A BANALIDADE DO MAL

Publicado: novembro 26, 2014 em FILOSOFIA
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A autora de origem judia, perseguida pelo regime de Adolf Hitler, construiu uma obra fundamental para a compreensão da política e da condição humana. Nascida em Hannover, na Alemanha, em 14 de outubro de 1906, de origem judaica, foi batizada como Johanna Arendt. Tendo perdido o pai com sete anos incompletos, mostrou-se precoce ao tentar consolar sua mãe, Martha Arendt: "Pense - isso acontece com muitas mulheres", teria dito a menina, para espanto da viúva. Recebeu da mãe, que tinha simpatia por ideias da social-democracia, uma educação marcadamente liberal. Ainda na adolescência, teve contato com a obra de Kant. Aos dezessete anos, abandonou a escola por questões disciplinares. Transferiu-se para Berlim, onde estudou teologia e a filosofia do dinamarquês Soren Kierkegaard. Em 1924, passou a frequentar a universidade de Marburg. Ali permaneceu um ano, durante o qual assistiu aulas de Filosofia com Martin Heidegger - com quem manteve, em seguida, um relacionamento amoroso complicado - e Nicolai Hartmann; teologia protestante com Rudolf Bultmann; e grego. Arendt formou-se em Filosofia em Heidelberg. Em 1929, época da recessão mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Arendt mudouse para Berlim, com uma bolsa de estudos. Com a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, ela foi para a capital francesa, onde conheceu grandes intelectuais, a exemplo do filósofo e escritor Walter Benjamin. Na ocasião, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma tradicional família de banqueiros. Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando o governo da França cooperou com os invasores alemães, a judia Hannah foi mandada a um campo de concentração, como "estrangeira suspeita". Todavia, conseguiu fugir para Nova York, onde chegou em 1941. Exilada e apátrida (perdeu a nacionalidade alemã), permaneceu dez anos sem direitos políticos, obtendo a cidadania estadunidense em 1951. Nos Estados Unidos, Hannah trabalhou em várias organizações judaicas e editoras, como a Schoken Books, tendo escrito também para o periódico Weekly Aufba. Naquele país, ela desenvolveu efetivamente sua carreira acadêmica, contratada em 1963 pela Universidade de Chicago. No ano seguinte, entraria para a American Academy of Arts and Letters. Em Chicago, Arendt foi professora até 1967, quando se transferiu para Nova York, dando aulas na New School of Social Research. Faleceu em 4 de dezembro de 1975.

A autora de origem judia, perseguida pelo regime de Adolf Hitler, construiu uma obra fundamental para a compreensão da política e da condição humana. Nascida em Hannover, na Alemanha, em 14 de outubro de 1906, de origem judaica, foi batizada como Johanna Arendt. Tendo perdido o pai com sete anos incompletos, mostrou-se precoce ao tentar consolar sua mãe, Martha Arendt: “Pense – isso acontece com muitas mulheres”, teria dito a menina, para espanto da viúva. Recebeu da mãe, que tinha simpatia por ideias da social-democracia, uma educação marcadamente liberal. Ainda na adolescência, teve contato com a obra de Kant. Aos dezessete anos, abandonou a escola por questões disciplinares. Transferiu-se para Berlim, onde estudou teologia e a filosofia do dinamarquês Soren Kierkegaard. Em 1924, passou a frequentar a universidade de Marburg. Ali permaneceu um ano, durante o qual assistiu aulas de Filosofia com Martin Heidegger – com quem manteve, em seguida, um relacionamento amoroso complicado – e Nicolai Hartmann; teologia protestante com Rudolf Bultmann; e grego. Arendt formou-se em Filosofia em Heidelberg.
Em 1929, época da recessão mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Arendt mudouse para Berlim, com uma bolsa de estudos. Com a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, ela foi para a capital francesa, onde conheceu grandes intelectuais, a exemplo do filósofo e escritor Walter Benjamin. Na ocasião, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma tradicional família de banqueiros.
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando o governo da França cooperou com os invasores alemães, a judia Hannah foi mandada a um campo de concentração, como “estrangeira suspeita”. Todavia, conseguiu fugir para Nova York, onde chegou em 1941.
Exilada e apátrida (perdeu a nacionalidade alemã), permaneceu dez anos sem direitos políticos, obtendo a cidadania estadunidense em 1951. Nos Estados Unidos, Hannah trabalhou em várias organizações judaicas e editoras, como a Schoken Books, tendo escrito também para o periódico Weekly Aufba. Naquele país, ela desenvolveu efetivamente sua carreira acadêmica, contratada em 1963 pela Universidade de Chicago. No ano seguinte, entraria para a American Academy of Arts and Letters. Em Chicago, Arendt foi professora até 1967, quando se transferiu para Nova York, dando aulas na New School of Social Research. Faleceu em 4 de dezembro de 1975.

Apesar de, ao longo de sua vida, ter sido avessa ao rótulo de “filósofa”, Arendt segue sendo estudada como filósofa influente, em decorrência também de suas discussões críticas de pensadores clássicos da Filosofia, tais como Platão, Aristóteles, Sócrates e Santo Agostinho, sem falar em importantes representantes da filosofia moderna, como Immanuel Kant, a Martin Heidegger, Nicolau Maquiavel, Charles de Montesquieu e Karl Jaspers. Foi precisamente devido a sua independência de pensamento, seus estudos no campo da filosofia existencial, sua abrangente teoria sobre o surgimento do totalitarismo e sua decidida atuação em favor da liberdade no âmbito da discussão política, que Arendt assegurou a posição central que ocupa nos debates contemporâneos.

Arendt chegou a conclusão que o mal nao provém da malevolencia ou do desejo de fazer o mal. Em vez disso, ela sugeriu, as razões pelas quais as pessoas agem de certa maneira é que elas sucumbem a falhas de pensamento e julgamentos. Sistemas politicos opressores são capazes de tirar vanjtagem de nossa tendencia para tais falhas possibilitando que pareçam normais certos atos possivelmente considerados “impensáveis.”

mal

Questóes

1- Diante das frases em negrito escreva sua impressão sobre o assunto, podendo para isso enxergar seu dia-a-dia e a banalidade do mal.

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comentários
  1. Karolina Beatriz disse:

    Arendt chega a uma conclusão que o mal é praticado por desejo mais se uma pessoa tem desejo obviamente é pq ela pensa.No meu dia-a-dia estou “cercada ” de banalidades do mal, pessoas que praticam ação bem planejada… A versão que um indivíduo seria incapaz de pensar no ato em que irá realizar é totalmente revigorante, seria o caso dos que provém de alguma deficiência mental ou distúrbios do mesmo, comprovado por psicólogos, pessoas entre 7 a 9 anos já sabem a diferença entre o ” certo e errado” baseado na educação que os seus responsáveis lhes permitem dar.

  2. Maria helena da Silva disse:

    Eu compreendi que nos dias de hoje, a banalização é muito usada pela humanidade, pelo simples fato de acontecimentos de crimes existentes em nossa comunidade. Hoje toda humanidade se acostumou com suas perversidade. Tudo é banal por pior que seja.

  3. Larissa Alana Silva de Lima disse:

    A banalidade esta tão comum que já se tornou uma coisa normal entre toda a comunidade, parece que deixo de ter a gravidade que realmente tem.
    Eu entendi que a banalização não se refere-se apenas as coisas que não tem importância, se é banalidade não pode ser bem nem mal.

  4. No nosso dia a dia as pessoas estão submetidas a fazer o mal, agem de forma mais fria como se estivesse fazendo uma coisa normal.Pra quem pratica o mal se torna sim uma coisa normal mais para a sociedade se torna uma coisa horrível. Muitos nem sai mais de casa com medo de ser atingida pelas pessoas que são capazes de praticar o mal.

  5. Naiara sousa disse:

    O mal está em todo lugar,muitas vezes o mal está nos pensamentos das pessoas ,é de la que ele vem ou seja e de la que ele começa. A partir dos pensamentos ruins ou negativos que eles começam a agir de forma brutal.

  6. No nosso dia a dia as pessoas estão submetidas a fazer o mal agem de forma mais fria como se estivesse fazendo uma coisa normal. Mais para a sociedade se torna uma coisa horrível,muitos nem sai mais de casa com medo de ser atingida pelas pessoas capazes de fazer o mal.

  7. joaobosco disse:

    Parabens KArolina,
    Vc fez o caminho correto. òtima impressao de aula.

  8. joaobosco disse:

    Ok Maria Helena..Onde estão os questionamentos…afirmações apenas? PErceba seu texto, leia-o novamente, veja a concordancia e ortografia.

  9. joaobosco disse:

    Releia sua impressão de aula e veja se sua resposta está satisfatória ao que foi pedido….

  10. joaobosco disse:

    Voce iniciou sua impressão muito bem, logo depois caminhou para o senso comum e seus gostos…mas parabens por seu texto.

  11. joaobosco disse:

    Gostei…mas vc poderia ter explorado um pouco mais.

  12. Rafael Almeida disse:

    Arendt Mostrou sua coragem em falar sobre o Mal. Pois hoje o Mal poderia ser usado apenas para imprimir as perfeições do bem mas o Ser humano hoje usa o Mal para afetar os seres de sua propria espécie O mal é prazer para algumas pessoas. E com esse parazer de Fazer maldade e os julgamentos que nos seres humanos propomos as pessoas que usam ele para o seu beneficio fica mas difícil de controlar. Desde pequenos devemos ser educados parar usar o mal apenas para sumbir as proezas do bem e apenas em suas devidas condições e limites.

  13. joaobosco disse:

    Muito bom rafael…(pesquisa boa)

  14. Jainny Raimara Oliveira de Araújo disse:

    Arendlt se expressou muito bem ao falar do mau , pois hoj em dia fazer o mau é mais do que se vingar , fazer o mau hoj é como fosse satisfazer um prazer que um ser humano tem ao ver o outro ser destruido , ver o outro sentir dor e nao ter nenhum remosso sobre isso. Na antiguidade fazer o mau a outro ser humano era uma raridade existia sim o mau , mas nao era tão visivil como é hoj , praticamente voc ver hoj em dia uma pessoa querendo o seu mau , fazendo o mau a voc , fazendo voc se sentir diminuido na frente de alguém , so pra satisfazer um simples prazer que pra mim dar a entender que esse prazer na verdade não passa de ”Inveja” de outro ser humano.

  15. Na ” tese ” de Arendt a violência é banal , mais ao ponto de vista dele a violência é como uma doença e quando eu falo doença não falo em esquizofrenia ou doença mental falo de resfriado ou dor de cabeça . E Realmente hoje a violência é comun , antigamente não era comun vídeos de violência , mais como não existe segurança pública assaltos , roubos e assassinatos passam todos os dias na televisão e na internet ou aplicativos seja eles quais forem , as pessoas quais ultilizam vão passando e repassando como se fosse algo engraçado ” uma pegadinha ou algo do tipo ” . Chego a conclusão que com o aumento da violência é a banalidade com que os temas relacionados são tratados o melhor a ser feito é ter cuidado … porque se tornou comun ser assalto e sofre com a violência da bandidagem .

  16. gilalexson disse:

    o conceito de ” a banalidade do mal ” aprofundado por Hannah arendt no livro ” eichannan em jerusalem ” trouce as criticas da comunidade judaica e tambem a polemica que ainda se mantem.
    o livro surgiu na sequencia do julgamento em jerusalem de adolf eichmmann, raptado pelos serviços secretos israelitas na argentina em 1960 e que a filosofia acompanho para a revista ” the new yorke “. nesta obra a filosofia defende que em resultado da massificação da sociedade, se criou um multidão incapaz de fazer julgamentos morais razão porque aceitam e cumprem ordem sem questionar.
    este livro foi ainda criticado porque arendi tambem deu exemplos de judeus e instituições judaicas que se submeterem aos nazis ou cumpriram os seus direitos sem questionar

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