger – com quem manteve, em seguida, um relacionamento amoroso complicado – e Nicolai Hartmann; teologia protestante com Rudolf Bultmann; e grego. Arendt formou-se em Filosofia em Heidelberg.
Em 1929, época da recessão mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Arendt mudouse para Berlim, com uma bolsa de estudos. Com a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, ela foi para a capital francesa, onde conheceu grandes intelectuais, a exemplo do filósofo e escritor Walter Benjamin. Na ocasião, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma tradicional família de banqueiros.
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando o governo da França cooperou com os invasores alemães, a judia Hannah foi mandada a um campo de concentração, como “estrangeira suspeita”. Todavia, conseguiu fugir para Nova York, onde chegou em 1941.
Exilada e apátrida (perdeu a nacionalidade alemã), permaneceu dez anos sem direitos políticos, obtendo a cidadania estadunidense em 1951. Nos Estados Unidos, Hannah trabalhou em várias organizações judaicas e editoras, como a Schoken Books, tendo escrito também para o periódico Weekly Aufba. Naquele país, ela desenvolveu efetivamente sua carreira acadêmica, contratada em 1963 pela Universidade de Chicago. No ano seguinte, entraria para a American Academy of Arts and Letters. Em Chicago, Arendt foi professora até 1967, quando se transferiu para Nova York, dando aulas na New School of Social Research. Faleceu em 4 de dezembro de 1975.

Apesar de, ao longo de sua vida, ter sido avessa ao rótulo de “filósofa”, Arendt segue sendo estudada como filósofa influente, em decorrência também de suas discussões críticas de pensadores clássicos da Filosofia, tais como Platão, Aristóteles, Sócrates e Santo Agostinho, sem falar em importantes representantes da filosofia moderna, como Immanuel Kant, a Martin Heidegger, Nicolau Maquiavel, Charles de Montesquieu e Karl Jaspers. Foi precisamente devido a sua independência de pensamento, seus estudos no campo da filosofia existencial, sua abrangente teoria sobre o surgimento do totalitarismo e sua decidida atuação em favor da liberdade no âmbito da discussão política, que Arendt assegurou a posição central que ocupa nos debates contemporâneos.

Arendt chegou a conclusão que o mal nao provém da malevolencia ou do desejo de fazer o mal. Em vez disso, ela sugeriu, as razões pelas quais as pessoas agem de certa maneira é que elas sucumbem a falhas de pensamento e julgamentos. Sistemas politicos opressores são capazes de tirar vanjtagem de nossa tendencia para tais falhas possibilitando que pareçam normais certos atos possivelmente considerados “impensáveis.”

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Questóes

1- Diante das frases em negrito escreva sua impressão sobre o assunto, podendo para isso enxergar seu dia-a-dia e a banalidade do mal.

Area: Filosofia politica

Abordagem: Feminismo

Igaray afirma que cada sexo tem sua própria relação com o desejo e como resultante, cada sexo tem uma relação com a loucura. Isso poe em duvida uma longa tradição de identificar a masculinidade com a racionalidade e a feminilidade com a irracionalidade.

Luce Irigaray é uma filósofa e feminista belga. Destaca-se no estudo do feminismo francês contemporâneo e em filosofia européia. É uma pensadora interdisciplinar cujos trabalhos se dividem entre filosofia, psicanálise e linguística. Obteve um mestrado da Universidade de Louvain em 1955. Lecionou no ensino médio em Bruxelas de 1956 a 1959. No início da década de 1960 mudou-se para a França, onde obteve o mestrado em Psicologia junto à Universiade de Paris em 1961. No ano seguinte diplomou-se em Psicopatologia. Retornou à Bélgica onde trabalhou para a Fondation Nationale de la Recherche Scientifique (FNRS), de 1962 a 1964, após o que passou a trabalhar como Assistente de Pesquisa junto ao Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) em Paris, vindo a se tornar Diretora de Pesquisas. Ainda na década de 1960 participou de seminários psicanalíticos de Jacques Lacan, com quem estudou análise. Em 1968 alcançou um doutorado em Linguística. De 1970 a 1974 lecionou na Universidade de Vincennes. Nesta fase, Irigaray foi membro da École Freudienne de Paris, dirigida por Lacan. Em 1969 dedicou-se à análise de Antionette Fouque, uma líder do Movimento de Liberação Feminina da época. Sem se ligar a qualquer grupo feminista, envolveu-se na demonstração de medidas anticoncepcionais e na defesa dos direitos de aborto. Recebeu convites para ministrar seminários e falar em conferências por toda a Europa, muitas delas tendo sido publicadas. No segundo semestre de 1982, Irigaray assumiu a cadeira de Filosofia na Universidade Erasmo em Rotterdam, tendo a sua pesquisa à época conduzido à publicação de "Uma ética da Diferença Sexual", o que contribuiu para firmar a sua reputação como filósofa no continente. O trabalho de Irigaray influenciou o movimento feminista na França e na Itália por várias décadas. Desde a década de 1980 tem se manifestado a favor do movimento comunista italiano, por meio de visitas e aulas naquele país. Nessa década conduziu pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique acerca das diferenças de linguagem entre homens e mulheres, baseando-se em oradores de muitas línguas. Em 1986 transferiu-se da Comissão de Psicologia para a Comissão de Filosofia visto ser este último campo o seu preferido.

Luce Irigaray é uma filósofa e feminista belga. Destaca-se no estudo do feminismo francês contemporâneo e em filosofia européia. É uma pensadora interdisciplinar cujos trabalhos se dividem entre filosofia, psicanálise e linguística. Obteve um mestrado da Universidade de Louvain em 1955. Lecionou no ensino médio em Bruxelas de 1956 a 1959. No início da década de 1960 mudou-se para a França, onde obteve o mestrado em Psicologia junto à Universiade de Paris em 1961. No ano seguinte diplomou-se em Psicopatologia. Retornou à Bélgica onde trabalhou para a Fondation Nationale de la Recherche Scientifique (FNRS), de 1962 a 1964, após o que passou a trabalhar como Assistente de Pesquisa junto ao Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) em Paris, vindo a se tornar Diretora de Pesquisas. Ainda na década de 1960 participou de seminários psicanalíticos de Jacques Lacan, com quem estudou análise. Em 1968 alcançou um doutorado em Linguística. De 1970 a 1974 lecionou na Universidade de Vincennes. Nesta fase, Irigaray foi membro da École Freudienne de Paris, dirigida por Lacan. Em 1969 dedicou-se à análise de Antionette Fouque, uma líder do Movimento de Liberação Feminina da época.
Sem se ligar a qualquer grupo feminista, envolveu-se na demonstração de medidas anticoncepcionais e na defesa dos direitos de aborto. Recebeu convites para ministrar seminários e falar em conferências por toda a Europa, muitas delas tendo sido publicadas.
No segundo semestre de 1982, Irigaray assumiu a cadeira de Filosofia na Universidade Erasmo em Rotterdam, tendo a sua pesquisa à época conduzido à publicação de “Uma ética da Diferença Sexual”, o que contribuiu para firmar a sua reputação como filósofa no continente.
O trabalho de Irigaray influenciou o movimento feminista na França e na Itália por várias décadas. Desde a década de 1980 tem se manifestado a favor do movimento comunista italiano, por meio de visitas e aulas naquele país. Nessa década conduziu pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique acerca das diferenças de linguagem entre homens e mulheres, baseando-se em oradores de muitas línguas. Em 1986 transferiu-se da Comissão de Psicologia para a Comissão de Filosofia visto ser este último campo o seu preferido.

Todo desejo possui íntima relação com a loucura. O vulcano Spock, da série Star Trek, aconselham à ausência de desejos ou, no mínimo, à sua contenção, pois todos os desejos contêm em si a semente da frustração e da infelicidade. Todo desejo não satisfeito gera, em diferentes gradações, frustração, que por sua vez é mãe da infelicidade. Do universo de desejos, somente alguns serão realizados, ou seja, os desejos são infinitos, enquanto as satisfações são finitas. As chances de frustração, assim, serão sempre maiores do que as de satisfação. Esse é o vínculo entre desejo e loucura, pois há algo de insano em produzir desejos e mais desejos cujas chances de realização são ínfimas. O estado ideal do ser humano, nesse sentido, seria evoluir para algo extremamente racional como os vulcanos e vivenciar a ataraxia, a ausência total de apetites e emoções. Claro que é um absurdo imaginar um ser humano totalmente desprovido de anseios, já que alguns são inerentes à própria existência, como as necessidades básicas de água e alimentos. Então, como equacionar a inexorabilidade dos desejos de baixa possibilidade de realização com a eterna busca de felicidade pelo ser humano? A primeira dica, óbvia, é evitar desejar o impossível. O impossível jamais se concretizará e a chance de frustração é de exatos cem por cento. Não adianta, por exemplo, pretender, aos sessenta anos, possuir a aparência de vinte. Ao menos nesse momento tecnológico, esse desejo é impossível. Fujam disso, vaidosos! Afastados os desejos impossíveis, evite também os de difícil realização. Por que desejar algo tão difícil, que exigirá sacrifícios enormes e que provavelmente jamais se concretizará? A chance mais palpável disso é resultar em frustração e infelicidade. Persiga a felicidade através de desejos simples e facilmente alcançáveis. Dê, sobretudo, prioridade aos desejos que você mesmo possa satisfazer, sem necessitar de auxílio alheio. Por exemplo, se alguém que mora perto do mar ou de um rio, sente um ímpeto de pescar e tem uma certa condição financeira, basta ir a uma loja de pesca, comprar uma vara e os demais apetrechos e ir à luta, ou melhor, à pesca. Essa pessoa não necessita do auxílio de ninguém para isso, de modo que esse desejo de pescar é facilmente alcançável e possui baixa possibilidade de frustração. Claro, ele poderá não pescar peixe algum, mas isso é outro desejo. Caso algum forte desejo necessite de auxílio, dê prioridade aos que possam ser auxiliados por pessoas muito próximas e amigas, pois elas estão mais facilmente predispostas a te ajudarem. Lembre-se que desapego não é somente deixar de dar importância ao que já se tem, mas também ao que se pretende ter. Desapego é uma espécie de desejo, porque desejar é querer e, em última análise, desapego é querer não querer. O desapego, porém, é um desejo do tipo fácil, pois depende somente da pessoa e da extensão de sua força moral. Enfim, a relação entre loucura e desejo pode ser mitigada pela natureza dos próprios desejos. Desapegue-se dos desejos impossíveis, difíceis e complicados. Seja simples, deseje coisas simples. Quanto mais simples o desejo, menor a loucura, menor a possibilidade de frustração, menor a infelicidade. A felicidade, afinal, não está em algo desejado ou obtido fora de cada um de nós, mas na paz de espírito oriunda do conhecimento nascido dentro de nós sobre nós mesmos.

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QUESTÕES

1- É possivel o ser humano isentar-se de qualquer tipo de desejo? Porque? Pensando na religião Budista que diz: Que o desejo é sofrimento…o que caberia a explicarmos nesse contexto. Abra um discurso e escreva sua impressão do texto acima e a leitura religiosa sobre o sofrimento na ótica budista.

Análise de aula segundo o texto de WILLARD VAN ORMAN QUINE.

ÁREA: FILOSOFIA DA LINGUAGEM

ALUNOS DO GONZAGAO – Para responder as questões leia o texto, reveja os apontamentos realizados em sala de aula.

A LINGUAGEM É UMA ARTE SOCIAL

 Nascido nos EUA, em 1908, QUINE estudou em Harvard com ALFRED NORTH WHITEHEAD, célebre filósofo de lógica e de matemática. Ali também conheceu o inglês BERTRAND RUSSELL que se tornou um referencial importante para o seu ideário. Em 1932 completou o seu Doutorado e viajou pela Europa onde travou novos conhecimentos com intelectuais importantes, dentre os quais os que compunham o renomado “Círculo de Viena”. Ao retornar, iniciou a sua carreira de professor na mesma Harvard, mas a sua trajetória foi interrompida pela deflagração da 2ª Guerra Mundial, da qual ele participou decifrando códigos dos inimigos. Onze anos depois do armistício, em 1956, voltou a lecionar em Harvard e de lá só se desligou ao falecer com 92 anos.

Nascido nos EUA, em 1908, QUINE estudou em Harvard com Ali também conheceu o inglês BERTRAND RUSSELL que se tornou um referencial importante para o seu ideário. Em 1932 completou o seu Doutorado . Ao retornar, iniciou a sua carreira de professor na mesma Harvard, mas a sua trajetória foi interrompida pela deflagração da 2ª Guerra Mundial, da qual ele participou decifrando códigos dos inimigos. Onze anos depois , em 1956, voltou a lecionar em Harvard e de lá só se desligou ao falecer com 92 anos.

A Palavra

A dissociação entre a “Palavra” e a respectiva “Coisa”, como já se viu, foi proposta por SAUSSURE e encontrou em QUINE um ardoroso defensor. Coube-lhe, inclusive, a tarefa de aprofundar tal dissociação acrescentando que “nenhuma palavra tem um significado fixo, tampouco exclusivo ou único”, como se pode observar abaixo com o vocábulo “coelho”:

 1.   Alimento, 2.   Praga para a lavoura, 3.   Cobaia para experiências científicas, 4.   Bicho de estimação, 5.   Etc.

1. Alimento,
2. Praga para a lavoura,
3. Cobaia para experiências científicas,
4. Bicho de estimação, 

“Não obstante a lógica racional da argumentação de QUINE e de outros pensadores acerca da separação mencionada, algumas “Correntes Filosóficas”, principalmente as mais antigas e as que são excessivamente tradicionalistas, insistem em afirmar que existe uma ligação direta entre a palavra e a respectiva coisa, como se entre ambas houvesse um laço mais profundo, essencial, talvez metafísico. QUINE, obviamente discordava vigorosamente dessa tese e asseverava que “a linguagem não trata de uma hipotética relação entre objetos e significados verbais”. Para ele, a função da mesma é “apenas” cuidar da correção sobre o “o quê e quando falar”. Ou seja, à Ciência da Linguagem cabe estudar “o que deve ser dito e quando isso deve acontecer”.

Voltando ao exemplo do “Coelho”, observamos que a linguagem é, com efeito, a investigação sobre o acerto de se dizer que aquele “animal significa um alimento” só quando o momento for efetivamente apropriado e não no instante em que o bicho está sendo acariciado por uma criança que o considera seu amigo, seu animal de estimação.

Embora esse cuidado pareça óbvio e seja razoavelmente observado no dia a dia a questão se torna mais complicada quando são aumentadas as dimensões dos discursos. Não são raros os casos em que uma palavra dita no momento errado levou a conflitos, ou fomentou erros de julgamentos que, no mínimo, impediram a absorção de um conhecimento mais útil e verdadeiro. E são justamente esses casos que QUINE tinha em mente quando advogou a sua tese, haja vista que compete à linguagem evitar ou corrigir os erros que a ignorância advinda do silêncio, pode induzir.” – (http://fabiorenatovillela.blogspot.com.br/2013/09/quine-willard-van-orman-filosofos.html) – Visite: Texto completo.

Alguns filosofos afirmam que a linguagem trata da relação entre palavras e coisas. Quine discordava a linguagem não trata da relação entre objetos e significados verbais, mas de saber o que dizer e quando dizer. Como ele falou em um de seus ensaios de 1968: A linguagem é uma arte social.Na incompreensão, o ideal seria aprender a lingua de nossos amigos, seu significado e seus significantes. (Jota Bê)

FILOSOFANDO

1-  o que podemos entender desta frase de QUINE ; A linguagem é uma arte social?

2 – Que aplicação tem em seu dia a dia no encontro presencial com os amigos, nas rede sociais?

Apresente nos comentários uma resposta  que contemple essas duas perguntas.

DISCUTINDO A RELAÇÃO ENTRE GOVERNO E RESPEITO AO PLURALISMO RELIGIOSO NO BRASIL

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Em sua obra, “Os setes saberes necessários à educação do futuro”, Edgar Morrin aponta a “compreensão” como um desses saberes – a necessária compreensão entre as pessoas e os povos. O projeto genoma humano fez desmoronar um baluarte defendido pelo meio científico e por grupos racistas: O mito da superioridade racial. Nossas diferenças existem no meio cultural e religioso. É a cultura que marca profundamente a maneira de ser e de viver do homem. Viver na adversidade, respeitando o próximo, o diferente. Porém tendo a compreensão profunda do que é ser religioso e o que representa a religiosidade. Estar pronto a dividir sobre o conhecimento, sobre a dádiva de vida e concepção de mundo. Isso chama-se, respeito ao próximo.

Questionando porém, as atitudes do governo em todo o Brasil, os poderes Legislativo e Executivo estaduais, criam feriados santos (católicos) praticamente em todos os meses do ano. Nada contra os católicos mas sim contra essa postura do governo em agir de maneira tão proselitista quando  dão mostras que não praticam a laicidade exigível desses poderes no âmbito da esfera pública e estatal e confirmam que, no Brasil, o Estado, longe de ser laico, permanece vergonhosamente submetido, pelas mãos de seus dirigentes, aos ditames e interesses de igrejas e religiões. Os interesses da igreja católica (ou de qualquer outra) não podem ser colocados acima do caráter universalista que o Estado está obrigado a preservar para permanecer como esfera autônoma, independente. O fato representa uma tomada de posição desses dirigentes em favor de um segmento da sociedade, e apenas de um de seus segmentos, ferindo o principio da laicidade e da universalidade de valores a predominar e a ser preservado pelo Estado no âmbito das decisões político-públicas.

Se pode haver feriado para dia santo, poder-se-ia criar feriado para o iolurubá, ou para Exu (na cultura afro), para Chiva, Ganesh (na cultura hindu), para Alan Kardec (Espiritismo), Martinho Lutero e a o dia da Reforma protestante (para os protestantes).

O grande discurso é que este é o maior país católico do mundo. As pesquisas apontam também que este é o maior pais espírita do mundo, é o maior pais pentecostal e o segundo maior protestante só perdendo para os EUA. Fica então a pergunta no ar: Onde está o respeito ao pluralismo?

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AULA SOBRE O BUDISMO 

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             BUDISMO

Prof. Jota Bê.

http://www.joaobosco.wordpress.com

O budismo nasceu na Índia com o príncipe hindu Sidhartha Gautama (o iluminado, Buda). A história conta que ele buscou a sabedoria em várias fontes até que se cansou e, ao encontrar uma figueira, disse que ficaria ali meditando até alcançar as quatro verdades. Para Buda: (1) a vida é dor; (2) a dor provém do desejo de experiências do corpo; e (3) pode ser anulada, assim como a ilusão que constitui o mundo (nirvana).

Buda é venerado como um guia espiritual, e não como um deus. Essa distinção é importante, pois permite a seus seguidores conviver com outras crenças e continuar seguindo os preceitos de Buda. Entre todas as grandes religiões do mundo, a budista é considerada a mais flexível e pacifista, uma vez que jamais recorreu à força para impor ou conquistar adeptos.

Por isso superar o sofrimento, Buda recomenda o meio-caminho. Esta última verdade é o sagrado caminho das oito vias: (1) fé pura, aceitar a verdade como um guia; (2) vontade pura, nunca fazer dano a nenhuma criatura; (3) palavra pura, nunca mentir ou difamar alguém; (4) ação pura, nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se, matar ou roubar; (5) meios de existência, não escolher uma ocupação que seja má; (6) atenção pura, procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mal; (7) memória pura, não se permitir pensamentos que estejam dominados pela alegria ou pela tristeza; (8) meditação pura, cumprir rigorosamente as regras anteriores visando a paz perfeita.

Como vivia na índia no século VI a.C., Buda convivia constantemente com as crenças hindus, das quais criticou os deuses e o sistema de castas. Os ensinamentos têm como base o preceito hinduísta do samsara, segundo o qual o ser humano está destinado a reencarnar infinitamente após cada morte e a enfrentar os sofrimentos do mundo. Os atos praticados em cada reencarnação definem a condição de cada pessoa na vida futura, preceito conhecido como carma.

O budismo divide-se em duas grandes linhas filosóficas, a Theravada e a Mahayana. A primeira, mais antiga, predomina em países do sul da Ásia. Da segunda fazem parte as formas budistas hoje mais divulgadas no Ocidente: o budismo tibetano e o zen-budismo. No Tibete o Budismo misturou-se com concepções totêmicas e animistas, o Lamaísmo. Buda é considerado como encarnado numa espécie de papa, Dalai-Lama, chefe de uma teocracia. Ao chegar ao Japão o Budismo torna-se Zen-Budismo.

O Brasil já tem mais de 250 mil praticantes, mas está longe de ser como a Tailândia, um país budista por excelência. Com 26 milhões de habitantes, a Tailândia tem 18 mil mosteiros e 240 mil monges. Estes a sós ou em grupos de dois, com a cabeça raspada, um manto cor de laranja, uma flor de loto na mão e pendurado ao braço um prato para esmola; deixam seu isolamento para entrar por momentos em contato com a sociedade. É o fiel quem agradece ao monge por ter aceito sua oferta, pois está dando-lhe os méritos de alcançar sua elevação. O monge é o último estágio antes do Nirvana.

RELIGIOSIDADE INDÍGENA

Indios

                   A história do país que hoje se chama Brasil não começou com a chegada dos portugueses. Alguns arqueólogos, que estudam o passado dos povos através dos vestígios que eles deixaram (ossos, objetos, etc.), dizem que há pelo menos 20 mil anos estas terras já eram habitadas. Outros dizem que já havia gente por aqui bem antes disso.

                Em 1500, o litoral do Brasil era ocupado por diferentes indígenas que, somadas, formavam o grupo Tupinambá. Quando os europeus chegaram com suas caravelas, foram recebidos por estes povos, que ficaram fascinados com as facas e ferramentas de metal que eles trouxeram. Os tupinambás não conheciam o metal. Suas ferramentas eram feitas com madeira e pedras. 

                  O fim dos índios foi trágico. Dos cinco milhões que existiam no país na época do descobrimento, restaram apenas 250 mil. Das 300 línguas diferentes e culturas milenares, restam ainda 170 línguas, muitas delas conservadas pelo isolamento da região norte do país. Com único objetivo de explorar as riquezas do país, o colonizador arrancaram dos povos indígenas sua madeira, pastos e minerais valiosos como o ouro. 

               No Brasil aqueles que estudam a religiosidade dos povos indígenas têm duas formas de explicação: o animismo, o xamanismo e o totemismo. No animismo diz-se que o indígena enxerga por trás dos objetos uma vida, alma, capaz de entrar em relações diretas com os homens. É, mais do que uma religião propriamente, uma forma de explicação dos fenômenos da natureza. 

              Já o nome xamanismo vem de “Xamã”, um índio experiente que adquire os poderes mágicos necessários para curar as doenças, espantar os espíritos dos mortos, evitar catástrofes e epidemias nas aldeias. Esse tipo de feiticeiro pode ser também o chefe da tribo, mas na maioria das vezes não se envolve nas questões administrativas. 

            Por fim, no Totemismo, crê-se que há um parentesco da tribo com animais ou vegetais. Julgam-se, por exemplo, descendentes da união de um urso com uma mulher. Então, o nome de seu totem vai ser urso. Este se torna um animal sagrado. Não se pode mata-lo, a não ser em condições especiais, no qual se come a carne e se bebe o sangue do animal para incorporar a sua força, inteligência ou agilidade.

              Em alguns aspectos a vida do índios é bem diferente da nossa. Em algumas tribos, antes da fase adulta, já sabe caçar e pescar, mas para o jovem ser considerado homem é preciso participar de rituais dolorosos como cicatrizes provocadas por cortes profundos pelo corpo. Por outro lado, foram os índios que ensinaram aos brancos o cultivo de algumas plantas como a mandioca, a erva mate, e até o hábito diário de tomar banho.