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LIVROS LANÇADOS DE JOTA BE –

Publicado: abril 29, 2017 em IMAGENS

apologetica cópiaCAPA - Uma historia escrita por muitas maosCAPA DO LIVRO CAPOEIRA - FINAL 333 (2)CAPA DO LIVRO RELIGIÕES COMPARADAS cópiaMetamorphosis

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Metamorphosis

LIVRO COMPLETO ABAIXO

METAMORPHOSIS e Nekrosis

Religiões afro-brasileira1

Os negros foram trazidos ao Brasil poucas décadas depois do descobrimento para trabalharem como escravos entre 1600 e 1900. Com eles o país cresceu mundialmente na extração de minérios e como produtor de café e cana de açúcar. Com a Lei Áurea, publicada em 1888, a escravidão acabou, mas os descendentes africanos não tinham como voltar ao seu país de origem. Por causa do preconceito, também não compravam terras, nem conseguiam empregos. Foi a partir de 1920, na periferia das grandes cidades, que os brasileiros conheceram melhor a religiosidade que os negros praticavam quando eram escravos. Entre elas estão a Umbanda, Candomblé e Quimbanda.

O Candomblé é o mais original culto africano no Brasil. As cerimônias acontecem em terreiros e em língua africana com cantos e ritmos de tambores. Usam jogos de adivinhação como cartas e búzios. Principalmente por conta da perseguição, houve o sincretismo do Candomblé com o catolicismo no qual se colocavam nomes africanos em santos católicos como Iemanjá (N. S. da Conceição) e Iansã (Santa Bárbara). O principal deus é Olorumaré, criador dos orixás.

Já a Umbanda é praticada em Centros Espíritas e é conhecida como Magia Branca, o que significa fazer o bem e combater a magia negra. É uma mistura de rituais africanos e europeus feita por brancos no Rio de Janeiro. Acreditam na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evolução espiritual após sucessivas vidas na terra, quer dizer, a reencarnação.

Algum tempo depois nasceu a Quimbanda, que pratica rituais de magia negra, e é uma ramificação da Umbanda. Magia negra significa missa negra ou magia e feitiçaria. É conhecida por realizar oferendas com animais como gatos e galinhas pretas. Cultua os mesmos orixás da Umbanda e Candomblé.

 

Ogum

DISCUTINDO A RELAÇÃO ENTRE GOVERNO E RESPEITO AO PLURALISMO RELIGIOSO NO BRASIL

 Imagem

Em sua obra, “Os setes saberes necessários à educação do futuro”, Edgar Morrin aponta a “compreensão” como um desses saberes – a necessária compreensão entre as pessoas e os povos. O projeto genoma humano fez desmoronar um baluarte defendido pelo meio científico e por grupos racistas: O mito da superioridade racial. Nossas diferenças existem no meio cultural e religioso. É a cultura que marca profundamente a maneira de ser e de viver do homem. Viver na adversidade, respeitando o próximo, o diferente. Porém tendo a compreensão profunda do que é ser religioso e o que representa a religiosidade. Estar pronto a dividir sobre o conhecimento, sobre a dádiva de vida e concepção de mundo. Isso chama-se, respeito ao próximo.

Questionando porém, as atitudes do governo em todo o Brasil, os poderes Legislativo e Executivo estaduais, criam feriados santos (católicos) praticamente em todos os meses do ano. Nada contra os católicos mas sim contra essa postura do governo em agir de maneira tão proselitista quando  dão mostras que não praticam a laicidade exigível desses poderes no âmbito da esfera pública e estatal e confirmam que, no Brasil, o Estado, longe de ser laico, permanece vergonhosamente submetido, pelas mãos de seus dirigentes, aos ditames e interesses de igrejas e religiões. Os interesses da igreja católica (ou de qualquer outra) não podem ser colocados acima do caráter universalista que o Estado está obrigado a preservar para permanecer como esfera autônoma, independente. O fato representa uma tomada de posição desses dirigentes em favor de um segmento da sociedade, e apenas de um de seus segmentos, ferindo o principio da laicidade e da universalidade de valores a predominar e a ser preservado pelo Estado no âmbito das decisões político-públicas.

Se pode haver feriado para dia santo, poder-se-ia criar feriado para o iolurubá, ou para Exu (na cultura afro), para Chiva, Ganesh (na cultura hindu), para Alan Kardec (Espiritismo), Martinho Lutero e a o dia da Reforma protestante (para os protestantes).

O grande discurso é que este é o maior país católico do mundo. As pesquisas apontam também que este é o maior pais espírita do mundo, é o maior pais pentecostal e o segundo maior protestante só perdendo para os EUA. Fica então a pergunta no ar: Onde está o respeito ao pluralismo?

DÊ UM CLIC AQUI EM BAIXO E OBTENHA O POWER POINT PARA A AULA.

AULA SOBRE O BUDISMO 

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             BUDISMO

Prof. Jota Bê.

http://www.joaobosco.wordpress.com

O budismo nasceu na Índia com o príncipe hindu Sidhartha Gautama (o iluminado, Buda). A história conta que ele buscou a sabedoria em várias fontes até que se cansou e, ao encontrar uma figueira, disse que ficaria ali meditando até alcançar as quatro verdades. Para Buda: (1) a vida é dor; (2) a dor provém do desejo de experiências do corpo; e (3) pode ser anulada, assim como a ilusão que constitui o mundo (nirvana).

Buda é venerado como um guia espiritual, e não como um deus. Essa distinção é importante, pois permite a seus seguidores conviver com outras crenças e continuar seguindo os preceitos de Buda. Entre todas as grandes religiões do mundo, a budista é considerada a mais flexível e pacifista, uma vez que jamais recorreu à força para impor ou conquistar adeptos.

Por isso superar o sofrimento, Buda recomenda o meio-caminho. Esta última verdade é o sagrado caminho das oito vias: (1) fé pura, aceitar a verdade como um guia; (2) vontade pura, nunca fazer dano a nenhuma criatura; (3) palavra pura, nunca mentir ou difamar alguém; (4) ação pura, nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se, matar ou roubar; (5) meios de existência, não escolher uma ocupação que seja má; (6) atenção pura, procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mal; (7) memória pura, não se permitir pensamentos que estejam dominados pela alegria ou pela tristeza; (8) meditação pura, cumprir rigorosamente as regras anteriores visando a paz perfeita.

Como vivia na índia no século VI a.C., Buda convivia constantemente com as crenças hindus, das quais criticou os deuses e o sistema de castas. Os ensinamentos têm como base o preceito hinduísta do samsara, segundo o qual o ser humano está destinado a reencarnar infinitamente após cada morte e a enfrentar os sofrimentos do mundo. Os atos praticados em cada reencarnação definem a condição de cada pessoa na vida futura, preceito conhecido como carma.

O budismo divide-se em duas grandes linhas filosóficas, a Theravada e a Mahayana. A primeira, mais antiga, predomina em países do sul da Ásia. Da segunda fazem parte as formas budistas hoje mais divulgadas no Ocidente: o budismo tibetano e o zen-budismo. No Tibete o Budismo misturou-se com concepções totêmicas e animistas, o Lamaísmo. Buda é considerado como encarnado numa espécie de papa, Dalai-Lama, chefe de uma teocracia. Ao chegar ao Japão o Budismo torna-se Zen-Budismo.

O Brasil já tem mais de 250 mil praticantes, mas está longe de ser como a Tailândia, um país budista por excelência. Com 26 milhões de habitantes, a Tailândia tem 18 mil mosteiros e 240 mil monges. Estes a sós ou em grupos de dois, com a cabeça raspada, um manto cor de laranja, uma flor de loto na mão e pendurado ao braço um prato para esmola; deixam seu isolamento para entrar por momentos em contato com a sociedade. É o fiel quem agradece ao monge por ter aceito sua oferta, pois está dando-lhe os méritos de alcançar sua elevação. O monge é o último estágio antes do Nirvana.

Em algunstuais de passagem, podem parecer bizarros para aqueles que não participam da religião. Nao levarei ao merito esta discução, mas apenas explicar que o ritual de passagem é necessário em todas as religiões, cada uma  apresenta elementos diferentes.

Temos abaixo, um ritual de circuncisão islã. Ele é praticado em alguns grupos islamicos e africanos.