Arquivo da categoria ‘HINDUÍSMO’

O Hinduísmo é uma religião fascinante, cheia de mistérios e uma religiosidade muito forte. Nas fotos seguintes pode-se ver postos de cremação, aonde os mortos são queimados á beira do rio Ganges, aonde logo irão as cinzas, e eles tem se convertido em um referencial da cidade. Muitas famílias trazem seus parentes mortos para serem cremados aqui com a finalidade de que ao ser purificados no santo lugar atinjam a liberação do cativeiro material.

Por se tratar de um rio sagrado para o povo hindu, os mortos são queimados nas margens e as cinzas são atiradas ao rio. Mas quem não pode pagar a cremação, joga os corpos no rio assim mesmo ou deixa os corpos apodrecerem na margem.

Vacas podem ser vistas, sejam mortas ou vivas, dentro da água. Pessoas lavam roupas, tomam banho, “se purificam” nadando no rio… Tudo isso no mesmo lugar, uns do lado dos outros!! Na verdade a Índia está muito longe de ser esse paraíso mostrado na novela. É claro que os pontos turísticos são maravilhosos, mas a ralidade do povo é muito dura.

CUltura e religião

Fonte das imagens; http://laiba.tianya.cn/laiba/Top

 

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O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do infinito e a semente que “fecunda” os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. “Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons”.
“O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman” Mantra Yoga Samhitá.
Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.
Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa avati raksati – aquilo que lhe protege, lhe abençoa. É um mantra e é um nome do Senhor. O nome do Senhor lhe protege através da repetição do próprio nome. Portanto, é reconhecimento em forma de oração. Sendo um mantra, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. Repetido “Om”, você invoca o Senhor naquela forma específica. Então, dessa maneira, “Om” lhe protege.

Om iti idam sarvam yat bhútam yat ca bhavyam bhavisyat itiO que existia antes, o que existirá depois e o que existe agora.

Tudo isso, sarvam, é realmente Om. Tudo o que existe é Om. Tudo o que existiu é Om, e também tudo o que existirá depois, no futuro. Passado, presente e futuro, incluindo o tempo e tudo o que existe no tempo – tudo isso é Om. Aquele Om é Brahman. Portanto, o Senhor é não-dual, e esse não-dual é Um. A sílaba é também uma e não-dual, significando que tudo está dentro dela. E tudo está dentro de Om.
A é a primeira letra (ou som) que é pronunciada quando se abre a boca, e, da mesma maneira, M é a última, quando se fecha a boca. U está entre os dois. A representa o acordado, do qual depende U. A torna-se U quando os lábios se fazem arredondados. U representa todo o súkshma prapañcha (mundo sutil), e M representa todo o mundo causal, pois tudo se dissolve em M.
Depois de fechar os lábios, de dizer M, você não pode dizer mais nada. A e U terminam em M, assim como no sono profundo os mundos físicos e sutil dissolvem-se. Portanto, A-U-M, Om e quando se pronuncia Om, tudo se dissolve em M. E, depois, tudo retorna, Om. A origem do retorno não é em M, mas sim no silêncio. A e U dissolvem-se em M, e em seguida o Om nasce do silêncio.
Om não faz parte de uma língua específica. É fonético, além de qualquer língua. Portanto, Om é o nome para Brahman que inclui o silêncio também, o nirguna (sem forma) e o turíya (o quarto estado da consciência, que é a pura consciência). Aum é o turiya. Portanto, Om é considerado o mais sagrado e básico entre todos os nomes do Senhor.

VISHNU

SHIVA

KALI

PARVARTI

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HINDUÍSMO

A VERDADE ETERNA

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE AS MATRIZES RELIGIOSAS

O nome Hinduísmo foi dado no século XIX ao conjunto de religiões existentes na índia. A palavra provém do persa hindu, em sânscrito, shindhu, significa rio, e refere-se às pessoas que viviam no vale do Indo. Também significa Indiano. Segundo a visão que tem de si, o hinduísmo não possui origem: É o caminho eterno que segue as regras e exigências básicas da ordem cósmicas à medida que passa por ciclos infinitos.
A casta social onde o indivíduo nasce é, portanto, indicação de seu status espiritual. Almeja-se a libertação do ciclo de reencarnações em várias formas, animais e humanas. Sua posição é determinada pelo Karma.O ascetismo e a disciplina da ioga são praticados com o intuito de atingir essa libertação.
Não existe um cânone definido de livros sagrados. Os quatro Vedas, são os mais antigos textos literários sânscritos conhecidos do período bramânico, são 1.200 hinos e magias sacrificiais compilados de uma antiga tradição oral e dirigidos a várias divindades, como as do fogo e do vento.
Para o homem comum, o hinduísmo significa também a observação cuidadosa de regras quanto ao casamento, alimentação, peregrinação a rios e lugares sagrados, participação e adoração nos templos sagrados em cada aldeia.
Em muitos séculos o Hinduísmo produziu várias reformas que produziram outros movimentos como é o caso do Budismo. As modernas condições sociais e culturais trouxeram mudanças no sistema de castas e ainda no status social das mulheres.
O mais velho deles, O Rig Veda, remonta 1.200 a.C.; O quarto livro, o Atharva Veda, data de 900 a.C. e consiste principalmente em fórmulas e encantamentos; os Brahmanas, associados aos Vedas, são instruções rituais. Em outro momento deu-se origem a trabalhos filosóficos como os Aranyakas, ou livros da floresta e mais tarde, os Upanixades. Entre esses existe um poema famoso que é o mahabharata, um relato das guerras da casa de Bharata. Nele há uma seção chamada Bhagavad Gita, “ A canção do Senhor”, poema famoso pelo diálogo de Krishna, um dos avatares de Vishnu, e seu auriga, Arjuna.
1 – Deuses e Castas
A sociedade foi dividida em quatro grandes grupos, denominados varnas (castas), com direitos, deveres, previlégios e práticas religiosas diferenciados. De acordo com o hinduísmo os Varnas passaram existir na criação do mundo.

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BRAHMA

É o primeiro deus da trindade Hindu.

Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.

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SHIVA – O destruidor

Shiva é o terceiro deus da trindade Hindu; ou trimirti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes. Tem mais de mil nomes, como (Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo. Ele é o criador e é o destruidor e preservador, e normalmente é retratado em três faces: Duas opostas, como machoe fêmea, grande iogue e chefe de família diligente, ou Bhairava, o destruidor, e a terceira, serena e pacífica, as reconcilia.

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MAHADEVI – A deusa mãe

Manifesta-se tanto como consorte das principais divindaes masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas, como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por toda a India a muitos templos erguidos a essas deusas.

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VISHNU – O preservador

“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
Além das divindades principais, Shiva, Brahma e as deusas, há numerosas outras que ocupam importantes posições no panteão hindu.
Surya (o deus do sol), Agni (o deus do fogo), Indra (o deus da guerra), Vayu (o deus do vento), Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha, o javali, provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais. Três dos deuses importantes: Hanuman (o deus macaco) e os dois filhos de Shiva e Parvati: Ganeshi (o deus da cabeça de elefante e o jovial Kartkeyya.

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GANESH

Filho de Shiva, Com cabeça de elefante, É talvez o Deus mais popular. É sábio, ponderado e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar o seu êxito.

Matsia: O Peixe de Chifres que representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.
Curma: A tartaruga. È o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois doDilúvio para recuperar os tesouros.
Varaa: O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo, tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.
Narasima: O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio até ao crespúsculo.
Vamana: O Anão, É outro avatar que se tornou num gigante para frustrar um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
Parasurama: Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
Rama: O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo. Rama representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão.
Krishna: O avatar mais importante de Vishnu, Foi um Deus-Herói amado pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.
Lacshimi: Mulher de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.
Sita: Mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lacshimi. Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.
Hanuman: O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal.
Garuda: Vishnu aparece montado em Garuda, É uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo, Ágni.

OS QUATRO ESTÁGIOS DA VIDA:

Segundo a tradição hindu,a vida do homem está dividida em quatro estágios, denominados Ashramas.
Bramacarya: É o estágio da juventude.
Gnhastha: Fase adulta, em que assume o papel de chefe de família.
Vanaprastha: É o estágio do homem idoso
Samnyasin: nesta fase, indivíduo deve renunciar ao mundo.
Esses, são aspectos importantes na doutrina Hindu. Evidentemente, ainda há tantos outros aspectos doutrinários filosóficos. Dentro do Hinduísmo surgem muitas outras religiões como o Jainismo, é importante uma pesquisa sobre esse aspecto para que as informações não fiquem superficiais.

DERIVAÇÕES DO HINDUÍSMO

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL: Fundada na índia, em 1958, por Maharishi Meheresh Yogi, conta hoje com uns 3 milhões de adeptos no mundo. É uma técnica de relaxamento que visa a eliminar o stress e a tensão atingindo-se o chamado estado de consciência pura. Repetindo mentalmente um mantra (fórmula ritual). O mediante esvazia a mente de forma a atingir o nível mais abstrato da atividade mental.
HARE KRISHNA: Fundada na ìndia em 1986 por Caitanya Mahapraphu e trazida para o Ocidente em 1966 por Bhaktivedanta Suami Prabhupada, considerada Krishina como deus único, criador universal e última morada do espírito, propondo técnicas de Bhakti-ioga (ioga da devoção) como o caminho que permitirá ao fiel integrar-se em sua verdade absoluta.
Teosofia: Fundada em 1875, em Nova Iorque, por Madame Helena Petrovna Blavatsky e Henry Steel Olcott e levada adiante por Besant – Propõe um tipo de meditação que faz a síntese de ensinamentos hinduístas e budistas, em 1913, a seção alemã da Sociedade Teósofica, dirigida por Rudolf Steiner, rompeu com Besant, por não concordar com a atribuição de um papel fundamental a Jesus Cristo na evolução espiritual da humanidade, e criou a Sociedade Antroposófica.

OUTROS GRUPOS

Missão Ramakrishina:
Krishnamurti:
Rajnish:

VER TAMBÉM OUTRO POST CONTINUAÇÃO DO ASUNTO HINDUÍSMO:

WWW.joaobosco.wordpress.com/2008/04/12/outros-deuses-…o-o-om-sagrado/